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A. MAIA

Atriz trans de Quanto Mais Vida, Melhor aposta na sensualidade como Morte na TV

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A Maia como Morte em Quanto Mais Vida, Melhor, na Globo

A Maia como Morte em Quanto Mais Vida, Melhor, na Globo; atriz trans aposta na sensualidade

ELBA KRISS

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 25/11/2021 - 19h35

Marcella Maia, mais conhecida como A. Maia, aposta na sensualidade para interpretar a Morte de Quanto Mais Vida, Melhor!, na Globo. A atriz trans de 30 anos é estreante nas novelas e um dos destaques do folhetim de Mauro Wilson. Sempre nua em cena, ela não assustou ninguém com suas aparições nos primeiros capítulos. Pelo contrário, só atraiu olhares.

"A Morte da novela é uma personagem dócil até. Sensual e que não dá medo nenhum. Ela está mais para anjo do que para qualquer coisa sombria. Isso foi pensado com muito cuidado. Por ser uma comédia romântica, ela aparece de forma leve", analisa a intérprete em entrevista para o Notícias da TV.

Na novela das sete, a Morte ronda os protagonistas interpretados por Giovanna Antonelli (Paula), Vladimir Brichta (Neném), Mateus Solano (Guilherme) e Valentina Herszage (Flávia). Os quatro sofreram um acidente aéreo e ficaram frente a frente com a entidade do Além em uma experiência sobrenatural.

Foi a Morte quem os avisou que, dentro de um ano, um deles fará a "passagem" de forma definitiva. Agora, em uma corrida contra o tempo, eles começam a tentar resolver tudo em suas vidas com urgência. No decorrer do enredo, será a personagem de A. Maia quem terá a missão de corrigi-los e direcioná-los ao caminho mais sensato.

Até o momento, a personagem da artista fez aparições de forma sedutora --uma imagem bem distante do ser sombrio com uma foice em punho. "Acredito que a audiência irá sempre esperar para ver quando a Morte aparece. Porque ela é envolvente e bela. A trama a traz de forma muito leve", considera a atriz.

"Ela aparecerá para lembrar os personagens que tiveram uma segunda chance, que eles precisam viver. Precisam fazer valer, aproveitar o tempo que lhes resta de vida e melhorar o que precisa ser melhorado. Então, volta e meia, durante toda a história, a Morte aparecerá como uma divindade à espreita dos personagens", adianta.

reprodução/tv globo

Giovanna Antonelli (Paula) e A. Maia (Morte)

Giovanna Antonelli (Paula) e A. Maia (Morte)

Nua em cena

Em sua primeira novela, A. Maia foi escolhida a dedo pela Globo. A também cantora já fez participação no filme Mulher-Maravilha (2017) e atuou na peça Roda Viva (2018), de autoria de Chico Buarque e direção de Zé Celso Martinez Correa. Ela disputou o papel atual em uma série testes --a personagem foi cogitada para ser vivida até por Fernanda Montenegro.

Por esses motivos, os dias que antecederam a estreia na televisão foram de puro entusiasmo para a intérprete. Soma-se a isso o fato de que a Morte na Globo ganhou tratamento técnico diferenciado. Ela surge em cena sempre nua. Por isso, cobrir suas partes íntimas exige uma pós-produção a mais.

"Existem muitas cenas dela com bastante efeito especial. Ficaram lindas e grandiosas. Foi um trabalho incrível feito por toda a produção, elenco e todo mundo que trabalhou para a produção acontecer. Então, ver o resultado pronto na tela é maravilhoso", comemora.

"Essa Morte é diferente (risos). Eu me inspirei em uma série de coisas. Desde outras culturas, que lidam com a morte como um rito de passagem e celebração --como a cultura mexicana-- até personagens da Disney, como a Malévola", acrescenta.

A trama da Globo marca a carreira de A. Maia com um outro fato especial. A produção traz outras duas atrizes transexuais em seu elenco. Além dela, Carol Marra e Nany People atuam na história como mulheres cisgênero --ou seja, cuja identidade de gênero corresponde ao sexo de nascimento.

"Ter esse espaço --sem que a questão de gênero seja o foco principal --é importante e fundamental para uma sociedade mais inclusiva. Somos pessoas com talentos, sonhos, habilidades, e isso está além do gênero. A novela trazer isso sem questionar é o que deveria acontecer em todos os âmbitos da vida. Então, é um grande passo. Sobre a minha personagem, como ela é uma entidade, acaba quase não tendo gênero", explica.

Em recentes entrevistas, a atriz revelou ter tido um passado muito sofrido, com abusos, rejeição e até tráfico sexual. Em setembro, ela se viu em mais um episódio triste: foi vítima de transfobia sendo agredida por um homem na rua. Ela não se calou. Fez a denúncia nas redes sociais e registrou um boletim de ocorrência.

Às autoridades, ela narrou os momentos de pânico que viveu: "Fui abordada por um desconhecido, e esse cara começou a me agredir, puxou meu cabelo, me enforcou e tentava arrancar meu seio, gritando que eu não era de Deus".

Dois meses após a violência sofrida, A. Maia diz que o caso segue sob investigação. "Na época, soube que a polícia localizou e abordou os agressores. Fiquei assustada quando soube, pois achei que depois disso, pudesse ser perseguida também. Hoje sei que o caso foi encaminhado ao Ministério Público", finaliza.

Veja cenas de A Maia como Morte em Quanto Mais Vida, Melhor:


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