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GUERRA DE GIGANTES

Acuada por Disney e Globo, Claro dá o braço a torcer e parte para o streaming

DIVULGAÇÃO/CLARO

Imagem da tela com o catálogo do Claro Box TV, com o banner do filme Luccas Neto em: O Mapa do Tesouro

Catálogo do Claro Box TV tem filmes para alugar e oferece pacotes de outros serviços de streaming

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 14/11/2020 - 7h15

Após sair derrotada de uma batalha judicial contra a Fox, a Claro/Net decidiu dar o braço a torcer e partir para o mercado de streaming. Operadora com o maior número de assinantes da TV paga no Brasil, com mais de 7 milhões de clientes, a empresa não quis ficar para trás com as novidades das plataformas online dos Grupo Globo e Disney e lançou o próprio serviço online.

O ingresso nesse mercado aconteceu com o Claro Box TV, um aparelho que passou a ser comercializado em outubro. Ele permite ao usuário acessar o Clarovideo por streaming, tendo a opção de assistir a canais abertos, além da possibilidade de contratar outros conteúdos de TV ou aplicativos, como a Netflix --o Globoplay não está disponível.

É como um serviço de televisão por assinatura pela internet. A diferença é que o valor do plano básico é bem menor, não tem tempo de fidelidade nem a necessidade de cabos, antenas parabólicas ou semelhantes. Basta uma boa conexão com a web. 

Com R$ 20,00 por mês, o assinante tem acesso ao Clarovideo, redes abertas (exceto Globo, SBT, RedeTV! e Record) e pode utilizar o Now, plataforma da empresa para alugar, contratar conteúdo e assistir a vídeos sob demanda. No plano de R$ 49,90 são acrescentados 80 canais de TV paga, como CNN Brasil e Discovery Channel.

A partir desses pacotes, o usuário também pode agregar aluguéis de filmes ou contratar as produções de HBO, Starzplay, Fox Premium, Paramount+ e Looke em qualidade de 4k, caso o aparelho usado também conte com uma tela que tenha essa resolução.

Para quem não é cliente da Claro de telefonia ou de banda larga, existe uma taxa de adesão R$ 250 para a compra do streaming portátil. A contratação é feita pelo site da empresa. Em outubro, apenas moradores de São Paulo e Rio de Janeiro puderam ter o produto, mas o serviço está em expansão.

Moradores de Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Campinas e Santos também já conseguem fazer a contratação. O Claro Box TV é uma caixa e funciona em todo o território nacional, precisa apenas da conexão de internet. Para a Claro, a vantagem a médio e longo prazo é que até mesmo clientes que tenham outras operadoras de banda de larga poderão optar pelo streaming com televisão.

Guerra do streaming

Os clientes do Claro Box TV, no entanto, não encontrarão os canais do Grupo Globo disponíveis no catálogo. Isso porque a empresa já tem um serviço semelhante, o Globoplay + Canais Ao Vivo, um pacote que oferece em streaming todos os canais da Globosat, maior programadora de TV paga do país, como o Multishow, GNT e SporTV.

O serviço foi lançado em setembro e tem planos que partem de R$ 42,90 no pacote anual. A  plataforma da emissora líder de audiência no Brasil ainda anunciou uma parceria com o Disney+, streaming da gigante norte-americana que será lançado no Brasil no dia 17.

Além dos canais Globo, Record, SBT e RedeTV! também não liberaram para a Claro o sinal de suas respectivas programações para o streaming portátil.

Em 2018, a Claro entrou em guerra para impedir a Fox de disponibilizar conteúdo de TV linear pelo online por entender que a prática violava o Seac (Serviço de Acesso Condicionado), a lei da TV paga, que proíbe a empresa que produz programas de vender o seu conteúdo em tempo real --aquele que é exibido na TV. É necessário ter sempre um intermediário.

Após uma longa batalha judicial, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definiu, em setembro deste ano, que a oferta de conteúdo audiovisual pela internet não está enquadrada na lei da TV por assinatura. Ou seja, as produtoras e os canais foram liberados a comercializarem suas programações diretamente pela web.

Nesta semana, o Ministério das Comunicações criou um grupo para estudar atualizações para a lei do Seac, que é considerada desatualizada e muito onerosa em comparação com as novas tecnologias e possibilidades de consumo. A equipe terá 90 dias para apresentar propostas.

Enquanto isso, empresas como Claro e Oi estão investindo cada vez mais em streaming para estancar a queda de assinantes da TV paga tradicional.

Segundo os dados mais recentes da Anatel, a Claro/Net foi a operadora que teve a maior queda no número de clientes de agosto para setembro, com menos 71,7 mil assinantes, fechando com um total de 7,17 milhões de contas --como comparação, em agosto de 2018, a empresa tinha uma base de 8,89 milhões de assinaturas.


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