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Conheça os segredos das tatuagens de US$ 20 mil de Michael em Prison Break

REPRODUÇÃO/FOX

Em um vestiário, Wentworth Miller tira a camisa para mostrar o torso e braços cheios de tatuagens em Prison Break

Wentworth Miller no primeiro episódio de Prison Break; mapa da prisão camuflado atrás das tatuagens

JOÃO DA PAZ

joao@noticiasdatv.com

Publicado em 29/8/2020 - 6h50

Boa parte do fascínio em volta de Prison Break (2005-2009; 2017) estava nas tatuagens de Michael Scofield (Wentworth Miller). Desenhos arrebatadores de anjos e demônios preenchiam o torso, os braços e as costas do protagonista, camuflando desde macetes até o mapa completo de uma prisão. Se uma pessoa resolvesse replicar aquelas imagens no próprio corpo, teria de gastar US$ 20 mil (R$ 111 mil, na cotação atual).

Além de investir esse dinheiro todo, seria necessário encarar nada menos do que 200 horas em um estúdio de tatuagem. Realisticamente, iria demorar quatro anos para toda aquela arte ficar pronta.

Quem contou esses e outros segredos foi o autor das obras estampadas no corpo de Michael. Em Beyond the Ink (Além da Tinta, em tradução direta), especial da Fox que está disponível como bônus no DVD da primeira temporada, o tatuador Tom Berg compartilhou essas e outras revelações que firmaram o fundamento de Prison Break. Ele foi tão importante para a série quanto a própria trama em si.

Disponível completa no Prime Video, Prison Break faz 15 anos neste sábado (29). No centro do drama estava Lincoln Burrows (Dominic Purcell), preso acusado de matar o irmão da vice-presidente dos Estados Unidos --ele foi sentenciado à pena de morte. O engenheiro Michael (Miller), que acreditava na inocência de Lincoln, cometeu um crime para ser preso e assumiu a missão de libertá-lo da penitenciária Fox River.

Michael usava as tatuagens para esconder o desenho integral da planta do presídio. O mapa geral ficava nas costas (em que tinha um anjo matando o Diabo). O torso era reservado para tubulações e o subterrâneo (o desenho maior era do Diabo matando um anjo). Foi a partir dessa base que Berg iniciou seus trabalhos.

O tatuador entrou na série após um trabalho com Brett Ratner no filme Dragão Vermelho (2002). Ratner foi o diretor do primeiro episódio de Prison Break e ficou com o cargo de produtor-executivo. Ele entregou o desenho do que seria a planta de Fox River e deixou a imaginação de Berg fluir.

A ideia era ter duas imagens grandes dessas entidades com asas e partes do corpo cobrindo os traços da penitenciária. Só essa empreitada demorou um mês para ser concluída. O mesmo conceito foi usado nos braços de Michael, com o esquerdo dedicado aos demônios, e o direito, aos anjos. Seguindo essa linha celestial e infernal, Berg teve uma ideia ousada, mas os executivos da rede Fox censuraram.

Amaury Nolasco em cena da primeira temporada de Prison Break; broca no olho do Diabo


Sai Jesus, entra o Diabo

Bem no começo da aventura, no sétimo episódio da primeira temporada, houve uma grande rebelião, parte do plano de Michael. Em determinado momento, ele teria de derrubar uma parede grossa, com 15 cm de espessura. Isso só poderia ser possível se a estrutura fosse golpeada em pontos estratégicos.

Berg pensou em usar a imagem de Jesus Cristo crucificado. Michael teria isso tatuado na pele, desenharia a arte em um papel e depois a projetaria na parede. Os lugares do corpo onde Jesus foi pregado, mãos e pés, seriam o alvo das marretadas dos prisioneiros. Mas a Fox não curtiu a ideia de alguém "batendo" em Jesus. Assim, a tatuagem foi trocada por outra, do Diabo.

De resto, Berg teve liberdade total na criação dos desenhos. Usou um líquido jogado em um ralo para esconder uma fórmula química, cartas de baralho que na verdade eram o telefone de uma stripper e códigos de barra que serviam como coordenadas.

Michael várias vezes incorporou o MacGyver na prisão para dar propósito às tatuagens. Ele achou, por exemplo, um objeto que tapasse com precisão o ponto da letra i de um dos desenhos, que indicava o tamanho exato de uma chave para desparafusar uma privada e abrir um buraco na cela, primeira etapa da fuga.

A aplicação de todas as tatuagens de Michael fazia Wentworth Miller sofrer. Ele passava por uma longa sessão de maquiagem. Os desenhos de Berg eram transformados em decalques, que formavam um grande quebra-cabeça de 25 peças. Duas pessoas aplicavam esses pedaços no ator em sessões de cinco horas.

Com cuidado e limpeza, os desenhos ficavam firmes e nítidos na pele durante uma semana. Para poupar Miller desse sufoco a cada sete dias, os produtores vestiam seu personagem com blusa, assim ele não precisava passar por todo o processo.

Michael só se livrou das tatuagens após a fuga. Ele encarou uma única sessão a laser, intensa e dolorosa, além de totalmente irreal. Uma remoção absoluta desse nível levaria anos e anos. Tem coisas que só a ficção permite...


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