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15 ANOS DA ESTREIA

Com latinos no foco, Ugly Betty quebrou estereótipos e ganhou prêmios nos EUA

REPRODUÇÃO/ABC

Betty Suarez (America Ferrera) usa um poncho vermelho escrito Guadalajara em amarelo; atrás dela há o logotipo da Mode em cena de Ugly Betty

Betty Suarez (America Ferrera) e seu icônico poncho Guadajara em cena do piloto de Ugly Betty

LUANA BENEDITO

luanab@noticiasdatv.com

Publicado em 27/9/2021 - 6h20

Há exatos 15 anos, Ugly Betty (2006-2010) estreava no horário nobre da ABC, nos Estados Unidos. Com latinos no foco, a série sobre a vida de Betty Suarez (America Ferrera) mostrava as "dores" e "delícias" de uma secretária fora dos padrões em uma revista de moda. A dramédia, porém, quebrou diversos estereótipos, abordou pautas sociais importantes e recebeu prêmios como o Emmy e o Globo de Ouro.

Desenvolvida por Silvio Horta (1974-2020) e produzida por Salma Hayek, a trama era uma adaptação da novela colombianaYo Soy Betty, La Fea (1999) -- traduzida para o Brasil como Betty, A Feia e exibida na Rede TV em 2002.

A versão original escrita por Fernando Gaitán apostava muito no arquétipo do patinho feio. Por conta de sua aparência, Beatriz Solano (Ana María Orozco) sofria rejeição e humilhações de todos os lados. A reviravolta acontecia quando ela se transformava e ficava bonita.

Na adaptação americana, o enfoque não é na transformação de Betty de feia para bonita, mas, sim na conquista dos seus sonhos profissionais e na relação familiar dos Suarez. A mudança na aparência da mocinha é sutil e secundária. Ela, por exemplo, só vai tirar o aparelho dos dentes nos episódios finais da quarta e última temporada.

A personagem de America Ferrera poderia ser definida como empoderada nos dias atuais. Mesmo fora dos padrões, ela tinha uma lista de pretendentes e não nutria uma paixão platônica pelo chefe Daniel Meade (Eric Mabius). Ao longo da história, os dois desenvolvem uma relação de amizade e cumplicidade, e o possível final dos dois juntos fica em aberto.

Filha de imigrantes mexicanos, Betty cresceu no Queens, em Nova York, teve acesso a uma boa graduação, realizou o seu sonho de trabalhar nas publicações Meade e se transformou no grande orgulho do pai, Ignacio (Tony Plata). Nada fashionista, ela acaba conquistando o cargo de assistente pessoal de Daniel, recém-promovido a editor-chefe da revista Mode. 

A cena inicial da série já dava o tom do orgulho que a mocinha sentia em relação à origem latina e o quanto ela não se importava em relação ao julgamento sobre sua aparência.

"Gostei do poncho. Meu pai comprou um para mim em Guadalajara [cidade no México]", dizia ela para uma modelo enquanto esperava para fazer a entrevista de emprego para as organizações Meade. "É um Dolce& Gabbana comprado em Milão", respondia a jovem, sem que Betty percebesse o tom de ironia.

O primeiro dia da protagonista na Mode é uma reafirmação da mensagem da latina na televisão. A figurinista Patricia Field, de Sex and The City (1998-2004) e O Diabo Veste Prada (2006), colocou a personagem com o seu poncho Guadalaraja para enfrentar a vilã Wilhelmina Slater (Vanessa Williams) e os ardilosos Mark (Michael Urie) e Amanda (Becki Newton).

Família latina no centro das atenções

Diferentemente de produções americanas, em que personagens se deixam levar pelo mundo de glamour da moda, Betty se mantém fiel à sua essência e às suas raízes latinas. Há muitas cenas da família Suarez junta assistindo à novela mexicana ficcional Vidas de Fuego ou em jantares temáticos.

No desenvolver da trama, os dramas em relação ao pai imigrante surgem. Ignácio tem problemas com a sua situação legal nos Estados Unidos. É uma mensagem crítica de Horta, que tem origem cubana, para um dos países com mais imigrantes do mundo.

A irmã de Betty, Hilda (Ana Ortiz), que tinha sido mãe solo aos 17 anos e não teve as mesmas oportunidades de estudo, passou a ganhar espaço na dramédia e encontrou seu lugarzinho ao sol depois de sucessivos empregos e relacionamentos infelizes.

"Betty é uma prova do sonho americano, e o sonho americano está, de fato, vivo e bem, e ao alcance de qualquer pessoa no mundo que o queira", disse Horta ao receber o Globo de Ouro de melhor comédia, em 2007.

A trama protagonizada pela família simples também rendeu o Globo de Outo de melhor atriz de comédia para America Ferrera em 2007, e o Emmy no mesmo ano. Atualmente, as quatro temporadas da série estão disponíveis no Brasil no streaming Disney+.


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