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KELLY REILLY

Atriz defende personagem 'vadia' de Yellowstone: 'Só precisa de terapia'

Fotos: Divulgação/Paramount+

Com um olho machucado e segurando um cigarro e uma xícara de café, Kelly Reilly se apoia em uma proteção na varanda em cena de Yellowstone

Kelly Reilly interpreta Beth Dutton em Yellowstone, série mais vista da TV paga dos Estados Unidos

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 4/3/2021 - 7h15

Em meio aos caubóis machões da série Yellowstone, a destemida Beth (Kelly Reilly) chama a atenção por se impor e não levar desaforo para casa. Parte do público (e dos personagens) a define como "vadia", mas sua intérprete não a considera tão ruim. "Só acho que ela precisa de terapia", defende, aos risos.

A produção que mostra um cenário rural, longe dos centros urbanos, desbancou The Walking Dead como a atração mais vista da TV paga dos Estados Unidos, e sua terceira temporada chega ao Brasil nesta quinta (4) como um dos destaques do Paramount+, serviço de streaming estreante no mercado.

Em Yellowstone, a atriz inglesa de 43 anos disfarça bem seu sotaque nativo para dar vida a Beth, filha do fazendeiro John Dutton (Kevin Costner) e uma das poucas mulheres em um universo dominado por homens, uma espécie de faroeste contemporâneo. Mais do que mudar o jeito de falar, porém, Kelly precisou mergulhar em uma personalidade totalmente diferente da sua.

"Eu não tenho nada em comum com Beth. Ela é peso-pesado, eu sou mais calma e quieta, podemos dizer que sou mais introvertida (risos). Poder entrar em uma personalidade assim foi como receber meu maior desafio enquanto atriz", valoriza a artista em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Kelly admite que sentiu medo de não dar conta do recado, mas também confessa que sabia desde o início que havia algo especial em Yellowstone. "Os roteiros eram brilhantes, os nomes envolvidos na produção eram incríveis, eu certamente vi potencial. E agora temos esse exército tão apaixonado de espectadores. Todos desejamos fazer parte de um projeto que as pessoas possam amar. Ninguém quer estar em mais uma daquelas séries da Netflix que as pessoas passam direto, sabe?", alfineta a britânica.

Kelly com Kevin Costner, que vive seu pai na série

Mais do que empoderada, humana

Nas duas primeiras temporadas, Beth encarou os irmãos de igual para igual, disparou palavrões, tomou banho de cachoeira na frente de peões sem nenhum pudor e chegou a quebrar uma loja de roupas para defender a cunhada que estava sendo acusada injustamente de furtar peças. Kelly não esconde a felicidade por ter uma personagem tão complexa em mãos.

"É ótimo ter papéis que não sejam só da parceira, da namorada, e eu já fiz muitas mulheres assim... Acho que a maioria das atrizes já fez. Meu interesse não é tanto em personagens empoderadas, mas em mulheres complicadas, difíceis, interessantes. Seres humanos com um pouco mais de substância, sabe? Só que papéis assim geralmente são reservados para os homens", dispara a intérprete.

Kelly se esforça para defender as atitudes controversas da personagem. "Muita gente me pergunta se eu gosto da Beth. Minha sogra fala: 'Ela é uma vadia, e você é tão simpática'. Mas eu não acho que ela seja vadia, é curioso como temos esses preconceitos. Sim, ela pode ser cruel e fazer coisas horríveis, mas no fim das contas, Beth é uma guerreira. Ela só precisa de terapia, mas quem não precisa?", minimiza, aos risos.

"Eu admiro sua audácia e sua tenacidade, Beth pode ser livre porque não se importa com o que pensam a respeito dela. Acho que você precisa ter muita confiança em si mesmo para ser assim, e ela dá valor a quem ela é e sabe o que tem para oferecer. É a pessoa mais inteligente de qualquer sala em que entra. Mas, ao mesmo tempo, tem tão pouco amor próprio, se culpa pela morte da mãe e foi criada por um pai que não sabia o que fazer. É uma personagem trágica", resume Kelly.

Ex-Lost, Josh Holloway é vilão da nova temporada

Guerra contra as grandes corporações

Com dez episódios, a terceira temporada de Yellowstone mostrará a família Dutton batendo de frente com uma grande corporação que deseja comprar a fazenda para abrir um aeroporto no lugar. É um adversário bem diferente dos rancheiros sanguinários dos anos anteriores.

"Eles não se importam com família, com tradição, é tudo sobre dinheiro. E eu já ouvi dizer que, nos Estados Unidos, o dinheiro é um deus. Isso exige muito da Beth, porque ela não sabe como parar esses novos adversários. E ela só quer defender o pai, eu tenho uma fala incrível sobre como o sonho do pai é algo pelo qual ela morreria. Isso é muito poderoso!", adianta.

O rosto desse lado corporativo do país é Roarke Morris, vivido por Josh Holloway, o eterno Sawyer da série Lost (2004-2010). O caminho de Beth se cruza com o dele quando ela o flagra tentando pegar peixes na propriedade da família. "No início ela só vê um idiota pescando no rio, mas depois descobre quem ele é e o que ele representa. É divertido ver a Beth tentando engatar uma conversa com alguém que não entende o valor de um lugar, da terra."

"Essas pessoas oferecem centenas de milhões de dólares e não compreendem por que John recusa. São duas escolas de pensamento que não se entendem. Acho que o público vai gostar de ver como os Dutton vão sair disso, como vão proteger o terreno... Mas será que eles deveriam proteger o terreno? Será que eles deveriam estar ali para começo de conversa?", provoca ela.


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