Negócio bilionário

Governo norte-americano aprova venda da Fox para a Disney por R$ 275 bilhões

Divulgação/Disney

Os executivos Bob Iger (Disney) e Rupert Murdoch (21st Century Fox) juntos em imagem do ano passado - Divulgação/Disney

Os executivos Bob Iger (Disney) e Rupert Murdoch (21st Century Fox) juntos em imagem do ano passado

REDAÇÃO - Publicado em 27/06/2018, às 14h13

O Departamento de Justiça norte-americano aprovou a venda de grande parte do grupo 21st Century Fox para a Disney. De acordo com o jornal The New York Times, o anúncio oficial dessa decisão será feito na tarde desta quarta (27). A notícia é um balde de água fria na Comcast, operadora de TV paga que tentou bater de frente com a Disney.

Há uma semana, a empresa do Mickey precisou elevar sua proposta para comprar a Fox devido à interferência do novo interessado. A oferta cresceu 36% e chegou a US$ 71,3 bilhões (R$ 275 bilhões). O valor envolve dinheiro vivo e compra de ações.

A Comcast entrou no jogo dias antes, se propondo a pagar US$ 65 bilhões (R$ 250 bilhões) por tudo aquilo em que a Disney está interessada: estúdios de televisão e cinema, canais de TV paga (como FX e National Geographic), 22 emissoras esportivas locais e cerca de 300 canais internacionais.

Há apenas uma condição para que o Departamento de Justiça bata definitivamente o martelo no negócio Disney-Fox. Como a dona do Mickey Mouse já tem sob seu guarda-chuva a ESPN, ela teria de se livrar de algumas dessas emissoras esportivas locais, que geram US$ 2 bilhões (R$ 7,7 bilhões) de lucro anualmente para a Fox. 

Segundo o chefe da divisão de antitruste do Departamento de Justiça, Makan Delrahim, a imposição acontece para "preservar a livre competição de regiões onde Disney e Fox competem no mercado da TV a cabo e via satélite".

Chegou primeiro
A Disney se interessou por alguns setores da 21s Century Fox após o presidente do conglomerado, Rupert Murdoch, mostrar interesse em focar as atividades do seu grupo em notícias e esportes.

Em dezembro, Murdoch anunciou junto com Bob Iger, presidente e diretor-executivo da Disney, um acordo na casa dos US$ 52 bilhões (R$ 200 bilhões). Na ocasião, o negócio era dado como certo, na espera apenas da aprovação dos órgãos reguladores norte-americanos.

Mas a Comcast entrou no jogo e apimentou a transação. Mostrou disposição para comprar a Fox somente com dinheiro vivo, mais interessante financeiramente do que as ações oferecidas pela Disney. Acabou valorizando ainda mais a empresa.

Porém, mesmo após a entrada da Comcast, Murdoch não mostrou dúvidas de que a melhor compradora é mesmo a Disney. Caso a Fox opte pela Comcast, o grupo terá de pagar US$ 1,1 bilhão (R$ 4,25 bilhões) de "multa" para a Disney, com quem havia concordado em fechar o negócio inicialmente.

No final das contas, a nova Fox (ou o que sobrou dela) ficará apenas com a rede de TV aberta, enxuta, sem séries e povoada por esportes, realities e game shows, além de seus dois canais esportivos nacionais (Fox Sports) e o de notícias (Fox News), líder de audiência na TV paga.

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