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DESPEDIDA

Com aula sobre autismo, Atypical chega ao fim tão importante quanto no início

Divulgação/Netflix

Brigette Lundy-Paine e Fivel Stewart sentadas em um sofá em cena da quarta temporada de Atypical

Casey (Brigette Lundy-Paine) e Izzie (Fivel Stewart) formam um casal nas últimas temporadas de Atypical

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 11/7/2021 - 6h25

Atypical chegou ao fim com a estreia da quarta temporada nesta sexta (9) tão importante quanto quando estreou, em 2017. A trama da Netflix centrada no garoto autista Sam Gardner (Keir Gilchrist) falou sobre temas sensíveis como autismo e sexualidade de maneira didática desde início e se manteve relevante durante toda a sua trajetória no streaming.

Grande protagonista da trama, Gilchrist não é diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Austista) na vida real, mas teve a sua atuação elogiada por pessoas que vivem no espectro. Por ser uma série voltada para o público teen, diversas das situações passadas por Sam eram do universo jovem, seja pela experiência do primeiro amor ou por outras questões comuns.

No primeiro ano, Sam enfrenta a implicância dos colegas, a superproteção da mãe (Jennifer Jason Leigh) e o desejo de ter uma namorada, mas para quem vive no espectro, algumas dessas situações comuns podem parecer um pouco mais complicadas de entender. Para os fãs que tiveram o primeiro contato com o autismo em Atypical, a série faz um bom trabalho de introdução a este mundo.

No decorrer dos episódios, as experiências de Sam vão mudando, assim como o personagem e seu núcleo vão amadurecendo, à sua maneira. E quando Atypical passou a sofrer críticas pela falta de representantes reais de autismo, a série escalou uma grupo de jovens atores no espectro para contracenar com Keir Gilchrist.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Atores do núcleo autista de Atypical

A lista é formada por Domonique Brown (Jasper), Spencer Harte (Sabrina), Nikki Gutman (Lily), Naomi Rubin (Noelle) e Layla Weiner (Amber). O quinteto foi introduzido na segunda temporada como parte do grupo de apoio para jovens autistas do qual Sam participava. Nos anos seguintes, a participação de todos foi aumentando, tornando os amigos parte importante do núcleo secundário.

Parte do mérito da atração foi não se limitar a assuntos relacionados ao autismo. Atypical passou a introduzir a partir da terceira temporada temas ligados à comunidade LGBTQ+ a partir da sexualidade de Casey Gardner (Brigette Lundy-Paine). Nos primeiros anos, a irmã de Sam manteve uma relacionamento com Evan (Graham Rogers), mas passou a se envolver com Izzie (Fivel Stewart) nos novos episódios.

Na quarta temporada, o casal passa a fazer parte de um grupo de apoio escolar voltado para aqueles que querem descobrir a sua sexualidade. Temas como identidade de gênero, homo e bissexualidade são abordados em breves diálogos, mas que mostram a intenção de Atypical de não fazer da abordagem um desserviço.

A última leva de episódios também discute a importância de apoiar os objetivos de quem está no espectro. Sam e sua batalha para viajar para a Antártica sofrem abalos com questões familiares, mas a resistência dos pais e amigos se transforma em incentivo.

No fundo, Atypical é uma série sobre aceitação. Não só daqueles que vivem no espectro, mas também de quem está em sua volta. Luto, traumas e inseguranças fazem parte da rotina do ser humano, e a atração da Netflix foi capaz de navegar por diversos assuntos com a mesma qualidade do início ao fim.

Assista ao trailer da quarta temporada de Atypical:

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