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MERCADO TRANSFORMADO

Cinema ameaçado? Como a pandemia revolucionou o lançamento de filmes

DIVULGAÇÃO/WARNER BROS.

Gal Gadot vestida como Mulher-Maravilha em cena de filme; ela faz um gesto de silêncio enquanto segura o pé de um homem

Gal Gadot em Mulher-Maravilha 1984, primeiro filme da Warner lançado no cinema e no streaming

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 2/1/2021 - 7h05

Setor que ficou totalmente paralisado no início da quarentena ao redor do mundo, o cinema teve um 2020 para esquecer. Salas fechadas, estreias adiadas, recordes negativos de bilheteria e gravações suspensas foram apenas algumas das consequências de um ano caótico. A crise forçou uma revolução no mercado de lançamento de filmes.

Até 2019, as grandes distribuidoras, como Warner, Disney e Universal, mantinham um acordo com as exibidoras (Cinemark, Cinépolis, AMC) para lançarem os filmes em plataformas de vídeo sob demanda e streaming apenas 90 dias depois de os longas terem estreado nos cinemas.

Essa lógica de mercado funcionava como um incentivo para o público sair de casa, comprar um ingresso, consumir pipoca, refrigerante e ter a experiência de acompanhar uma produção que só poderia ser assistida em seus dias iniciais de exibição ali: em uma sala de cinema.

Os filmes originais de gigantes do streaming, como Netflix e Amazon, começaram a mudar um pouco dessa lógica. Alguns dos longas candidatos ao Oscar ou grandes produções com atores renomados passaram a ser lançados diretamente nas plataformas online. A indústria tradicional resistiu inicialmente, mas viu que não teria condições de impedir o avanço.

Mesmo nesse cenário com uma concorrência diferente, o cinema manteve a sua força. Em 2019, o longa Vingadores: Ultimato arrecadou US$ 2,797 bilhões (R$ 14,53 bilhões) ao redor do mundo e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos.

Ou seja, a experiência de assistir a um filme em uma telona não foi enfraquecida, mas a pandemia acelerou a mudança na indústria, apresentando para as distribuidoras e produtoras mais tradicionais a opção do chamado lançamento híbrido, que deve ganhar cada vez mais força.

A Warner Bros. já adiantou que, neste ano, estreará seus longas simultaneamente na salas de cinema e no HBO Max, plataforma ainda disponível apenas nos Estados Unidos atualmente. Filmes aguardados, como Matrix 4, Mortal Kombat, Esquadrão Suicida e Space Jam, poderão ser vistos em casa ou fora no dia de estreia.

Mulher-Maravilha 1984 foi a primeira produção da gigante de entretenimento lançada neste formato. Nos EUA e no Canadá, a arrecadação foi de US$ 16,7 milhões (R$ 86,7 milhões) no fim de semana de estreia, que aconteceu no feriado prolongado de Natal.

Com isso, o filme se tornou a maior bilheteria de um lançamento desde março, quando as salas foram fechadas, mesmo também estando disponível no streaming. No online, aliás, 244 mil pessoas baixaram o aplicativo do serviço da WarnerMedia em apenas um dia, no domingo (27) --recorde nos Estados Unidos.

Para os chefões da AT&T, conglomerado de telecomunicações que controla a WarnerMedia, o dinheiro que vem dos cinemas não é mais tão importante. Conseguir mais assinantes dispostos a pagarem US$ 15 (R$ 75) todos os meses é, a longo prazo, bem mais interessante do que os cerca de US$ 20 (R$ 100) que um casal pagaria uma única vez para ver o filme no cinema.

A Universal, responsável por franquias como Velozes & Furiosos, fechou um acordo com a AMC, a maior exibidora do mundo, e a Cinemark, a mais popular no Brasil, para que os seus lançamentos fiquem disponíveis para compra em vídeo sob demanda apenas 17 dias depois de estrearem nos cinemas, um prazo bem menor do que a janela de 90 dias anterior.

Com o Disney+, a empresa do Mickey já indicou ao mercado que fará grandes lançamentos também no streaming. No ano passado, Mulan e Soul não precisaram passar pelas telonas antes de ficarem disponíveis para os usuários de casa. A animação Raya e o Último Dragão também terá estreia mundial simultânea nas telonas e no online em março deste ano.

Neste ano, as exibidoras apostam que longas como 007: Sem Tempo para Morrer, Viúva Negra, Godzilla vs. Kong e Top Gun: Maverick devem ajudar no processo de trazer novamente os espectadores para as salas de cinema.


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