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RITMO ACELERADO

Mesmo com pandemia, Netflix planeja gravar 150 projetos até fim do ano

Jay Maidment/Netflix

Henry Cavill, com a peruca branca do bruxo Geralt de Rivia, em cena da série The Witcher, da Netflix

Henry Cavill em foto da segunda temporada de The Witcher, que voltou a ser gravada em agosto

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 21/10/2020 - 7h05
Atualizado em 21/10/2020 - 14h40

A pandemia do coronavírus paralisou a indústria do entretenimento no mundo todo em março deste ano. Sete meses depois, os trabalhos começam a ser retomados, mas ainda estão longe de voltarem ao normal. A Netflix, porém, está otimista. Pretende rodar pelo menos 150 projetos até dezembro.

Em uma reunião com acionistas na terça-feira (20), executivos da plataforma contaram que as gravações da quarta temporada de Stranger Things e do segundo ano de The Witcher estão a todo vapor --os trabalhos da série que traz Henry Cavill na pele do bruxo Geralt recomeçaram em agosto e devem durar até o início do ano. Já Millie Bobby Brown (Eleven) e sua turma voltaram aos estúdios no último dia 28.

No lado dos filmes, o principal destaque é Red Notice, que conta com Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Dwayne "The Rock" Johnson (Velozes e Furiosos) e Ryan Reynolds (Esquadrão 6). O trio de ferro dos longas de ação está na ativa e fica nos estúdios até o mês que vem --algumas cenas que seriam rodadas na Itália, porém, foram abortadas.

Segundo os poderosos da plataforma de streaming, cerca de 50 projetos já encerraram suas gravações desde a retomada dos trabalhos após a paralisação, e a previsão é de que mais 150 sejam finalizados entre novembro e dezembro. Os executivos ressaltaram, no entanto, que o vírus é imprevisível, e possíveis infecções no elenco ou na equipe diminuiriam esse número.

"Esse aumento nos deixa quase que totalmente operacionais na maior parte do mundo. Essas produções podem ir um pouco mais devagar do que tínhamos planejado. Mas estamos de volta em quase todos os países, incluindo a América do Norte, que retornou mais devagar", disse Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix.

A empresa, porém, já trabalha com uma escassez de conteúdo para o primeiro semestre de 2021. Grandes séries que deveriam ser lançadas nesse período agora só devem estrear na plataforma depois de julho.

"No nosso cronograma de 2021, esperamos que o número de lançamentos originais Netflix cresça em relação ao ano anterior em todos os trimestres e estamos confiantes de que entregaremos uma programação variada para nossos assinantes. Mas alguns dos nossos títulos mais populares só chegarão na segunda metade do ano", ressaltou a empresa na carta aos acionistas divulgada à imprensa.

Para preencher esse vazio, a gigante deve investir cada vez mais na aquisição de conteúdo pronto, feito por outras produtoras e que, por vários motivos, não estrearam no cinema ou na emissora original.

Foi assim com a série Emily in Paris, originalmente pensada para o canal Paramount Network, e com o filme Os 7 de Chicago, que a Paramount pretendia lançar no cinema antes de a pandemia da Covid-19 fechar boa parte das salas em todo o mundo.


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