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TRAGÉDIA AÉREA

Forte, mãe de Marília Mendonça não teve tempo para luto: 'Não vamos deixar morrer'

FOTOS: REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, durante entrevista ao Fantástico deste domingo (14)

Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, deu entrevista ao Fantástico para falar sobre a morte da filha

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 14/11/2021 - 22h59
Atualizado em 14/11/2021 - 23h36

Uma semana após a morte de Marília Mendonça (1995-2021), a mãe da cantora, Ruth Moreira, deu entrevista ao Fantástico. Ela recebeu Renata Ceribelli em sua casa em Goiânia ao lado do filho João Gustavo para falar sobre a dor da perda da herdeira, o momento em que recebeu a pior notícia da sua vida e também o que planeja para o futuro. "Não vamos deixar Marília morrer", declarou. 

A gravação ocorreu na última sexta (7), e a força da mulher diante do momento de luto chamou a atenção da repórter da Globo, que até contou que Ruth é quem consola sua família e os parentes das outras vítimas que morreram na tragédia aérea. "Estamos fortes".

Ruth disse que ela e seus filhos sempre foram muito unidos. A voz dela era muito alta, agora tem um silêncio aqui em casa. Abicieli Silveira Dias Filho, tio e assessor da sertaneja que também morreu no último dia 5, era irmão de Ruth.

"Uma dor muito grande. Ela queria que eu fosse muito forte. Ela sempre me disse isso, sempre frisou muito. E eu tô sendo muito forte porque eu sei que é isso que ela queria", disse a matriarca.

Entre os detalhes da via da cantora, a senhora disse que Marília Mendonça era muito mandona e brigava muito com irmão, mas tinha sempre muito amor entre os dois. "A pandemia veio para unir a gente, deu tempo dela ficar com o filho dela. Se ela estivesse na estrada, talvez fosse até difícil", comentou Ruth.

A matriarca contou também que o pequeno Léo, filho de Marília com o cantor Murilo Huff, acha que a mãe está viajando. Mãe e irmão da compositora vão esperar chegar a hora certa para contar ao menino, que só tem um ano e 11 meses. "Nós não tivemos tempo de ter um luto. Foi uma semana de reuniões para resolver muitas questões, como a guarda de Léo", revelou Ruth.

Léo, filho da cantora, com avó, pai e tio

O pai do menino permitiu que a criança ficasse morando na casa da mãe da cantora. Ele e Ruth vão ter a guarda compartilhada do herdeiro da compositora. "Vamos criar o Léo em clima de paz e amor, que ele vai precisar muito."

Dois dias de choro

A mãe de Marília declarou que chorou muito por dois dias, mas não deixava o neto vê-la chorar. Ela sempre lutou muito, criou os filhos praticamente sozinha, trabalhava enquanto Marília cuidava do irmão mais novo.

Foi a mãe que levou a loira para cantar pela primeira vez em público. "Ela começou a cantar na igreja pequeninha, com sete, oito anos. Eu vi o talento dela quando ela cantou para mim na escola no Dia das Mães, pegou o microfone e tinha um vozeirão", relembrou a mulher.

Na entrevista, um trecho inédito da canção Calculista, gravada por Marília com o irmão João Gustavo, que faz dupla com Dom Vitor, foi exibido. "Ela estava muito empolgada com nossa carreira, orgulhosa", disse Gustavo. 

Um caderno retirado dos escombros do avião estava nas mãos de Ruth durante a entrevista, mas ela revelou que nem o abriu e pretende mantê-lo guardado por um tempo. Nas anotações, pode ter até música inédita da sertaneja. 

A hora da notícia da morte

Como ela soube da morte da filha? Ruth contou que o irmão respondeu de dentro do avião que estava posando, às 15h15 de 5 de novembro. Foi uma pastora que ajudou a dar a notícia a Ruth, que passou mal, desmaiou. "Se eu não tinha tido o pior dia da minha vida, esse dia chegou", falou com a voz embargada após se mostrar realmente muito forte durante toda a conversa.

O avião que levava a cantora e sua equipe à cidade mineira onde ela se apresentaria caiu por volta das 15h30 de 5 de novembro. A sertaneja estava com seu produtor, Henrique Ribeiro, seu tio e assessor, Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Ninguém sobreviveu.


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