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ESTREIA NA GLOBO

Passaporte para Liberdade quer inspirar coragem e esperança para pós-pandemia

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Os atores Rodrigo Lombardi e Sophie Charlotte lado a lado, um olhando para o outro, com expressões apaixonadas, caracterizados como seus personagens em Passaporte para Liberdade

Rodrigo Lombardi e Sophie Charlotte em cena de Passaporte para Liberdade, que estreia nesta segunda (20)

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 20/12/2021 - 6h35

Após um 2021 de muito caos no Brasil, com auge da pandemia, economia em frangalhos e instabilidade política, a Globo terminará o ano com a estreia de uma série sobre... O nazismo e os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Esse é o pano de fundo de Passaporte para Liberdade, que estreia nesta segunda-feira (20). Mas a equipe da atração promete que essa é uma obra que levará belas lições de coragem, justiça, amor, empatia e esperança para o público.

A minissérie, escrita por Mario Teixeira e Rachel Anthony e dirigida por Jayme Monjardim, conta os feitos de Aracy de Carvalho (1908-2011). Ela foi chefe da seção de passaportes do consulado brasileiro em Hamburgo na década de 1930. Lá, conheceu João Guimarães Rosa (1908-1967), com quem se casou --a trama mostra parte do romance dos dois.

Aracy ajudou muitos judeus ao conceder vistos para eles embarcarem para o Brasil e viverem aqui permanentemente. Na época, o governo brasileiro impedia a imigração de judeus, mas a atitude irregular de Aracy salvou as vidas deles do Holocausto. 

A trama retrata como a protagonista fazia para realizar esses atos heroicos e os riscos que ela correu. Aracy não tinha imunidade diplomática --então, se fosse descoberta, certamente teria como destino a morte pelos nazistas. 

"Ela olha pro outro com essa humanidade de passar por cima do que é dito que deveria ser feito. Ela arrisca tudo, passa por cima do medo e do risco. Isso foi muito marcante pra mim, o quanto você se arrisca pra ajudar outra pessoa, fazer o que acredita, isso tudo foi grande aprendizado", diz Sophie Charlotte, intérprete da protagonista.

"Foi um processo muito duro, muito difícil. Foi uma travessia gigantesca, e agora é muito bom poder entregar [a minissérie] para o público. Que [a história de Aracy] pelo menos seja um veículo pra a gente reconhecê-la em todas as mulheres, com suas potências, que transformam [o mundo] e não pedem pra ser reverenciadas depois. Que potência é contar uma história dessa", reflete Sophie. 

Gravada na pandemia

A longa travessia à qual ela se refere é a da produção da série. Os trabalhos de Passaporte para Liberdade começaram em 2019, e as gravações ocorreram em Buenos Aires, na Argentina, e no Rio de Janeiro. Mas, em 2020, a pandemia interrompeu tudo, e toda a equipe ficou 11 meses afastada.

Quando o projeto foi retomado, muita coisa havia mudado. Protocolos de segurança foram implementados, muitos testes de Covid-19 foram feitos, e só 20 figurantes participaram das novas cenas. Tudo foi gravado em inglês, pois a minissérie é uma coprodução entre Globo e Sony. 

Agora, enfim, a atração foi finalizada e irá ao ar em oito capítulos, de segunda a quinta, na Globo. Sophie Charlotte acredita que, por meio da história de Aracy, os telespectadores poderão encarar as próprias vidas de maneira diferente. 

"Pensando em tudo que a gente viveu [no Brasil, na pandemia], é um convite à ação. Você pode ter um discurso lindo e não fazer nada ou pode transformar e salvar a vida das pessoas, que foi o caso da Aracy. Eu espero que desperte muitas pessoas para o olhar de empatia com o outro, de humanidade, de bondade, de estender a mão", diz ela.

"A gente está num momento tão difícil no nosso país, no mundo. Tudo que aconteceu na pandemia nos fez refletir bastante. E existem muitas pessoas como a Aracy. Acho que isso faz a gente enxergar um horizonte diferente. Existem pessoas muito do bem, que estão olhando pra gente. A minissérie nos fará pensar como é bom ver alguém que fez tanto pelos outros sem receber nada em troca", declara a atriz. 


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