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De mimada a 'bicha pão com ovo': os sete mais odiados de O Outro Lado do Paraíso

FOTOS: DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Lívia (Grazi Massafera), Tomaz (Vitor Figueiredo) e Adriana (Julia Dalavia) estão entre os mais odiados da novela - FOTOS: DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Lívia (Grazi Massafera), Tomaz (Vitor Figueiredo) e Adriana (Julia Dalavia) estão entre os mais odiados da novela

REDAÇÃO - Publicado em 04/05/2018, às 05h14

O Outro Lado do Paraíso testou a paciência do público com a quantidade de personagens chatos e sem função na história. Não à toa, basta a novela entrar no ar para que os fãs iniciem uma saraivada de críticas _e até de xingamentos_ a alguns nomes, completamente deslocados na trama de Walcyr Carrasco. A advogada Adriana (Julia Dalavia), por exemplo, é a campeã na lista de ódio do público.

Basta a filha de Beth (Gloria Pires) entrar no ar para que os comentários negativos comecem a ser publicados. Ninguém entende como uma advogada bem instruída possa ser tão infantil e incoerente em sua vida pessoal. Rejeitou a mãe, desprezou os alertas do seu pai, Henrique (Emílio de Melo), atrapalhou o relacionamento da irmã, mesmo que involuntariamente, entre outros fatores inconvenientes.

Mas ela não está sozinha. Confira sete personagens de O Outro Lado do Paraíso odiados pelo público: 

Juliana Caldas vive Estela, filha de Sophia (Marieta Severo) que sofre com preconceito da mãe

Estela, a oprimida
A filha de Sophia (Marieta Severo), interpretada por Juliana Caldas, ficou sem função na história. Foi apresentada como uma mulher estudada e que vivia independente no exterior. Mas se deixou abater pelo preconceito de sua mãe em relação ao seu nanismo e ficou no limbo da tristeza, apenas chorando e sem se rebelar contra as maldades da vilã de O Outro Lado do Paraíso.

Passou a novela inteira recebendo críticas dos telespectadores, e só ganhou uma função, que foi alfabetizar garimpeiro e prostitutas, quando se deu conta de que quase caiu no golpe do baú. O triângulo amoroso entre ela, Amaro (Pedro Carvalho) e Juvenal (Anderson Di Rizzi), não vingou. Um dos problemas foi a falta de carisma de Estela. 

Vitor Figueiredo é Tomaz, centro da disputa entre Clara (Bianca Bin) e Lívia (Grazi Massafera) 

Tomaz, a criança chata
O filho de Clara (Bianca Bin) é a galinha dos ovos de ouro da novela. Afinal, como o garimpo das esmeraldas está no nome do garoto, quem tiver a sua guarda automaticamente se torna responsável pela mina de dinheiro. Por isso, Sophia luta com unhas e dentes pela tutela do menino.

Na trama, ele só aparece quando o assunto da vez é a disputa por sua guarda, e depois some de cena. O fato de rejeitar a mãe o faz figurar entre os mais odiados pelo público. Outro fator que o leva a ser rejeitado é a interpretação do ator Vitor Figueiredo, que frequentemente é chamado de mini Fiuk nas redes sociais. 

Grazi Massafera interpreta Lívia, a vilã que deixou de ser má e virou chorona na trama

Lívia, a (quase) vilã chorona
A personagem de Grazi Massafera foi anunciada por Walcyr Carrasco como uma vilã que iria surpreender o público, o que de fato aconteceu: surpreendeu por sua chatice e falta de história. Passou de menina má e transgressora para uma mulher bobona e chorona, que ficou sem função na segunda fase da novela e apenas faz escada para outros personagens.

O público torce para que ela se dê mal. Em grupos virtuais de fãs de O Outro Lado do Paraíso, o fato de ela roubar o filho de Clara faz com que figure entre os mais odiados dos personagens. 

Julia Dalavia interpreta a advogada Adriana, a personagem mais odiada pelo público

Adriana, a incoerente
A personagem de Julia Dalavia não é chata. É insuportável! Basta aparecer na tela para que os fãs de O Outro Lado do Paraíso, nas redes sociais, peçam para que ela morra. A menina é um dos grandes erros na história de Walcyr Carrasco.

Surgiu como uma advogada com inteligência acima da média, especializada em tirar as verdades de seus clientes. Foi por essa razão que Patrick (Thiago Fragoso) a contratou. Mas ao longo da trama foi se revelando como uma menina mimada, birrenta, incoerente e egoísta.

A gota d'água, para o público, foi quando a menina virou o motivo do término do casal Clarick. A mocinha terminou o namoro com o advogado porque a irmã doente estava apaixonada por ele, e a esperança de ter um relacionamento com o chefe poderia lhe fazer lutar mais pela vida.

Outro fator que colabora para a chatice da personagem é a nítida falta de esforço da atriz Julia Dalavia para o papel. Em todos seus trabalhos anteriores, até mesmo nos de menor destaque, ela se dedicou mais. 

Tainá Müller é Aura, médica que aceita levar até surra do namorado para ter alguém

Aura, a submissa
A médica interpretada por Tainá Müller não representou seu papel social como médica, apenas fez com que as mulheres ficassem com raiva de seu comportamento. Ela surge na segunda fase da trama como namorada de Gael (Sergio Guizé) e aceita levar uns tabefes porque o relacionamento havia ficado sério.

Ela não tem função na novela e foi deixada de escanteio pelo autor Walcyr Carrasco. O público não a suporta por ela não ter empatia, por viver na sombra de Gael e por não representar os interesses femininos. 

Telma de Souza interpreta a manicure Ivanilda, que não emplacou seu bordão ultrapassado

Ivanilda, a engraçada sem graça
Walcyr Carrasco sempre emplaca bordões com personagens de traços cômicos de suas novelas. Em Amor à Vida, por exemplo, Valdirene (Tatá Werneck) afirmava ser "inteligência pura", enquanto o vilão Félix (Mateus Solano) dizia "salguei a santa ceia" todas as vezes em que algo lhe fugia do controle. Mas Ivanilda (Telma Souza) de O Outro Lado do Paraíso falhou copiosamente em suas tentativas.

Para todos os seus sincericídios, ela emenda com um "pronto, falei". O termo é ultrapassado e foi uma das hashtags mais populares do Twitter em 2009. 

Andy Gerker é Marcel, personagem que chegou para causar intrigas, mas não causou

Marcel, a "bicha pão com ovo"
O personagem de Andy Gerker foi descrito nos roteiros como uma "bicha pão com ovo" (termo popular para homossexuais afeminados e sem classe), platinado e que se acha a última bolacha do pacote. Entrou, teoricamente, para causar discórdia no salão em que trabalha. Mas suas participações não reverberaram e não acrescentaram nada à trama.

Um personagem completamente dispensável de O Outro Lado do Paraíso. Além disso, o público não aguenta mais ele se apresentar dia sim dia não como "Marcel que caiu do céu". Rima barata, sem apelo, e longe de ser um bordão atrativo.


Confira quatro reportagens especiais sobre O Outro Lado do Paraíso:

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De mocinha sem sexo a pacto com a morte: o fantástico mundo de Walcyr Carrasco
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