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PLANTÃO COVID

Encapotados, médicos de Sob Pressão têm de fisgar público num piscar de olhos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem com o ator Julio Andrade como Evandro à esquerda e Marjorie Estiano como Carolina à direita com o rosto marcado por linhas vermelhas e profundas em Sob Pressão: Plantão Covid

Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) em Sob Pressão: marcas deixadas pelos EPIs na pele

DANIEL FARAD, do Rio de Janeiro

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 6/10/2020 - 7h05

Em meio a face shields, máscaras N95, toucas e capotes, Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) precisarão fisgar o público num piscar de olhos na estreia de Sob Pressão: Plantão Covid nesta terça (6). Cobertos da cabeça aos pés, os atores encararam o desafio de mostrar os dramas de um hospital de campanha apenas com o olhar e própria voz.

Em dois episódios, a trama assinada por Lucas Paraizo mostrará a realidade dos profissionais de saúde que arriscam a própria vida para combater a pandemia de coronavírus. "Até a máscara é aquela usada dentro das alas de Covid-19 nos hospitais, usamos o mesmo EPI [equipamento de proteção individual]", explica o diretor Andrucha Waddington.

A produção foi gravada durante 21 dias nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, sob um rígido protocolo de segurança para evitar infecções pelo vírus Sars-Cov-2. Além de testes semanais, o elenco e a equipe eram obrigados a passar por medição de temperatura diária, uso de máscara e higienização das mãos com álcool gel a cada cinco minutos.

Ao contrário das novelas, em que até efeitos especiais serão usados em cenas de beijo para evitar o contato, os atores da produção rodaram boa parte de suas sequências encapotados --uma vantagem que virou revés, já que limitou as suas expressões faciais e corporais.

"O olho é a coisa mais importante, mas eu me pergunto se vai segurar por muito tempo ou se vamos conseguir passar a emoção só por eles", pondera Andrade. "Mesmo se ficar mais difícil compreender o sentimento de cada personagem em função dessa cobertura, temos uma licença neste momento para contar um pouco da vida dentro da cápsula", filosofa Marjorie.

JOÃO FAISSAL/TV GLOBo

Evandro (Julio Andrade) coberto da cabeça aos pés

Cara e crachá

Intérprete do clínico Décio, Bruno Garcia avalia que esse estranhamento também surpreendeu os profissionais de saúde na vida real, já que "desumanizou" médicos, enfermeiros e técnicos. "Fica todo mundo com a mesma cara de astronauta, então por isso a gente importou a questão do crachá", brinca o ator.

Durante a crise sanitária, o acessório passou a ter não só o nome das pessoas, mas também fotos para que os pacientes consigam ver os rostos de quem está cuidando deles. Um detalhe que é primordial em um momento no qual aquelas pessoas estão sozinhas e isoladas de sua família devido ao risco de contaminação.

"Os profissionais passaram a fazer o papel desse familiar, então o trabalho deles ganha um lado humano muito forte. São eles que fazem o contato entre quem está internado e o mundo lá fora", explica Waddington.


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