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BLACK & WHITE

Ativista e ex-jogador da NFL, Colin Kaepernick ganha minissérie na Netflix

Reprodução/Nike

Vestindo um paletó bege e com um cabelo black power imponente, Colin Kaepernick aparece em um comercial da Nike

O ex-jogador da NFL e ativista racial Colin Kaepernick em imagem de comercial feito pela Nike, lançado em 2018

JOÃO DA PAZ

Publicado em 29/6/2020 - 13h43

Ex-jogador da NFL e símbolo do movimento racial nos Estados Unidos, Colin Kaepernick terá a sua adolescência narrada em forma de minissérie na Netflix. Chamada de Colin in Black & White, o drama terá a produção-executiva de Ava DuVernay, que fez Olhos Que Condenam (2019) e o documentário 13ª Emenda (2016) para o streaming.

Composta de seis episódios, a atração terá como foco os dias de adolescente de Kaepernick, nos tempos de escola. Segundo a sinopse oficial, foi nessa época que ele aprendeu as lições que "o transformaram no ativista de hoje". O jovem teve de ganhar experiência de vida sendo um negro adotado por uma família branca.

Contra a violência policial

Ex-quarterback do San Francisco 49ers, time da NFL (liga profissional de futebol americano) que ele levou até ao Super Bowl, a grande final do campeonato, Kaepernick virou notícia fora da mídia esportiva em 2016. O jogador ficava sentado durante a execução do hino nacional, sempre tocado antes das partidas. O gesto considerado desrespeitoso o levou ao centrou de uma polêmica. Ao ser questionado por que tomou tal atitude, ele foi direto.

"Não ficarei em pé para mostrar orgulho à bandeira de um país que oprime pessoas negras. Há corpos nas ruas e pessoas sendo pagas para se livrarem de assassinatos", disse o atleta, fazendo referência a uma onda de violência de policiais, em sua maioria brancos, contra jovens negros desarmados.

Em setembro do mesmo ano, ele resolveu ficar de joelhos, o que deu uma proporção gigantesca à controvérsia. Alguns atletas demonstraram compaixão, mesmo sem ter a coragem de repetir o ato, enquanto outros repudiaram a postura do colega.

Kaepernick perdeu a titularidade no meio daquela temporada e desde 2017 está fora da NFL. Muitos especialistas não têm dúvida ao afirmar que ele perdeu espaço pelo fato de ser o criador dos protestos.

Devido às manifestações raciais que explodiram nos Estados Unidos há mais de um mês, justamente contra a violência da polícia, começou uma comoção pela recontratação da Kaepernick por algum time da NFL. Por enquanto, a volta dele aos gramados não passa de especulação. Mas ele segue como o rosto do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), cada vez mais forte e relevante.

Voz a ser ouvida

Em nota, a cineasta Ava DuVernay destacou que, "com esse ato de protesto individual, Colin Kaepernick iniciou uma conversa em todos os Estados Unidos sobre raça e justiça, um debate que extrapolou o mundo dos esportes e causou um grande impacto na cultura [americana] e em sua própria vida."

Kaepernick será o narrador da minissérie e também irá contribuir na produção. "A história de Colin carrega muito significado sobre identidade, esportes e aquele espírito persistente de protesto e resiliência", concluiu Ava.

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