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'NOVA MTV'

Após demissão na estreia, Loading tem missão quase impossível em 2021

REPRODUÇÃO/LOADING

O apresentador Felipe Goldenberg faz sinal de joinha no programa Multiverso, do canal Loading

Felipe Goldenberg na apresentação do Multiverso, do Loading; novo canal conseguirá segurar público?

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 2/1/2021 - 6h50

Após estrear com uma equipe inteira de Jornalismo pedindo demissão sob a acusação de censura ao conteúdo produzido por um de seus programas, em dezembro de 2020, o canal Loading tem uma missão quase impossível para enfrentar em 2021: conquistar a audiência de um público que não é ligado em TV --os gamers.

Fundada pelos empresários e donos da rede de lojas Kalunga, José Roberto Garcia e Paulo Sérgio Garcia, a emissora comprou o sinal da extinta MTV Brasil e da Ideal TV para ir ao ar em território brasileiro com a premissa de ser um canal com conteúdo de entretenimento e cultura geek.

Além do sinal, a Loading também ocupa o prédio da antiga MTV, que fechou as portas e encerrou sua transmissão em 2013 após a marca ser devolvida à empresa norte-americana Viacom.

A programação da recém-chegada inclui a exibição de animes, tokusatsu (filmes e séries japoneses live-action) e atrações sobre cultura pop, séries, e-sports (esportes eletrônicos). Realmente, tem um conteúdo com fatores atrativos aos fãs de séries e desenhos como Power Rangers, Sakura Card Captor (1998-2000) e Os Cavaleiros do Zodíaco (1986-1989).

Para jogadores do game de RPG (role playing game) League of Legends, mais conhecido como LoL na internet, a emissora até criou um campeonato próprio e ao vivo do jogo, que foi transmitido em todas as plataformas.

O torneio, apesar de ter tido alguns problemas técnicos de exibição, durou entre 7 e 19 de dezembro e chegou a ser comentado no Twitter, mas com pouco mais de cem menções --bem longe de alcançar os trending topics da rede social.

Já na grade, a atração Desafio Gamer coloca um convidado para disputar uma partida de videogame com os apresentadores Jefferson Kayo e Bruna Penilhas --que também comanda o Game Shark, programa com análises, recomendações, lançamentos e entrevistas com personalidades da indústria dos jogos eletrônicos.

Há também o Mais Geek, em que três apresentadores falam sobre animes, mangás, séries, tokusatsu, games, etc; o Multiverso, que aborda curiosidades e novidades do universo da cultura pop; e o Mega Crush, focado em agradar ao público amante de k-pop e k-drama (músicas e novelas coreanas, respectivamente). 

É uma oferta extensa, mas uma curiosidade é entender como o canal pretende chamar a atenção e conquistar uma geração de jovens completamente ligados à internet e que não fazem mais tanta questão de ter um aparelho de TV em casa.

Em entrevista ao site Jbox em novembro de 2020, o CEO da Loading e ex-líder do departamento de consumer insights da Globo, Thiago Garcia, explicou que o principal objetivo era democratizar o acesso à informação, levando em consideração que boa parte dos brasileiros não possui uma rede de conexão à internet de qualidade.

"O streaming é uma realidade para uma parcela ainda pequena da população. Por isso que a Loading estar na TV aberta é uma forma de democratizar o acesso a um conteúdo que hoje, em grande parte, só é possível de ser consumido na internet. É dar pertencimento às pessoas. Pertencimento às comunidades de fãs. Não importa a condição financeira", ressaltou o executivo na época. 

"A Loading existirá para todos. Sem que ninguém precise pagar por ela. Conteúdo livre para todos", completou o ex-Globo. 

Entretanto, até que ponto será rentável para a empresa manter uma concessão de TV aberta, já que todo o conteúdo é disponibilizado também de graça no streaming, nas redes sociais e no site oficial? E para os anunciantes, vale a pena investir em uma programação que atira para todo lado?

O Notícias da TV procurou os executivos do Loading por meio da assessoria de imprensa da emissora para saber quais são os projetos e perspectivas de mercado para 2021, mas, devido às polêmicas da demissão da equipe, eles preferiram não responder os questionamentos por enquanto.

Com um início conturbado e a promessa de ser um canal destinado ao público gamer, resta saber se a Loading vai conseguir se manter no mercado de TV de forma rentável e se dará conta de transformar a demissão em massa da equipe inteira do Metagaming como sombra do passado.


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