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SERGIO

Depois de Narcos, Wagner Moura volta à Netflix como 'James Bond da diplomacia'

Fotos: Divulgação/Netflix

O ator Wagner Moura, de terno e gravata, dentro de um escritório, em cena do filme Sergio, da Netflix

Wagner Moura na pele do diplomata Sérgio Vieira de Mello, protagonista do filme Sergio, da Netflix

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 17/4/2020 - 5h32

Após bombar na Netflix como Pablo Escobar (1949-1993) em Narcos (2015-2017), série que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, Wagner Moura está de volta ao streaming com outro personagem real, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello (1948-2003). No filme Sergio, que chega à plataforma nesta sexta (17), o funcionário da ONU (Organização das Nações Unidas) é apresentado como um "James Bond da diplomacia".

Assim como os longas do agente secreto, Sergio traz cenários paradisíacos (foi rodado na Tailândia, na Jordânia, no Rio de Janeiro e em Nova York), cenas ardentes com uma mulher sensual e um oficial que troca o escritório pela ação em campo, colocando a própria vida em risco em missões que parecem impossíveis --como conseguir que a Indonésia conceda a independência do Timor-Leste ou garantir a reconstrução do Iraque após a queda de Saddam Hussein (1937-2006).

"Eu não pensei exatamente em James Bond quando construí o personagem, mas acho que dá para comparar. Sérgio era um homem único, tinha uma formação intelectual muito forte, estudou na Sorbonne [na França], se formou lá com as maiores honras... Mas ele fazia questão de ir a campo lidar com refugiados, era um intelectual que não fugia da ação. Entendo a analogia com James Bond, mas Sérgio é mais o meu tipo de papel", conta Wagner Moura em entrevista ao Notícias da TV.

Outro elemento que ajuda na comparação é a presença da atriz cubana Ana de Armas, bond girl do próximo filme de 007, Sem Tempo para Morrer, e que em Sergio vive Carolina Larriera, argentina por quem o diplomata se apaixonou no fim de sua vida. "Se Sérgio Vieira de Mello é James Bond, acho que eu posso me considerar duas vezes uma bond girl", diverte-se ela, que assim como Moura também tem uma indicação ao Globo de Ouro --por seu papel no filme Entre Facas e Segredos (2019).

"Gravamos em vários lugares, e eu senti que, principalmente no Rio de Janeiro, todo mundo tinha uma história para contar sobre o Sérgio, todos o conheciam. E as mulheres falavam dele com um tom que era quase um flerte, elas o amavam. Ele era muito carismático e usava isso como ferramenta de negociação em suas missões. Mas eu acho que ele era mais corajoso do que James Bond, porque ia para o campo sem armas nem dispositivos para se proteger", elogia a atriz de 31 anos.

Carolina (Ana de Armas) encara Sérgio (Wagner Moura) em cena que dá pontapé no romance


Drama político ou história de amor?

Em menos de duas horas, Sergio consegue construir um drama político, um suspense de sobrevivência e uma história de amor. O longa começa em 19 de agosto de 2003, dia em que um atentado terrorista explodiu o hotel em Bagdá que servia como base para as atividades da ONU no Iraque.

Preso entre os escombros, o diplomata brasileiro começa a relembrar sua trajetória pessoal e profissional, com os principais momentos que o levaram até aquela situação de vida ou morte.

Assim, o longa revisita as passagens de Sérgio pelo Timor-Leste e pelo Camboja e mostra seu envolvimento com a argentina Carolina, a quem conheceu durante uma missão na Ásia. Ainda acha tempo para quebrar a imagem de super-herói imbatível do protagonista: escancara a relação difícil com os dois filhos, fruto da união com a francesa Annie de Mello, e ressalta a arrogância do diplomata, que dispensou a proteção norte-americana em Bagdá --ato que eventualmente custa a sua vida.

"Se eu pudesse resumir, eu diria que Sergio é um filme sobre empatia, algo que está tão em falta nos nossos líderes atuais. Acho que consegue equilibrar a importância do Sérgio na ONU, e ele foi uma das pessoas mais importantes da história lá, com a vida pessoal, com Carolina. [O romance] É importante porque rende um bom cinema, mas também é verdadeiro. Nos últimos anos de sua vida, ele encontrou na Carolina algo que não tinha antes. Ele era amado!", opina Wagner Moura.

"Sérgio se recusou a ir para o Iraque quatro vezes, teve de ser convencido pessoalmente por George W. Bush [então presidente dos EUA]. Não era o objetivo dele naquele momento, ele queria se casar, largar tudo. Isso é muito forte para mim, porque todos somos ambiciosos, queremos alcançar algo. Mas, com essa pandemia [do novo coronavírus], passei a pensar no que realmente importa em sua vida. E eu acho que Sérgio também estava assim para ficar com Carolina", continua o ator.

Confira o trailer de Sergio, que a Netflix lança nesta sexta-feira (17):


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