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TENSÃO NA FOLIA

Escolas de samba de Rio e SP vivem 'guerra fria' e sobra para Globo resolver

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Chico Pinheiro com uma camisa preta, fazendo um sinal de paz e visitando um barracão de escola em São Paulo

Chico Pinheiro no Seleção do Samba: escolas de RJ e SP vivem 'guerra fria', e Globo acalma ânimos

GABRIEL VAQUER, colunista

vaquer@noticiasdatv.com

Publicado em 26/2/2022 - 7h00
Atualizado em 26/2/2022 - 15h25

As escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo estão se estranhando nos bastidores por causa da mudança na transmissão dos desfiles. As agremiações cariocas ainda estão revoltadas porque o evento deste ano --que irá ocorrer em abril-- não vai passar para o principal mercado de TV do país. A culpa recai na liga paulistana, que optou por manter a tradição e entrar na avenida no mesmo dia e horário. Sobrou para a Globo tentar acalmar os ânimos. A Liga SP, no entanto, nega qualquer problema nesse sentido.

A organização paulista bateu o pé sobre colocar as escolas na avenida nos mesmos dias dos desfiles do Rio com o intuito de pressionar a emissora a renovar o direito de transmissão, com uma proposta mais vantajosa a partir de 2023.

Segundo apurou o Notícias da TV, existe negociação encaminhada entre a Liga-SP e a Globo para a extensão do acordo durante mais cinco anos. O segundo motivo foi uma tentativa de impedir que o final do BBB 22 ofuscasse a festa paulistana.

A chateação da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), que já vinha desde a indefinição das novas datas das apresentações no mês passado, aumentou nesta semana após a Globo decidir esticar o Big Brother Brasil até 26 de abril. Com isso, nos dias 22 e 23, as datas dos desfiles, o reality estará justamente em sua reta final.

A Liesa está colocando a culpa na Liga SP por pensar mais nos seus interesses do que no Carnaval coletivamente. A ideia inicial era de São Paulo desfilar em 20 e 21 de abril, deixando os outros dias do feriado de Tiradentes para as agremiações cariocas. Assim, todos teriam transmissão nacional em TV aberta pela Globo.

Alguns presidentes de escolas de São Paulo, no entanto, não gostaram de o Carnaval paulistano ficar restrito ao Estado. Os patrocinadores diretos dos desfiles vão perder o alcance nacional que só a TV Globo consegue dar.

Com tanta animosidade, tem cabido a interlocutores da Globo acalmar os ânimos. A emissora tem dito que este ano é importante colocar o produto no ar e na avenida. Somente em 2023, a discussão sobre uma possível volta à normalidade na transmissão será discutida. Se renovar com a Liga-SP para o Carnaval paulista, a emissora terá poder de escolher datas e horários das escolas --algo que não tinha até então.

Sem Carnaval ao vivo para exibir em fevereiro, a Globo vai reprisar o programa Seleção do Samba, que apresentou os sambas-enredo das agremiações no ano passado. O show foi comandado por Luís Roberto e Chico Pinheiro. As afiliadas da Globo vão fazer programas especiais durante as datas da folia.

Outro lado

Procurada para falar sobre as animosidades, a Globo e a Liesa não responderam aos pedidos de posicionamento. Já Liga SP negou qualquer tipo de animosidade com a Globo e ressaltou que sua relação é a melhor possível com a emissora. Veja a nota abaixo:

"Não é verdade que as escolas de São Paulo pressionaram a Globo para desfilar no mesmo dia que as escolas do Rio de Janeiro. As escolas sempre desfilaram na sexta e no sábado e mantivemos os nossos dias tradicionais de desfile. Nós sempre tentamos o melhor caminho, mas que não foi possível por feriado, ponto facultativo e por tudo que envolve um desfile na cidade de São Paulo".

"Nós mantivemos os nossos dias de desfiles, sexta e sábado, que acontecem há mais de 20 anos, e que estão até em contrato. Não houve e não haverá qualquer tipo de chantagem ou pressão com relação a TV Globo para renovar o contrato. A nossa relação é muito saudável com a Globo. A Globo é parceira da Liga das Escolas de São Paulo. Não tem nenhum tipo de pressão ou desconforto".

"É claro que a Globo gostaria de ter os desfiles de São Paulo e do Rio de Janeiro em dias diferentes, mas no Rio de Janeiro, também não quiseram nem pensar em fazer em outros dias também. Não pensaram em outras possibilidades. A gente só quer fazer os desfiles do Carnaval e os desfiles de São Paulo da melhor maneira para nosso público, componentes e escolas neste ano de exceção. De São Paulo, não houve nenhum tipo de pressão ou de bateção de pé. Nós tentamos o diálogo com todas as partes. Foi o que foi decidido pela Liga SP, pela Liesa e pela Globo".

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