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JORNALISTA CRITICADO

Rodrigo Constantino é demitido pela Record um dia depois de sair da Jovem Pan

REPRODUÇÃO/RECORD

Rodrigo Constantino no último vídeo publicado em sua coluna no site da Record, o R7

Rodrigo Constantino no último vídeo publicado em sua coluna no site da Record: ele foi demitido

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 5/11/2020 - 13h22
Atualizado em 5/11/2020 - 16h30

Um dia depois de ter sido mandado embora pela Jovem Pan, Rodrigo Constantino também foi demitido pelo Grupo Record. Ele tinha uma coluna no site da emissora e participava da programação da Record News. Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (5), a empresa condenou a opinião do jornalista sobre estupro.

A Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo, ambos do Rio Grande do Sul e pertencentes ao Grupo Record, também anunciaram a dispensa do profissional na tarde desta quinta.

Em transmissão virtual no seu canal no YouTube nesta semana, Constantino criou uma situação hipotética para dizer que, se a sua filha fosse estuprada em circunstâncias que não aprovasse, ele não denunciaria os estupradores e ainda a colocaria de castigo. A fala gerou repercussão negativa na web, entre internautas, jornalistas e celebridades.

"O Grupo Record vem a público informar que dispensou o jornalista Rodrigo Constantino de suas funções no portal R7 e na Record News. A decisão foi tomada em virtude das posições que o profissional assumiu publicamente sobre violência contra a mulher, em canais que não têm nenhuma vinculação com nossas plataformas", explicou a emissora.

"Apesar de ter garantias de liberdade editorial e de opinião, julgamos que o posicionamento adotado por Constantino não compactuou com o nosso princípio de não aceitar nenhum tipo de agressão, violência, abuso, discriminação por questões de gênero, raça, religião ou condição econômica", defendeu a empresa.

Pouco depois, a Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo também divulgaram a demissão do colunista. "Diante dos fatos recentes e em sintonia com a decisão tomada pelo Grupo Record, a Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo optaram por rescindir o contrato com o colunista Rodrigo Constantino, que ocupava espaços semanais na rádio e também no jornal", publicaram em seus perfis no Twitter.

Fora de Record e Jovem Pan

Sob pressão, a Jovem Pan também optou pela demissão do profissional na quarta (4). Em comunicado, a rádio afirmou que não concorda com a opinião de Constantino sobre o assunto e reiterou que Mariana Ferrer não deve ser responsabilizada no caso em que denunciou ter sido estuprada pelo empresário André de Camargo Aranha durante uma festa em Florianópolis, em 2018.

No Twitter, Constantino, conhecido por sua posição conservadora, considerou que a Jovem Pan não resistiu à pressão do público e negou ter feito apologia ao estupro. O escritor deixou agradecimentos à rádio pelo "espaço livre, pela confiança", e declarou que "foi um período de trabalho intenso, muitas conquistas e crescimento".

Hoje (5), o jornalista também comentou sobre a saída da Record, empresa para qual trabalhava há menos de três meses. "Como funciona a tática: pega algo dito, tire do contexto, deturpe e espalhe; use a militância para viralizar e marcar os veículos empregadores; faça a pressão em cima dos anunciantes; esses, querendo fugir da polêmica, pedem a demissão do 'pária'; as empresas não resistem e cedem", escreveu ele.

"A Record foi mais um veículo que não aguentou a pressão. O departamento comercial pede 'arrego', pois recebe pressão de fora, dos chacais e hienas organizados, dos 'gigantes adormedidos'. Sim, perdi mais um espaço, mas sigo com minha total independência e com minha integridade", disse.

No vídeo em que falou sobre estupro, Constantino falou que, para ele, "existe mulher decente ou piranha" e fez mais um questionamento: "Não pode falar essas coisas mais hoje em dia. Homem que faz uma coisa dessas não é decente, mas não existe também a ideia de mulher decente?".

Além disso, o economista também chamou as feministas de "vadias" "mocreias", "recalcadas", "ressentidas" e afirmou que elas "odeiam homem, união estável e casamento".

Veja os tuítes sobre a saída da Record abaixo:


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