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Caso Diego Alemão: Suspeitos de extorsão saem da cadeia e alegam armação

REPRODUÇÃO/RPC TV

Diego Gasques em entrevista ao Bom Dia Paraná, na RPC TV, afiliada da Globo, em 23 de abril de 2020

Diego Gasques em entrevista ao Bom Dia Paraná, na RPC TV, afiliada da Globo, na quinta-feira (23)

ELBA KRISS

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 24/4/2020 - 21h07

Diego Gasques, conhecido como Alemão, agora é acusado de armação pelos três suspeitos de extorqui-lo. Daniel Alves, o homem que filmou a prisão do vencedor do BBB7 após acidente de trânsito em Curitiba, no Paraná, e seus dois advogados foram presos na quarta-feira (24). Eles foram liberados da cadeia nesta sexta-feira (24), e alegam que houve uma "infeliz estratégia" e que as partes negociavam um acordo legítimo.

Ao Notícias da TV, Ygor Nasser Salah Salmen, representante de Alves e do advogado Maurício Gomes Tesserolli, confirmou a liberdade provisória de seus clientes. Walter José de Fontes, o segundo advogado preso, tem outra defesa, que também conseguiu sua soltura.

Segundo Salmen, Tesserolli foi contratado por Alves para entrar com três processos contra Diego Alemão. O ex-BBB se envolveu em um acidente de trânsito no último sábado (18) e, ao ver que estava sendo filmado, teria ameaçado o indivíduo.

"Ele [Alemão] pronunciava diversas palavras contra meu cliente [Alves] ofendendo e ameaçando ele. Meu cliente iria ingressar com uma ação de danos morais, uma queixa-crime por injúria e uma notícia-crime por ameaça. Seriam três ações que eles ingressariam contra Diego Alemão", explica.

Diante desse cenário, ele afirma que Jeffrey Chiquini, advogado do ex-BBB, foi quem procurou Tesserolli para uma negociação. "Ele entrou em contato para uma proposta de acordo para que [as ações] cessassem, porque o Diego Alemão não queria mais transtorno nem mais problema e queria apaziguar a situação", conta.

Ele diz ter documentos que comprovam a boa-fé de seu cliente, incluindo os valores a serem combinados. Se ambas as partes aceitassem, Alves não entraria com os três processos contra Alemão.

"A questão é simples: tem e-mail do meu cliente para o Dr. Jeffrey com a minuta do acordo entre as partes. Quem está mal intencionado não faz minuta. Como eles trocam a minuta, não tem extorsão. A gente parte da premissa que a outra parte está aceitando fazer um acordo extrajudicial", revela.

Para Salmen, a prisão de seus clientes por suspeita de extorsão "vai cair por terra" quando a polícia investigar os documentos que comprovam que havia uma negociação legítima.

Agora, diante da acusação de extorsão, Alves vai manter os três processos contra Alemão e iniciar mais uma ação. "Vamos entrar com uma ação criminal para que se investigue o que foi feito. Nós acreditamos que há um crime, e a polícia foi induzida ao erro", finaliza.

Os outros lados

Procurado pela reportagem, Jeffrey Chiquini, advogado de Diego Alemão, reafirma que foi chamado para fazer um "acerto". "Os investigados tentaram dissimular uma extorsão em forma de ajuste, exigindo o valor indevido de R$50 mil", alega.

"No local do encontro marcado por eles, afirmaram ter imagens comprometedoras à pessoa de Diego e, inclusive, disseram que Daniel, que já havia prestado um depoimento contra Diego Gasques, daria outra versão a seu favor", completa.

A defesa de Fábio Reis Rosário, o motorista de aplicativo vítima no acidente de trânsito, informou à reportagem que eles também estão atentos ao caso.

"Nós somos os primeiros interessados na verdade dos fatos. Tanto nos fatos havidos no dia da colisão contra meu cliente quanto nesta suposta negociação. Se de fato houve extorsão, devem ser aplicado os rigores", informa. 

Entenda o caso

Diego Alemão foi preso na manhã do último sábado (18) em Curitiba, capital do Paraná. Ele se envolveu em um acidente de trânsito com Fábio dos Reis Rosário, motorista de aplicativo. O homem alegou que estava com o carro parado, esperando uma corrida, quando o ex-BBB bateu na traseira de seu veículo.

O indivíduo afirmou que Alemão não queria que a polícia fosse chamada e o agrediu no rosto, deixando-lhe um ferimento na boca. Quando os oficiais chegaram ao local, o artista se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi levado para a Dedetran (Delegacia dos Delitos de Trânsito) em Curitiba.

Alemão foi autuado por conduzir veículo sob efeito de álcool ou qualquer outra substância psicoativa, lesão corporal e desacato. Ele passou uma noite preso. Sua liberação aconteceu por volta de 15h de domingo (19) após pagar fiança de R$ 7 mil.

Na segunda (20), o empresário voltou à Dedetran para registar um boletim de ocorrência contra Rosário acusando o motorista de extorsão. Ele afirma ter feito transferências no valor de R$ 7 mil para o homem durante uma negociação.

Gasques relatou que transferiu R$ 3 mil para a conta do motorista para reparar a batida. No entanto, ao ser reconhecido como personalidade da mídia, o condutor teria exigido mais dinheiro. Alemão, então, pagou mais R$ 4 mil.

Edson Facchi, advogado de Rosário, confirmou que seu cliente recebeu a quantia do ex-BBB. Entretanto, frisa que o valor foi dado para seu cliente “voluntariamente” e não mediante extorsão.


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