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PENTEPHRES NA TRAMA

No ar em Gênesis, Nando Cunha foi salvo por novela bíblica na pandemia

REPRODUÇÃO/RECORD

Nando Cunha em cena como Pentephres em Gênesis, da Recor

Nando Cunha em cena como Pentephres em Gênesis, da Record; ator temeu pandemia

ELBA KRISS

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 4/10/2021 - 6h40

Intérprete de Pentephres em Gênesis, Nando Cunha revela que foi salvo pela novela da Record na pandemia. O ator de 55 anos temeu ficar sem oportunidades na área por causa da crise da Covid-19. "Eu tinha medo de não mais trabalhar. Quando voltei, me senti vivo novamente", conta.

Para o ator, trabalhar na Record no novo normal e diante de um rígido protocolo de segurança não foi intimidante. "Gravamos com todos os cuidados possíveis. Éramos testados toda semana e fazíamos sempre testes extras se tivéssemos cena de beijo, por exemplo", narra para o Notícias da TV.

"Graças a Deus, estamos voltando devagar e com todos os protocolos possíveis e necessários. Mas isso que todos os artistas estão vivendo agora por conta da pandemia, nós, artistas negros, sofríamos há muito tempo por falta de oportunidades", observa.

Em Gênesis, Pentephres é um sacerdote que está sempre às voltas com os caprichos da filha adotiva, Asenate (Letícia Almeida), que se recusa a seguir os ritos egípcios e desiste de se tornar uma sacerdotisa. Nos próximos capítulos, ela abandonará o harém do faraó Sheshi (Fernando Pavão).

Nesse enredo, o personagem tem um viés cômico, bem diferente do que foi apresentado em José do Egito (2013). Na minissérie, o feiticeiro era um homem manipulador, ambicioso e corrupto. Cunha entrega que não viu a produção anterior, mas defende que seu clérigo não é totalmente cômico.

"Existe um registro sobre Pentephres na Bíblia, mas não procurei. Minha única construção foi em cima de saber que ele é um marido apaixonado, um pai amoroso e com uma família bem constituída, diferentemente dos estigmas colocados para uma família preta", considera.

"Ele tem momentos de humor, mas não é engraçado. Passa longe de qualquer coisa relacionado a programas de humor. O que o personagem tem são camadas dramáticas bem definidas na trama. Pode-se até dizer que o núcleo do palácio tem esse respiro por ser mais leve", completa.

reprodução/record

=Marcelle Bessa e Nando Cunha em cena

Casamento com mulher feia

De fato, o nobre interpretado por Cunha faz rir em algumas sequências, mas tem melodrama em sua trajetória. Em breve, sua primeira mulher Selemina (Kacau Gomes) será picada por um inseto e ficará à beira da morte.

Além disso, ele iniciará uma interessante história com Meritre (Marcelle Bessa), sua segunda mulher e filha do sumo-sacerdote Shetep (Camilo Bevilacqua). Ele se casou com a jovem por puro interesse, para ser escolhido como sucessor do religioso. O detalhe é que ele rejeita a moça por considerá-la feia. Na fase atual, os dois já começaram a se entender.

"A relação com Meritre será linda --além de ter algumas cenas engraçadas, por ele querer fugir dela. Eles viverão uma história de amor bonita, e foi prazeroso contracenar com a Marcelle. Criamos uma parceria generosa. Aguardem a história dos dois, é uma linda história de amor", adianta.

Gênesis tem como mote a frase "para entender o presente, temos de voltar ao início". Por isso, cada personagem resulta em um ensinamento para o telespectador. Para Cunha, a fase atual da trama bíblica foi além ao reunir um elenco negro no núcleo egípcio.

"Acho que o legado que vai ficar será de um negro fazendo um papel de nobre, com um cenário belíssimo e rico. E isso é simbólico para mim, que estou nessa profissão há quase 30 anos, e para os jovens que irão assistir à novela. Eles terão uma referência melhor da nossa raça", aponta.

"Historicamente, sempre fomos vistos na TV por estereótipos. Viver algo diferente, para mim, é um avanço. Esse seria o grande ensinamento do Pentephres. Precisamos ser vistos nesse lugar de nobreza e de positividade. Precisamos de referências boas para que nossos jovens tenham esperança e que o preconceito seja reduzido naturalmente", aponta.

Com Gênesis finalizada, Cunha se prepara para seus próximos desafios. Ele integra o time de dois longas-metragens. O primeiro deles é Malês, filme de  Antonio Pitanga sobre a Revolta dos Malês (1835). "É um projeto importante para nós, negros. Uma construção de independência no mercado. Queremos contar nossas histórias através da nossa ótica e assim será com Malês, que narrará a história do primeiro levante contra a escravidão no país, feita por negros malês, escravizados que eram intelectuais com grandes conhecimentos", especifica.

"Faço Belchior, um dos revolucionários liderados pelo griô Licutan, interpretado pelo grande Antonio Pitanga, que ainda dirige o longa e que tem 90% do elenco e equipe negra. E também farei um filme dirigido pelo Rodrigo França, que também é nessa pegada, ou seja, já estamos fazendo nossa revolução", finaliza.

Veja fotos e vídeos de Nando Cunha em Gênesis:


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