Comercial cobiçado

Um segundo no Super Bowl vale R$ 766 mil; o que você faria com esse dinheiro?

Divulgação/Fiat

A atriz Paolla Oliveira na pele da influencer Vivi Guedes em um comercial do carro Fiat Toro

A atriz Paolla Oliveira na pele da influencer Vivi Guedes em um comercial do carro Fiat Toro

JOÃO DA PAZ - Publicado em 02/12/2019, às 05h19

Com R$ 766 mil no bolso, o que você faria? Empresas americanas toparam gastar isso por cada segundo dos intervalos comerciais do Super Bowl de 2020, o maior evento da TV americana, que será exibido por lá na rede Fox. Esse valor poderia ser investido na compra de oito Toros, carro da Fiat divulgado por Vivi Guedes.

Caso você queira montar uma frota sem usar o veículo da influencer vivida por Paolla Oliveira na novela A Dona do Pedaço, pode optar por 21 Renault Kwids 1.0 novinhos em folha, um dos automóveis populares mais baratos do mercado. Se a ideia é esnobar, é possível comprar uma Ferrari F430 F1 (usada, modelo 2007/2008) e ainda sobra um restinho para levar um Renault Sandero Zen 1.0 de troco.

Essas comparações servem para dar uma ideia da fortuna que marcas estão dispostas a desembolsarem. Por um mísero segundo de R$ 766 mil, daria para comprar ainda um apartamento de 46 m² no Itaim Bibi, o metro quadrado mais caro de São Paulo. Ou adquirir duas casas no Itaim Paulista, periferia paulistana no outro extremo da cidade: uma de 126 m² e outra de 75 m².

Divulgação/NFL

Tom Brady, marido de Gisele Bündchen, é agarrado por Aaron Donald no Super Bowl de 2019 


Venda recorde

Mesmo com um preço alto, US$ 5,6 milhões (R$ 23 milhões) por cada comercial de 30 segundos, a rede Fox vendeu todas as cotas do Super Bowl antes do previsto. A aguardada final da NFL (a liga de futebol americano) é um evento à parte, considerado a grande vitrine para marcas e produtos da TV americana.

É a primeira vez nos últimos cinco anos que uma rede dos Estados Unidos anuncia com tanta antecedência a venda completa dos comerciais de um Super Bowl --o desta temporada será realizado em 2 de fevereiro, em Miami, no Estado da Flórida. Nos últimos anos, as emissoras só fecharam todos os espaços publicitários bem perto da data do evento.

A procura pelas propagandas é um mar de boas notícias para todos os envolvidos. Primeiro para a Fox, que reformulou toda a grade de programação após a venda do seu estúdio de TV para a Disney --a nova Fox está com um foco maior em realities, game shows e competições esportivas. A NFL é popular na Fox, que exibe jogos nas noites de quinta e nas tardes de domingo, durante a temporada regular.

Para a NFL, organizadora do Super Bowl, o sucesso na venda dos comerciais é uma afirmação de que o mercado vê a liga com bons olhos, depois de uma ameaça de boicote de fãs e empresas por causa de polêmicas envolvendo um suposto esquema contra o jogador Colin Kaepernick, que usou jogos da NFL para refutar a violência policial no trato com jovens negros, movimento aderido por Hollywood.

A NFL continua gerando para as redes americanas as maiores audiências da TV, em uma era na qual as séries perdem público. É consenso que o esporte atrai mais pessoas por ser um evento ao vivo, que perde a graça se for visto depois (o que não é o caso das atrações roteirizadas). Essa urgência chama a atenção das empresas, que por sua vez têm interesse nesse público fiel.

Comerciais extras

Em entrevista para o site Variety, o executivo Seth Winter, vice-presidente do departamento comercial esportivo da Fox, disse que o grande número de empresas atrás de um espaço no Super Bowl fez algumas delas ficarem de fora.

Foram excluídas aquelas companhias que não estavam 100% prontas para produzir a publicidade ou as que tinham equipes criativas indecisas sobre o que fazer no comercial. Assim, a Fox vai abrir espaço nobre para essas empresas no pré e pós-jogo, que também têm boa audiência. O preço de cada 30 segundos nesses espaços menos nobres sairá entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões (R$ 12,72 milhões).

A parceria que a NFL faz com as redes americanas que exibem os jogos durante a temporada regular (CBS, Fox e NBC) deixa o Super Bowl exclusivo para uma delas a cada ano, em um tipo de rodízio.

Em 2019, quem transmitiu o jogo foi a CBS, que vendeu o espaço mais visado para propagandas por US$ 5,3 milhões (R$ 22 milhões). A partida entre New England Patriots e Los Angeles Rams foi vista por 98 milhões de americanos. Em 2021, quem exibirá o Super Bowl é a CBS novamente; em 2022, será a vez da NBC.

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