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TV Box: Como transformar seu televisor em smart TV sem riscos e dentro da lei

FOTOS: REPRODUÇÃO

Jovem assiste a conteúdo de uma TV Box em um televisor de tela grande

Na hora de escolher uma TV Box para sua casa, procure modelos homologados pela Anatel

EDUARDO BONJOCH

edubonjoch@gmail.com

Publicado em 12/9/2021 - 6h35

Elas estão na moda porque permitem acessar serviços de streaming e canais de TV paga em qualquer televisor por um baixo custo. Com preços a partir de R$ 200, as caixinhas do tipo TV Box transformam qualquer tela em smart TV, mas exigem cuidado na hora da escolha. Vários produtos prometem canais e conteúdos desbloqueados, o que configura crime de pirataria, e deixam expostos dados pessoais do usuário --que pode ser vítima de golpes na internet.

Comprar uma TV Box não é uma prática ilegal. Prova disto é que existem vários modelos homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com venda oficial no Brasil. O crime de pirataria surge quando o usuário adquire um produto que já traz canais de TV paga ou conteúdos das plataformas de streaming liberados gratuitamente ou mantidos a partir do pagamento de mensalidades clandestinas.

Há também consumidores que adquirem uma TV Box dentro da lei, mas utilizam a caixinha para rodar estes mesmos aplicativos com dezenas de canais da TV por assinatura de forma criminosa. A oferta ilegal está por todos os lados. Tem TV Box com canais desbloqueados anunciado na internet e apps clandestinos que podem ser baixados até mesmo na loja do Google.

Segundo o promotor de Justiça Richard Encinas, o consumidor que entra para o mundo da pirataria alimenta o crime organizado e compartilha seus dados com os criminosos. "Em geral, o usuário destes serviços ilegais precisa se conectar a um servidor, que recolhe os dados para uso em fraudes bancárias, por exemplo."

De acordo com a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), o impacto estimado da pirataria no setor é de R$ 15,5 bilhões por ano, dos quais R$ 2 bilhões correspondem a impostos que deixam de ser arrecadados. Um estudo da Mobile Time/Opinion Box divulgado pela associação apontou ainda que 33 milhões de brasileiros, ou 27% dos internautas com mais de 16 anos, consomem conteúdo pirata de TV por assinatura.

Para conter este avanço, as operações destinadas à apreensão de aparelhos irregulares de TV Box têm se intensificado e contam com o apoio de órgãos como a Anatel e a Ancine (Agência Nacional do Cinema). "Hoje, nossa maior dificuldade é chegar nos criminosos que mantêm sites e servidores fora do Brasil", explica Encinas.

TV ao vivo na caixinha

Na hora de escolher a sua TV Box, dê preferência às marcas mais conhecidas e aos produtos que tragam o selo da Anatel. Aquario, Elsys, Intelbras e Xiaomi são algumas opções que cumprem este requisito e rodam o sistema Android, mas há outras alternativas, como o caro Apple TV.

Ao analisar as características técnicas, fique atento à resolução e à memória RAM. Vários modelos já são compatíveis com 4K, permitindo ver filmes e séries dos principais serviços de streamings em altíssima resolução, quando esta opção estiver disponível. E, para evitar travamentos, a recomendação é de que a TV Box ofereça, pelo menos, 2 Gb de memória RAM.

TV Box; resolução e memória são importantes 

Além de baixar os serviços de streaming, o usuário das caixinhas de TV Box também pode assinar serviços legais de TV ao vivo, que são disponibilizados pela internet. É o caso do DirecTV Go, que custa R$ 69,90 por mês, inferior ao valor praticado pelas principais operadoras no formato convencional, e inclui os canais tradicionais da TV paga e assinatura grátis do HBO Max por dois anos.

O Globoplay também tem uma versão com canais ao vivo do grupo Globo, como Multishow, GNT, SporTV, Viva e GloboNews, por R$ 49,90 mensais ou R$ 59,90, já com assinatura do Disney+. Quem quiser gastar menos pode recorrer ao serviço Guigo TV. Por R$ 20,90 mensais no plano básico, o assinante vê os canais abertos (menos a Globo) e algumas poucas opções relevantes da TV por assinatura, como CNN Brasil, ESPN e Disney Junior.

Pela Pluto TV, serviço da ViacomCBS, dona da Paramount e da MTV, o consumidor pode assistir a mais de 50 canais de graça. O foco é em conteúdos antigos, mas tem muita coisa legal, como os canais dedicados a Jeannie É um Gênio, South Park e Jornada nas Estrelas.

De olho nesta mudança de comportamento para ver TV, a Claro também lançou seu serviço, chamado de Claro Box TV. A operadora entrega a caixinha na casa do cliente, que faz a instalação por conta própria. Custa R$ 79,90 mensais com canais ao vivo e acesso ao Now, plataforma de streaming da empresa, que pode ser acessada assim como Netflix, Prime Video e outras.

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