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ABALO SÍSMICO

Bruaca larga cama de Tenório e dá 'passo para o abismo' em Pantanal: 'Medo'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Isabel Teixeira, caracterizada como Maria Bruaca, exibe rosto sem maquiagem e cabelos amarrados; ela tem o semblante sério em cena de Pantanal

Maria Bruaca (Isabel Teixeira) teve de lidar com seus medos e inseguranças ao "largar" marido

SABRINA CASTRO

sabrina@noticiasdatv.com

Publicado em 15/6/2022 - 11h35

As amarras firmes de Tenório (Murilo Benício) eram a única constante na vida de Maria Bruaca (Isabel Teixeira) em Pantanal. Por isso, ao descobrir todas as falcatruas do marido e se ver obrigada a deixá-lo para trás, a personagem se sentiu completamente aturdida. Agora, segundo a atriz Isabel Teixeira, Bruaca dá um "passo para o abismo" ao se desvencilhar aos poucos do marido tóxico.

"Eu e Murilo [Benício] conversamos muito sobre a construção desse casal. Uma coisa sobre a qual falamos foi o ritual dos dois de "abrir a cama" para deitar. Eles fazem isso há 30 anos. É quase uma coreografia que você faz sem pensar. Se desvencilhar daquilo deve dar um medo aterrador, é um passo para o abismo. Meu desejo é que todo mundo consiga dar esse passo a partir do coração. O caminho vai se fazer. Mas é confuso, dolorido e triste", afirmou Isabel Teixeira, em entrevista à coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo.

Após 30 anos de casamento, não havia sequer uma reflexão sobre a forma (desarmônica) comque o casal se organizava --a impressão que se tinha era de que aquilo sempre havia sido assim e continuaria a ser. Isso, claro, até que Guta (Julia Dalavia) explodisse a bomba da traição.

"Quando a Bruaca descobre a outra família do Tenório, é como se o chão concreto dela entrasse em um abalo sísmico. Ela tenta se segurar, literalmente. Se apoia nos móveis, na sexualidade. Quem não conhece em algum grau alguém que esteja estagnado? Que para e pensa: 'Isso é bom para mim? Por que ainda estou aqui se isso nem é tão bom?'", admitiu.

Para a artista, esta força da mudança é a principal responsável pelo sucesso da personagem. O público anseia por tomar as rédeas de suas próprias vidas, e ver a trajetória de Bruaca, com erros, acertos, recaídas e muita coragem, só serve para inspirar.

"Ela [Maria Bruaca] tem uma força muito grande. É uma personagem clássica, no sentido de que ela é meio atemporal. Tem uma força no texto e na criação original da Angela Leal [intérprete da personagem na primeira versão do folhetim, exibida em 1990], que também considero autora da Maria. Quando li o texto desta versão, vi muito da Angela ali", revelou.

A repercussão de seu trabalho por todo os cantos do Brasil é algo novo para Isabel. Até então, sua única novela da carreira dela havia sido Amor de Mãe (2021), com um personagem secundário. Cria do teatro, a atriz se assusta com o sucesso, mas fica feliz de ver que seu objetivo foi atingido: alcançar o coração de quem a assiste.

"Estou aprendendo uma nova faceta do meu oficio, uma técnica totalmente diferente. Ao mesmo tempo, aqui é uma natureza que eu não conhecia também. Estou descobrindo essa força. Numa folga recente, saímos de canoa e fomos para uma praia. Os jacarés e os bichos estavam lá. É muito impressionante. Estou desbravando duas naturezas, a natureza real daqui e a desse audiovisual particular que é a novela", afirmou.

Os corações dos espectadores batem ainda mais forte, porém, quando Bruaca se enrosca com Alcides (Juliano Cazarré). O casal coleciona uma forte torcida nas redes sociais, especialmente porque o peão representa a maior rebeldia de Bruaca contra o marido. Mas a atriz fez questão de ressaltar que a caminhada de Bruaca pela mudança é interna e solitária.

"O legal é que cada um deles tem a história própria. Não é o Alcides que salva a Bruaca, ela que se salva. E isso conversa muito com o mundo de hoje. Eu tenho uma filha, Flora, de 11 anos, e a realidade dela não é mais a da Bela Adormecida, que fica ali paralisada esperando o príncipe. Não. A salvação é um processo de dentro para fora. Então, a trajetória de casal é também uma trajetória de autoconhecimento de cada um deles", revelou Isabel.

Escrita por Benedito Ruy Barbosa, a novela Pantanal foi exibida em 1990 pela extinta Manchete (1983-1999). O remake da Globo é adaptado por Bruno Luperi, neto do autor. 


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