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PROTESTOS ANTIRRACISMO

O que é 'asian hate' e por que artistas como Sandra Oh estão se posicionando contra

REPRODUÇÃO/CBS

A atriz Sandra Oh segura um megafone em um protesto contra violência direcionada a pessoas asiáticas nos Estados Unidos

Sandra Oh fala em protesto contra violência direcionada a pessoas asiáticas nos Estados Unidos

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 24/3/2021 - 6h50

Nas últimas semanas, artistas como a estrela da série Killing Eve Sandra Oh estão se posicionando contra o "asian hate", que significa "ódio asiático" em inglês. Protestos foram realizados em algumas cidades dos Estados Unidos após o aumento no país de casos de violência, racismo e xenofobia contra pessoas com ascendência asiática por causa da pandemia da Covid-19.

Desde o começo da quarentena imposta pela disseminação do vírus Sars-Cov-2 em março de 2020, a comunidade asiática tem sofrido represálias em vários locais no mundo. No Brasil, a atriz Ana Hikari chegou a relatar um caso de injúria racial que teria sofrido durante o Carnaval. "Eu não sou um vírus", desabafou a estrela de Malhação - Viva a Diferença (2017) e As Five, na época.

No último dia 17, um homem branco identificado como Robert Aaron Long, de 21 anos, entrou em uma área de casas de massagem em Atlanta, na Geórgia, e matou oito pessoas, seis delas mulheres descendentes de chineses e coreanos. As autoridades policiais negam motivação racial no ataque.

Ainda nos EUA, idosos foram atacados violentamente. Caso de Xiao Zhen Zien, uma mulher de 76 anos que foi covardemente agredida com um soco em um ponto de ônibus em São Francisco enquanto esperava para atravessar a rua. A idosa teve de se defender com sua bengala e ficou com um dos olhos sangrando.

No Reino Unido, no começo de março, um professor chinês de 37 anos foi espancado por quatro homens brancos que o xingaram de "vírus chinês". Peng Wang, que dá aulas de Administração Financeira na Universidade de Southampton, foi agredido em plena luz do dia enquanto praticava corrida perto de sua casa.

O aumento do preconceito e do ódio pode ser atribuído à disseminação de fake news, que circulam desde o começo da pandemia, de que asiáticos carregariam o vírus e seriam os únicos responsáveis pela doença originada na China.

Muitos ativistas dos EUA também afirmam que os ataques foram potencializados graças à linguagem racista utilizada pelo ex-presidente Donald Trump para se referir à crise sanitária mundial --tom que foi adotado por Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente do Brasil Jair Bolsonaro .

A campanha Stop Asian Hate ganhou força nas redes sociais ao denunciar o aumento de crimes de ódio contra a comunidade asiática-americana e das Ilhas Pacíficas, a AAPI. De acordo com dados publicados pela Stop AAPI Hate, quase 4 mil casos de "ódio asiático" foram registrados só entre março de 2020 e fevereiro de 2021.

Protagonista de Killing Eve, Sandra Oh compareceu a um protesto pedindo o fim do racismo contra asiáticos e seus descendentes no sábado (20), na cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA). Após fazer um discurso, ela se juntou à multidão com gritos de "orgulho de ser asiática".

"Estou muito feliz e orgulhosa por estar aqui com vocês. Obrigado a todos os organizadores por nos dar a oportunidade de estarmos juntos. Para muitos de nós em nossa comunidade, essa é a primeira vez em que podemos dar voz ao nosso medo e nossa raiva, e estou realmente grata a todos que estão ouvindo", afirmou a atriz aos protestantes, usando um megafone.

Necessidade de leis

Astro de Lost (2004-2010) e Hawaii Five-0 (2010-2020), Daniel Dae Kim tem sido uma das vozes mais ativas ao cobrar a Justiça dos Estados Unidos por atitudes. Recentemente, o artista discursou para legisladores no Subcomitê Judiciário da Câmara para que aprovassem um projeto de lei de combate ao ódio contra asiáticos.

Kim não escondeu sua frustração após 164 membros republicanos do Congresso Nacional votarem contra o projeto. "São vários os momentos da história de um país que marcam seu curso de maneira indelével para o futuro. Para os asiático-americanos, esse momento é agora", começou o ator nascido na Coreia do Sul.

"O que acontecer agora e ao longo dos próximos meses enviará uma mensagem para as gerações vindouras sobre se somos importantes, se o país que chamamos de lar escolhe nos apagar ou nos incluir, nos dispensar ou nos respeitar, nos invisibilizar ou nos enxergar", continuou.

"Porque vocês podem nos considerar estatisticamente insignificantes agora, mas um fato que não tem alternativa é que somos o grupo racial que mais cresce no país. Somos 23 milhões de pessoas. Estamos unidos e estamos acordando", completou ele.

Combate ao preconceito

Uma campanha criada no site Go Fund Me arrecada fundos para o movimento que combate o preconceito contra asiáticos. Mais de US$ 3,6 milhões (quase R$ 20 milhões na atual cotação do dólar) já foram doados e serão usados em iniciativas que contribuem com segurança e suporte para asiáticos que tenham sofrido algum tipo de violência.

Artistas como Chrissy Teigen, Arden Cho, Zara Larsson, Awkwafina, Tzi Ma, Lucy Liu e Gemma Chen também têm protestado contra o racismo, a xenofobia e a violência contra pessoas asiáticas. 

Para ajudar na causa norte-americana, é possível fazer doações (em dólar) à AAPI Community Fund. No Brasil, além de denunciar casos de racismo nas Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, qualquer um pode contribuir ao não fazer piadas xenofóbicas e racistas que reforçam o preconceito contra etnias diferentes da própria.

Confira outros artistas que estão protestando contra o "asian hate":

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