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RETROSPECTIVA 2020

Reprisadas e datadas: Tramas das novelas que o público não engoliu

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Os atores Fabio Assunção e Marina Ruy Barbosa lado a lado com expressões sérias em cena de Totalmente Demais

O romance entre Arthur (Fabio Assunção) e Eliza (Marina Ruy Barbosa) não teve tanta torcida neste ano

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 29/12/2020 - 7h00

O ano de 2020 ficará marcado como aquele em que as novelas inéditas saíram de cena para as reprises reassumirem o horário nobre da Globo. Os folhetins escolhidos são até recentes, exibidos originalmente na década de 2010, mas deixaram bem claro que atualmente vivemos uma época diferente. Algumas tramas que não tinham sido questionadas no passado neste ano foram problematizadas.

Fina Estampa, por exemplo, desagradou aos telespectadores por vários motivos. Os xingamentos e tratamentos preconceituosos de Tereza Cristina (Christiane Torloni) contra Crô (Marcelo Serrado) chocaram muito mais em 2020 do que em 2011.

Houve também uma personagem trans na novela de Aguinaldo Silva, cuja trajetória foi representada de maneira confusa, muito diferente do tratamento dado à história de Ivana (Carol Duarte) em A Força do Querer (2017).

Relembre cinco tramas das novelas reprisadas que não pegaram bem em 2020:

reprodução/TV Globo

Descoberta de mulher trans foi traumática

A trans de Fina Estampa

Na reta final de Fina Estampa, uma personagem foi revelada como uma mulher trans: Fabrícia, funcionária de Griselda (Lilia Cabral) interpretada por Luciana Paes. O segredo dela foi descoberto após Quinzé (Malvino Salvador) observá-la se trocando no vestiário e ver que seu órgão genital era masculino.

Isso por si só já seria considerado errado o suficiente nos dias de hoje, mas ainda houve diálogos preconceituosos em relação à personagem, além do fato de ter sido interpretada por uma mulher cis, e não por uma atriz trans. Luciana Paes afirmou que, se fosse hoje, não teria aceitado o papel.

reprodução/TV Globo

Crô foi muito maltratado por sua patroa

Crô

Crô foi um sucesso tão grande na primeira exibição de Fina Estampa que virou até protagonista de filme, mas várias cenas dele incomodaram o público em 2020. Além de mostrar um estereótipo de homossexual muito afeminado, que não representa boa parte desta comunidade, ele ainda sofria maus-tratos da patroa, Tereza Cristina. Esse tipo de relacionamento profissional seria completamente inadmissível hoje em dia.

reprodução/TV Globo

Romance entre Arthur e Eliza não caiu bem

O casal Eliza e Arthur

Em 2015 e 2016, o público de Totalmente Demais ficou dividido entre os dois interesses amorosos da protagonista Eliza (Marina Ruy Barbosa), Jonatas (Felipe Simas) e Arthur (Fabio Assunção). Já neste ano, não houve chance para o dono da agência de modelos: a maior parte dos fãs foi #Joliza, apelido dado ao jovem casal da trama.

A diferença de idade entre Assunção e Marina foi determinante, e muita gente não viu com bons olhos um romance entre uma modelo tão jovem e um homem mais velho e em posição de poder.

reprodução/TV Globo

Novela passou pano para violência doméstica

Violência contra a mulher

Fina Estampa também teve uma trama de violência contra a mulher, mas a maneira com que a história foi conduzida deixou a desejar. Celeste (Dira Paes) era uma mulher que convivia com um marido machista, violento e autoritário, que chegou a agredi-la e a ser preso por isso.

Ainda assim, a personagem aceitou Baltazar (Alexandre Nero) de volta, por amor e pena dele. Em 2020, a violência contra a mulher é um assunto muito mais debatido, e um desfecho como esse foi difícil de engolir.

reprodução/TV Globo

Zilda trabalha muito em Laços de Família

Empregada explorada

Laços de Família, novela no ar no Vale a Pena Ver de Novo, foi produzida há 20 anos, e algumas características se tornam mais discrepantes atualmente. A realidade de Zilda (Thalma de Freitas) é algo que chama a atenção.

A empregada de Helena é praticamente uma babá da casa: vive para cuidar de todos, trabalha muitas horas a mais (até no Natal) e ganha apenas um dinheiro extra por tomar conta da filha de Fred (Luigi Baricelli). A dedicação total de Zilda é algo que ficou para trás, numa época pré-PEC das empregadas domésticas (que regulamentou a profissão).


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