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Na crise do coronavírus, TVs dos EUA renovam mais e cancelam menos séries

Divulgação/Fox e NBC

Emily VanCamp em The Resident, de jaleco branco e estetoscópio no pescoço; Josh Dallas em Manifest, de camisa desabotoada e camiseta preta

Emily VanCamp em The Resident e Josh Dallas em Manifest; séries escaparam do cancelamento na pandemia

JOÃO DA PAZ

Publicado em 18/6/2020 - 5h14

O quarteto de ferro da TV aberta americana (ABC, CBS, Fox e NBC) renovou mais e cancelou menos séries do que o habitual por causa do novo coronavírus (Covid-19), que parou Hollywood durante três meses. A interrupção entre março e junho atingiu o período mais crítico para as redes, de definições sobre como será a próxima temporada de séries.

Seguindo a recomendação de respeitar o isolamento social e evitar aglomerações para frear o contágio da doença avassaladora, as redes suspenderam as gravações da chamada pilot season, que consiste na avaliação de possíveis novas atrações. Cerca de 50 séries são analisadas por ano --nem a metade delas é aprovada.

Sem essa possibilidade de preencher a programação com novidades, as TVs foram obrigadas a aumentar o número de renovações, encomendando novos episódios até de produções desgastadas. Em 2020, entre 1ª de maio e 16 de junho, ocorreram 30 renovações de séries feitas pela ABC, CBS, Fox e NBC. No ano passado, nesse mesmo intervalo de tempo, foram apenas 20.

Consequentemente, o número de cancelamentos caiu, de 24 em 2019 para 15 neste ano. A rede que mais renovou nos últimos 47 dias foi a CBS: 15 contra sete renovações de 2019. Já a Fox teve um único cancelamento divulgado, já que optou por uma grade enxuta de séries, voltada a esportes e realities shows. O corte maior veio no ano passado na TV do magnata Rupert Murdoch, com seis cancelamentos.

Se por um lado a CBS (de NCIS, FBI e Blue Bloods, as três maiores audiências da TV), renovou quase toda a sua programação, sem hesitar, a rival NBC aumentou a dose de drama para o fã de algumas séries, principalmente de Manifest, que só teve a notícia da renovação para a terceira temporada divulgada nesta semana.

A pandemia trouxe benefícios para as atrações que estavam mal de audiência e foram renovadas pegando carona nas circunstâncias da crise sanitária. Em condições normais, elas seriam canceladas, trocadas por novas atrações. Séries como Blackish e For Life (ambas da ABC), Seal Team (CBS), Prodigal Son (Fox) e Good Girls (NBC) escaparam por um triz.

Aprovadas sem ver

Para preencher a programação da fall season (período de lançamentos entre setembro e novembro), a Fox tirou do meio do ano duas séries já prontas, os dramas Filthy Rich e neXt. Mas não colocou na grade nenhuma nova série da pilot season.

Somente um piloto foi finalizado antes da pandemia. O sortudo foi o produtor Chuck Lorre, que conseguiu terminar B Positive, comédia da CBS com Thomas Middleditch (Silicon Valley) no elenco. A outra série estreante encomendada pela rede, The Equalizer, está confirmada mesmo sem nada pronto. O drama tem a cantora e atriz Queen Latifah (Living Single, Star) como protagonista.

Por sua vez, a NBC vem com mais uma série ambientada no mundo de Law & Order, com o subtítulo Organized Crime, que traz de volta o detetive famoso Elliot Stabler (Chris Meloni), em mais uma produção do decano Dick Wolf.

A ABC foi a última a divulgar sua programação. Abrindo mais espaço para reality shows, a rede da Disney colocou na grade da fall season três novas séries, mas elas podem ser rejeitadas caso o piloto (primeiro episódio) não seja aceito. Nesse trio está Big Sky, atração de David E. Kelley (Big Little Lies). 

No meio de incertezas, as apostas das redes são em atrações com pessoas renomadas envolvidas, à frente e por trás das câmeras. Afinal, não dá para correr muitos riscos neste momento.

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