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SAYONARA, TÓQUIO!

Galvão pop e falso ao vivo: Os erros e acertos das emissoras nas Olimpíadas

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Galvão Bueno na chamada para os Jogos Olímpicos, com uma camisa azul, apontando para si mesmo, em um fundo com palcos de esportes olímpicos

Galvão Bueno nos Jogos Olímpicos de Tóquio: narrador usou internet para se reinventar

GABRIEL VAQUER, colunista

vaquer@noticiasdatv.com

Publicado em 8/8/2021 - 6h45

Depois de duas semanas e meia monopolizando a atenção do público, os Jogos Olímpicos de Tóquio terminam neste domingo (6) com a cerimônia de encerramento, que marca o fim de um ciclo e o começo de outro, que visa Paris em 2024. No Brasil, foram três emissoras ou canais que exibiram o evento: Globo, SporTV e BandSports. Cada uma à sua maneira.

Ao todo, nas três emissoras, estima-se que 800 profissionais de televisão tenham trabalhado diretamente na cobertura. Cada uma com sua prioridade e planejamento, as TVs no geral fizeram um bom trabalho --mas, claro, com defeitos. Alguns deles, imperdoáveis. O Notícias da TV "passa a régua" agora lembrando os destaques e os deslizes nas transmissões dos Jogos Olímpicos.

Vale lembrar que os direitos exclusivos para internet e TV paga são do Grupo Globo nos Jogos de 2024. Em TV aberta, qualquer emissora que quiser exibir as Olimpíadas só precisa pagar um valor diretamente com o COI (Comitê Olímpico Internacional). Para outras mídias, a negociação é com a Globo.

Confira os nomes que se destacaram:

Destaque masculino - Everaldo Marques (Grupo Globo)
Everaldo Marques viveu grande fase nas transmissões da Globo durante os Jogos Olímpicos. Estudioso, conseguiu apresentar de maneira muito positiva novos esportes olímpicos para o público. A polêmica sobre usar ou não o famoso bordão "você é ridículo!" em TV aberta pouco importou. Marques mostrou que é preparado e que merecia uma chance em TV aberta. Grande acerto da Globo, que o coloca no radar para esportes principais caso Galvão Bueno decida, de fato, não fazer parte da cobertura em Paris.

Destaque feminino - Karen Jonz (Grupo Globo)
Só por seu currículo, Karen Jonz já seria a pessoa certa para comentar skate nos Jogos Olímpicos. A skatista de 35 anos foi a primeira mulher brasileira a se tornar campeã mundial de skate vertical. Ela também conquistou o primeiro ouro brasileiro feminino nos X Games. Mas, além disso, Karen "entregou tudo", como dizem nas redes sociais. Foi sagaz, divertida, brincalhona, falou o que queria e até o que não poderia. Fora do padrão do que a TV esportiva costuma mostrar, a skatista mandou muito bem.

Veja pontos positivos e negativos

Globo - Galvão à vontade, mas escolhas questionáveis
Até por ser a dona dos direitos de transmissão no Brasil, a Globo tentou entregar o máximo que pôde para fazer uma cobertura bem caprichada do evento, mesmo com equipe reduzida no Japão. E o fez, de fato. Os estúdios no Rio de Janeiro ficaram bem interessantes. Como a Globo prometeu, nem parecia que os seus contratados estavam no Brasil. Quando usa sua grande estrutura ao seu favor, a emissora capricha.

Outro ponto positivo foi Galvão Bueno, que merece um tópico a parte. Em sua nona Olimpíada na carreira, o narrador de 71 anos conseguiu se reinventar. Usou as redes sociais, da qual já foi avesso, para se tornar uma espécie de fenômeno pop. Brinca, dá risada, se emociona, tira onda consigo mesmo. Está difícil não gostar de Galvão Bueno.

Mas a cobertura da Globo não foi perfeita. O principal defeito foram as escolhas questionáveis na programação da madrugada. Manter o Jornal da Globo e o Hora 1 durante o período olímpico pareceu um formalismo bobo. Deixar só um deles já bastava. A prioridade tinha de ser os eventos ao vivo.

Outro ponto ruim foi o fato de a Globo ter subestimado o handebol. Por mais que a seleção masculina e feminina da modalidade não tenham ido longe no torneio olímpico, o esporte é querido entre os brasileiros. Só exibir um jogo entre os oito disputados foi um erro de avaliação bem grande.

SporTV - Oyaho Tóquio e falso ao vivo
Por ter quatro canais e 840 horas de transmissão, a robustez de eventos ao vivo foi a melhor qualidade do SporTV. Transmitiram tudo o que poderiam fazer e com qualidade. O público respondeu: os quatro canais esportivos disponíveis lideraram a audiência da TV paga, segundo o Kantar Ibope.

Outro elogio é válido ao programa Ohayo Tóquio, com Marcelo Barreto e Bernardinho. Leve, mas informativo e crítico, era ideal para quem gostava ou não de esporte olímpico. É até uma pena que termine neste domingo. Poderia ser uma atração fixa sem maiores problemas. Fará falta.

Mas o SporTV não foi perfeito. Foi bem ruim o canal esportivo da Globo ter matado algumas horas de seu horário nobre para exibir o Troca de Passes, programa que debate o futebol no fim de noite. Nenhum problema com transmissões ao vivo dos campeonatos nacionais, dá para entender. Mas o Troca de Passe durante as Olimpíadas não era necessário.

Porém, o pior problema do SporTV foi um caso que daria até Procon. Em 2 de agosto, o SporTV4 exibiu as quartas de final do basquete masculino entre Alemanha e Eslovênia. Até aí, nada demais. O problema é que o SporTV dizia estar ao vivo, quando o jogo na verdade tinha começado uma hora antes. Um desgaste desnecessário com o seu assinante.

BandSports - Alváro José, Glenda e judô sem narrador
O BandSports disse que ficaria 24 horas no ar com as Olimpíadas de Tóquio. Seja com conteúdo ao vivo ou com programas sobre o que acontecia no Japão, a promessa foi cumprida. Quase não se falou de futebol brasileiro nas últimas duas semanas no canal esportivo da Band. O único corte no assunto foi para as corridas da Fórmula 1, que são exclusivas do canal.

Os maiores destaques do BandSports em sua cobertura foram dois nomes experientes. Álvaro José, o Sr. Olimpíada, em sua 11ª edição, mostrou que ainda tem muita lenha para queimar. Narrou com emoção provas de natação e atletismo. Glenda Kozlowski também merece menção. Sua primeira cobertura fora do Grupo Globo, buscando algo próximo dos atletas, merece destaque. Ela se reinventou.

Mas nem tudo são flores no BandSports. A pior decisão do canal foi transmitir lutas de judô sem narração. Por uma questão de escala, só os comentaristas batiam papo e discutiam o que acontecia no tatame durante o combate. Ficou bem enjoativo no ar.

Outro ponto negativo foi a limitação técnica do BandSports. Por só ter um canal disponível para exibir tudo, muita coisa que poderia ser mostrada ficou de fora. Impossível entender a escolha de não abrir um BandSports 2 para transmissões. Tinha conteúdo de sobra, e a audiência certamente responderia. Avaliação incorreta da Band.


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