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EXPULSO DE MANSÃO

Quem é Gianfrancesco, o 'aboletado' que toma conta do dinheiro que Gugu dava a Rose?

FRANCISCO CEPEDA/AGNEWS e REPRODUÇÃO

Montagem de fotos de Rose Miriam di Matteo (esquerda) e Gianfrancesco di Matteo (direita)

Rose Miriam di Matteo e o irmão, Gianfrancesco di Matteo; ele a orientou a brigar por herança na Justiça

ELBA KRISS e LI LACERDA

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 7/2/2020 - 5h02
Atualizado em 7/2/2020 - 5h59

Nas últimas semanas, Gianfrancesco di Matteo, de 50 anos, virou personagem central da tumultuada partilha do patrimônio de Gugu Liberato (1959-2019), avaliado em pelo menos R$ 800 milhões. O irmão de Rose Miriam di Matteo é apontado como o cérebro de todo o conflito que se armou. Ele teria influenciado a irmã a requerer na Justiça o reconhecimento de união estável, o que lhe daria direito a 50% da herança.

Gian, como é conhecido por familiares e amigos, está ao lado da médica desde a morte do apresentador, em novembro. Ele, inclusive, se mudou para a mansão de Gugu em Orlando, nos Estados Unidos, para acompanhar de perto o desenrolar do processo. Segundo nota divulgada pela família de Gugu, "se aboletou" no quarto do apresentador, revoltando os sobrinhos. Expulso por João Liberato, primogênito de Gugu, terá de trocar a residência por um apartamento nesta sexta-feira (7).

O empresário acompanha a relação entre Rose e Gugu há pelo menos dez anos. No termo de compromisso conjunto para criação de filhos assinado pela médica e pelo apresentador em 2011, ele aparece como o responsável por receber o dinheiro que o comunicador pagava mensalmente para a mãe de seus filhos.

No contrato, ficou estipulado que Matteo receberia R$ 18 mil em sua conta corrente. A quantia serviria para despesas como "supermercado, transporte, condomínio, IPTU, cabeleireiro, vestuário, lazer" e outros gastos da irmã e sobrinhos. Nos dias atuais, o valor corrigido equivale a cerca de R$ 29 mil.

Matteo foi favorecido pelo apresentador em diversos momentos. Ele ocupou o posto de administrador em uma empresa de Gugu, a Foco Edições e Publicidade Ltda., entre abril de 2009 e maio de 2019. Além disso, em 2014, figurou como sócio do comunicador em um comércio na rua Augusta, região central de São Paulo.

Gugu abriu padaria para Gian, irmão de Rose, em 2014

Para ajudar o irmão de Rose, o apresentador comprou uma franquia da Padaria Brasileira, tradicional rede fundada em Santo André, São Paulo. A "Padaria do Gugu", como ficou conhecida, foi a primeira unidade fora do Grande ABC. O ponto também foi cedido pelo comunicador, já que o negócio funcionava em um prédio de sua propriedade.

"A padaria nunca foi do Gugu, o franqueado era o Gian e o Amilcar Bonjovanni [terceiro sócio]", conta Henrique Afonso Junior, diretor da rede ao Notícias da TV. "[Gugu] mexeu em toda a parte hidráulica, cuidou da fachada e da entrada", acrescenta, listando os gastos para o investimento.

O irmão de Rose ganhou também ajuda do comunicador para divulgar e impulsionar seu negócio. Gugu costumava visitar o local e anunciar a padaria em seu Instagram para seus milhões de seguidores.

Matteo ficou responsável pela administração do comércio, mas não teve sucesso na empreitada. "A padaria teve problemas operacionais", conta Junior, que assumiu o ponto em 2016. Gugu repassou a franquia para a própria rede, ficando no prejuízo. O estabelecimento fechou em 2018.

Briga na Justiça

Desde que iniciou a batalha na Justiça, Rose tem colecionado uma negativa atrás da outra. Na quarta-feira (4), a mãe dos filhos de Gugu teve a pensão mensal de R$ 100 mil cassada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Em liminar (decisão temporária), o desembargador Galdino Toledo determinou que, em vez dos R$ 100 mil, sejam pagos à médica a quantia de US$ 10 mil por mês, cerca de R$ 42 mil. Esse dinheiro será usado para a manutenção da casa em Orlando.

Em seu despacho, o desembargador considerou que Gugu e Rose não tinham relação estável, ou seja, não eram marido e mulher, diferentemente do que ela pleiteia. Toledo se baseou no documento, apresentado pela família Liberato, em que a médica reconhece que fez um acordo com o apresentador apenas para ter filhos e educá-los, mas sem uma relação conjugal ou contato íntimo.

Ela havia conseguido a pensão de R$ 100 mil em 24 de janeiro. O juiz da 9ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central da Capital de São Paulo deferiu o pedido liminarmente a favor dela. Na ocasião, ela alegou que estava sem recursos para se manter em solo norte-americano, uma vez que Gugu era seu provedor.

Já na terça-feira (4), a juíza Eliane Ferreira, da 1ª Vara de Família e Sucessões da Capital, indeferiu o pedido de bloqueio de 50% dos bens com base no entendimento de que Gugu e Rose não eram marido e mulher. A decisão é considerada uma vitória para a família Liberato.

Para a conclusão, a magistrada analisou o mesmo documento de 2011. Além dessa negativa, a médica também não conseguiu que sua pensão fosse depositada na conta bancária de seu advogado, Nelson Willians.

Outra investida que não deu certo pela defesa da mãe dos filhos de Gugu foi o pedido para retirar Aparecida Liberato, irmã do apresentador, do posto de inventariante da herança. A requisição foi negada e a numeróloga permanece à frente da administração dos bens do irmão.

A disputa na Justiça começou no dia da leitura do testamento, em 29 de novembro, logo após o velório do apresentador, em São Paulo. Excluída, Rose decidiu procurar o escritório de Willians para iniciar o processo de reconhecimento da união estável e ter direito a 50% da herança.

As decisões ainda são em caráter de liminar, ou seja, temporárias. A Justiça vai analisar o mérito da relação entre Gugu e Rose para saber se eles tinham ou não uma relação estável e, consequentemente, se ela tem direito a metade dos bens.


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