THE BOYS

Banho de sangue: Conheça a série muito violenta que o SBT vai exibir na madrugada

IMAGENS: REPRODUÇÃO/AMAZON

Boquiaberto, Jack Quaid aparece com sangue jorrado no rosto logo no começo da série The Boys

O ator Jack Quaid na série de heróis The Boys; ele levou um banho de sangue logo no primeiro episódio

JOÃO DA PAZ - Publicado em 31/07/2020, às 07h05

Quem gosta de assistir a um programa de TV antes de dormir tem de passar longe do SBT a partir do próximo dia 15. Depois do reality Bake Off Brasil, por volta da 0h15 de sábado para domingo, estreia a série The Boys, do Prime Video, serviço da Amazon. Ultraviolento, o drama pode provocar pesadelos com um verdadeiro banho de sangue na madrugada.

A decisão da emissora de Silvio Santos de exibir na TV aberta a série de heróis mais violenta já feita não é de causar surpresa. Afinal, o SBT também é a casa do Alarma TV, um programa policialesco horrendo que mostra, sem qualquer censura ou corte, suicídio, homem queimado vivo e coisas do tipo. O telespectador que sintonizar The Boys verá cenas tão grotescas quanto --só que ficcionais.

Sanguinária, a produção não arreda o pé do terror. Episódio após episódio (são oito na primeira temporada), The Boys ultrapassa o limite do medonho e tem cenas explícitas para chocar mesmo. Um exemplo disso vem logo no começo.

Antes mesmo dos dez minutos do capítulo inicial, ocorre um banho da sangue. O pacato vendedor Hughie Campbell (Jack Quaid) está trocando beijos e carícias com sua namorada em uma calçada quando, do nada, o herói Trem-Bala (Jessie T. Usher) atropela a moça com sua supervelocidade. Ela literalmente se despedaça. Hughie fica com o rosto manchado de sangue e segura as únicas partes do corpo que restam da parceira: um pedaço dos dois braços.

A premissa de The Boys vem daí. Hughie é recrutado por Billy Butcher (Karl Urban), um ex-agente da CIA (central de inteligência americana) que forma os justiceiros The Boys, determinados em uma jornada de vingança contra o grupo de heróis do qual Trem-Bala faz parte, uma espécie de Liga da Justiça imoral, podre e inescrupulosa.

O banho de sangue tomado por Hughie no começo da história não é o único. Ele leva outro ao ficar perto de um cara que, após ter uma bomba inserida no ânus, explode quando o detonador é acionado. São comuns as cenas de personagens com rostos manchados de sangue, tripas e afins.

The Boys faz pouca cerimônia ao mostrar as mortes. A câmera foca em miolos espalhados no chão, como quando um rapaz tem o cérebro ejetado para fora do crânio durante um sexo oral com uma mulher. Ela se senta no rosto dele e, na hora do orgasmo, ele leva a pior. A série não esconde nem os olhos do homem que se descolaram da face.

[Atenção: spoiler importante a seguir]

Do começo ao fim, o drama vai ao extremo na exposição desses detalhes, a ponto de exibir fratura exposta, osso saindo da pele. Nem personagens cruciais escapam.

Uma das tramas que permeiam toda a primeira temporada é entre o Capitão Pátria (Antony Starr) e Madelyn Stillwell (Elisabeth Shue), gerente do grupo de super-heróis mais adorado do mundo. Ele, mistura de Superman com Capitão América, tem uma relação íntima com a loira, de confidentes. Mas uma traição culmina em tragédia.

A personagem Madelyn (Elisabeth Shue) tem os olhos queimados em cena forte de The Boys

Madelyn mente para o Capitão Pátria sobre várias coisas, como em relação ao uso de uma substância que dá poderes a um humano comum. Sem nenhuma compaixão, ele mata a colega usando sua visão de calor (tipo Superman), simplesmente derretendo os olhos da executiva. The Boys exibe durante segundos essa cena, com direito a foco no rosto com dois buracos de Madelyn.

Essas características estarão ainda mais presentes na segunda temporada. Contudo, uma cena específica da nova leva teve de ser repensada, após chiadeira de moradores da cidade de Toronto (Canadá), onde ela é gravada.

Há quem possa justificar a violência brutal e extremamente explícita da série, que é totalmente voltada ao público adulto, argumentando que os absurdos mostrados até possam ser um alívio cômico e irônico, na veia da sátira que é The Boys, uma zoação dos heróis populares e renomados. De qualquer maneira, o produto final é muito pesado para ser mostrado na TV aberta, que sofre censura do público por um beijo entre pessoas do mesmo sexo ou por um palavrão disparado.

Porém, a emissora do Alarma TV, atração exibida até mesmo antes de desenhos animados, aparentemente não vê problema algum em abrir espaço para que sua torcida veja a série de heróis mais violenta da história.

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