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EM BRASÍLIA

Aliada de Bolsonaro, Record ignora evento de Independência do presidente

REPRODUÇÃO/GLOBONEWS

Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro durante solenidade em Brasília para celebrar Dia da Independência

Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro durante solenidade em Brasília para celebrar Dia da Independência

REDAÇÃO

Publicado em 7/9/2020 - 16h25

Aliada de Jair Bolsonaro, a Record ignorou o evento do Dia da Independência do presidente, que aconteceu no Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (7). A RecordNews não exibiu a cerimônia enxuta do governo em sua programação. GloboNews, CNN Brasil e Band News, por sua vez, noticiaram a solenidade com cenas ao vivo.

A comemoração reduzida de Bolsonaro na capital brasileira não teve o tradicional desfile de Sete de Setembro. No entanto, ele chegou ao Palácio da Alvorada em um Rolls-Royce acompanhado de crianças. Sem máscara, cumprimentou apoiadores antes de se juntar a outras autoridades, como os principais ministros de Estados e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O evento, marcado para acontecer às 10h, foi exibido pelos três dos quatro canais de notícias. A emissora de Edir Macedo, no entanto, foi a única que não deu o registro da festividade.

Até mesmo o Grupo Globo, que vive em guerra com o presidente, noticiou a solenidade na Globonews, que dedicou quase dez minutos da sua programação --das 10h09 até 10h18-- ao evento. A BandNews também mostrou detalhes das comemorações das 10h02 até 11h00. A CNN Brasil foi além e transmitiu a íntegra da cerimônia, das 9h47 às 11h.

Enquanto as autoridades observavam o hasteamento da bandeira e a apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Brasília, a RecordNews transmitiu o Alerta Brasil e o Fala Brasil, uma reprise obtida da Record. Com uma equipe minúscula e inteiramente escorada no conteúdo produzido por sua matriz, o canal é o que possui a menor grade de programação ao vivo, o que foi percebido pelo telespectador nesta segunda-feira.

O canal de notícias da rede de Edir Macedo tem apenas oito horas de programação ao vivo. Isso representa menos da metade da média que seus principais concorrentes investem em jornalismo (17 horas).

Bolsonaro, que considera a Record como sua aliada, foi preterido pelo noticiário do grupo que o vê com bons olhos. Um recente relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), publicado pela Folha de S. Paulo em novembro, mostrou que a rede de Macedo ficou com 43% dos investimentos do presidente em publicidade na TV aberta no primeiro semestre, enquanto a Globo, líder de audiência, abocanhou só 16%.

Fontes do mercado calculam que o governo Bolsonaro, incluindo ministérios e estatais poderosas como Petrobrás e Banco do Brasil, injetou de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões na Record em 2019. Executivos da emissora negam.

Veja registros da cerimônia do Dia da Independência na Globonews e CNN Brasil:

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