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NATÁLIA KLEIN

Roteirista leva quatro anos para tentar decifrar algoritmo da Netflix; entenda

REPRODUÇÃO/NETFLIX

Imagem de Natália Klein como Verônica na série Maldivas

Natália Klein como Verônica na série Maldivas; roteirista tentou decifrar algoritmo do streaming

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 18/6/2022 - 6h35

Durante a produção de Maldivas, Natália Klein quebrou a cabeça para tentar decifrar a fórmula do sucesso do algoritmo da Netflix. Ao longo dos últimos quatro anos, a roteirista debateu com os executivos do streaming para misturar gêneros narrativos e emplacar o próximo sucesso da plataforma.

"Estou trabalhando nessa série há quatro anos. Na verdade, não teve uma ideia inicial. Queria muito fazer um projeto para a Netflix, então conversamos: o que vocês querem fazer? O que estão procurando? Conversamos muito sobre fazer uma série de mix de gêneros, uma coisa que não se faz muito aqui no Brasil, se faz muito fora", explica Natália em entrevista ao Notícias da TV.

A nova aposta da gigante do streaming acompanha a vida das moradoras do fictício condomínio de luxo Maldivas, localizado na Barra da Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. Milene (Manu Gavassi), Kat (Carol Castro) e Rayssa (Sheron Menezzes), as "rainhas" do Maldivas, têm seus podres expostos e percebem que Patrícia (Vannessa Gerbelli) será uma pedra no sapato.

Assim, as protagonistas decidem tirar satisfações com a veterana, que é dada como morta em um incêndio. Enquanto o trio tenta encobrir os rastros do crime e os segredos sujos, Liz (Bruna Marquezine), filha de Patrícia, chega ao Maldivas para reencontrar a mãe. Contudo, ao descobrir a morte, a órfã se aproxima das ricaças com o objetivo de investigar o crime.

Para a reportagem, Natália explica essa mistura de comédia com o tradicional "quem matou?" das histórias: "Queria uma série que tivesse elementos cômicos, que é a minha origem, mas que também se aprofundasse nos dramas pessoais das personagens e que tivesse um arco de temporada com um mistério, algo que desse um gancho para cada fim de episódio, para que você continuasse assistindo".

Conversamos muito sobre achar essa série que tivesse esses três pilares. Na época, morava em um condomínio. Não era na Barra, e tudo foi meio que se encaixando para que Maldivas surgisse.

"Ali no condomínio, fiquei pensando: 'Gente, esse lugar é perfeito, tem tudo. Tem drama, comédia, mistérios sobre a vida de cada um desses moradores'. São seus vizinhos, você encontra eles no elevador quase todo dia, mas não sabe quem eles são. Então, tem muito pano para manga isso", complementa.

Além de escrever, Natália atua na produção com a personagem Verônica. "Tenho uma coisa que consigo separar a roteirista da atriz. Quando estou escrevendo, escrevo coisas horríveis para fazer e penso: 'É um problema para a Natália do futuro, não para a Natália do presente'. Quando estou gravando a cena que a Natália do passado escreveu, fico assim: 'Puta que pariu, Natália do passado! Não estou acreditando que você me colocou nessa roubada! Tinha que escrever essa cena?'. Consigo separar bem", reforça.

"Já decorei as falas, sei recitar Maldivas. É real, não é um delírio coletivo que estava vivendo com aquele grupo de pessoas há anos, está acontecendo de verdade. Nem caiu a ficha, para ser sincera. É muito incrível", finaliza a roteirista, animada com o nascimento do projeto. A primeira temporada de Maldivas está disponível na Netflix. Assista ao trailer:


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