Caos e Tragédias

Nada de fofice: Desgraças transbordam nas melhores séries do momento

Divulgação/Netflix

O ator Marquis Rodriguez na minissérie Olhos Que Condenam: a dor de quem é condenado injustamente - Divulgação/Netflix

O ator Marquis Rodriguez na minissérie Olhos Que Condenam: a dor de quem é condenado injustamente

JOÃO DA PAZ - Publicado em 05/06/2019, às 05h44

O telespectador a fim de ver as melhores séries do momento tem de preparar o estômago. A chegada da terceira temporada de Handmaid’s Tale, nesta quarta-feira (5) nos Estados Unidos, reforça o pacote de boas produções que transbordam desgraças. Na boca do povo, esse grupo é composto por dramas sobre opressão policial (Olhos Que Condenam), negligência humana (Chernobyl) e ameaça de doença mortal (The Hot Zone).

Vencedora do Emmy de 2017, The Handmaid’s Tale (Globoplay, Fox Play, Paramount Channel) chocou o público ao narrar uma história revoltante. Na série, os Estados Unidos vivem sob um regime teocrático no qual as mulheres férteis são escravas sexuais. Não há massagem na trama, repleta de cenas de estupro, mutilação, miséria, escravidão e assassinatos. Algumas telespectadoras se recusam a assistir ao drama, devido às altas cargas de tormentos.

Para a terceira temporada, programada para estrear no Brasil no próximo dia 15 (somente para assinantes do canal no Paramount Channel no Now, da Net), o criador e showrunner da série promete amenizar os traumas. Bruce Miller vai fazer a protagonista June (Elisabeth Moss) liderar uma revolução de dentro do regime contra os homens misóginos, para tentar acabar com a intolerância.

O ator Adam Nagaitis em cena de Chernobyl, da HBO

Na minissérie Chernobyl (HBO), que chega ao fim nesta sexta-feira (7) aqui no Brasil, o público se depara com a mais pura negligência humana na reconstituição do pior acidente nuclear de todos os tempos, ocorrido na cidade de Chernobyl, na antiga União Soviética (no pedaço que hoje é a Ucrânia), em 1986.

Com fidelidade aos acontecimentos reais, a minissérie mostra o que aconteceu com as primeiras pessoas expostas à radiação letal. A contaminação atacava os órgãos, a pele e provocava dores surreais. Enquanto isso, as autoridades armaram uma estratégia para cobrir o desastre com panos quentes, tudo para evitar pânico, dizendo que o elevado nível de radioatividade iria diminuir com o passar do tempo.

Sucesso inesperado da HBO, Chernobyl é uma série que agradou a crítica especializada e, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, se tornou popular no boca a boca, pois o canal não investiu na publicidade. A atração é forte concorrente a levar a estatueta de melhor minissérie no Emmy.

Drama do ano

Para o site Metacritic, que compila reviews de veículos especializados americanos, o melhor drama do ano até agora é Olhos Que Condenam (Netflix). Baseada em fatos reais, a atração recebeu a nota 87 (de 100), cálculo ponderado que leva em consideração as avaliações de críticos.

Olhos Que Condenam (When They See Us, em inglês), retrata o famigerado caso da Corredora do Central Park, ocorrido em 1989. Criada e dirigida por Ava DuVernay, a minissérie conta a história pelo ponto de vista dos cinco adolescentes que foram condenados injustamente de violentar e estuprar uma adulta de 28 anos.

Perturbadora, Olhos Que Condenam escancara as injustiças raciais do sistema policial e legal. Os episódios encenam como os detetives coagiram os garotos a mentir e dizer que tiveram participações direta no ataque. E mostra como essa atrocidade afetou a vida de cada um deles, na prisão e após saírem dela.

Julianna Margulies em The Hot Zone; manipulação do vírus ebola com proteção especial dos pés à cabeça

Como desgraça pouca é bobagem, o Nat Geo vem com a história do vírus ebola, contada na minissérie The Hot Zone, também baseada em fatos reais. O drama minucioso tem o protagonismo de Julianna Margulies (três vezes vencedora do Emmy) e Liam Cunningham (o Sor Davos de Game of Thrones).

Os seis episódios da minissérie acompanham como o ebola atacou habitantes na África e chegou pela primeira vez ao solo americano, em 1989. Quem fez a descoberta nos EUA foi a médica Nancy Jax (Julianna), que teve de quebrar regras para provar aos seus superiores que o vírus era real e fatal.

Fácil de se espalhar, pelo tato e pela saliva, o vírus poderia provocar uma catástrofe. Não havia vacina, e a taxa de mortalidade era de 90%.

The Hot Zone explora a tensão dos personagens que lidam com algo que tinha o potencial de acabar com a vida de milhões de pessoas. A neurose era tátil, de fato, com o temor de tocar em objetos suspeitos de estarem contaminados.

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