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MEMÓRIA DA TV

Em 1990, Pantanal chocou com peão castrado e vilão devorado por piranhas

DIVULGAÇÃO/TV MANCHETE

Angela Leal exibe cabeleira volumosa ao lado de Ângelo Antônio, que está com camisa aberta até o peito, em imagem de divulgação de Pantanal

Bruaca (Angela Leal) e Alcides (Ângelo Antônio) eram amantes em Pantanal (1990): peão foi castrado

THELL DE CASTRO

Publicado em 12/12/2021 - 6h49

Há 31 anos, em 10 de dezembro de 1990, a TV Manchete encerrava a exibição do maior sucesso de sua história: Pantanal. Algumas passagens da trama de Benedito Ruy Barbosa chocaram o público e são lembradas até hoje, como nudez em banhos de rio, um vilão devorado por piranhas após escapar de um tiro e um peão castrado, com direito a muito sangue e expressões de horror.

Além de todas as questões comportamentais e de mudanças da sociedade ocorrida nas últimas três décadas, a produção da nova versão de Pantanal, que deverá estrear em março de 2002 na Globo, terá outro desafio: como mostrar cenas fortes em pleno horário nobre?

Ao contrário de 1990, quando não existia a classificação indicativa, atualmente a emissora teria problemas para mostrar tantas sequências de nudez e violência na faixa das 21 horas.

Na trama original, eram frequentes os banhos de rio tomados por personagens como Juma (Cristiana Oliveira), Zefa (Giovanna Gold) e Guta (Luciene Adami), entre outras. Isso fatalmente ajudou a aumentar ainda mais o Ibope da emissora da família Bloch, que deixou a Globo em apuros.

Cenas de violência

Além da nudez, a Globo terá outra questão importante para se preocupar: a violência. Apenas para exemplificar, duas sequências da trama da Manchete chamaram muito a atenção do público.

Numa delas, o vilão Levi (Rômulo Arantes), depois de uma briga com outro personagem malvado da trama, Tenório (Antônio Petrin), acaba caindo no rio para se esquivar de um tiro e é completamente devorado pelas piranhas.

Mais perto do final da novela, o mesmo Tenório, traído pela mulher Maria Bruaca (Angela Leal) acaba se vingando de seu amante de maneira sórdida.

Ele invade o local onde os dois estão e simplesmente castra o peão Alcides (Ângelo Antônio). A aguardada cena teve uma das maiores audiências da produção e ficou muito tempo na boca do povo.

"O ápice dessas sequências foi, naturalmente, a cena da castração. Muito sangue, muita cara feia de dor e pavor. Todos os elementos necessários para fazer parecer real --mesmo sem mostrar o fato consumado", ilustrou reportagem da Folha de S.Paulo de 16 de novembro de 1990.

"Imediatamente depois, apareceram na telinha doses dos rostos dos três personagens em questão. O de Alcides transparecia a dor. O de Bruaca revelava o horror. O rosto de Tenório era o protótipo de um louco em pleno delírio. Tudo isso sem nenhum som", completou o texto.

Na nova versão, Tenório será vivido por Murilo Benício. Maria Bruaca ficará a cargo de Debora Bloch. Alcides ganhará vida por meio da interpretação de Juliano Cazarré.

Resta saber como a Globo vai lidar com essas questões na adaptação.


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