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MENOS TRANSPARÊNCIA

Anatel faz 'mágica' para inflar número de clientes da TV paga e maquiar crise

DIVULGAÇÃO

Imagem de um homem de costas para a câmera enquanto assiste televisão em uma sala

Com menos força por causa do streaming, a TV por assinatura registrou aumento de clientes em 2021

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 22/11/2021 - 7h00
Atualizado em 22/11/2021 - 13h49

Após perder mais de 960 mil assinantes no primeiro semestre, a TV paga, como num passe de mágica, registrou um crescimento no número de clientes em julho e deu um salto de 13.910.149 para 16.375.851 de um mês para o outro. O aumento na base, no entanto, não aconteceu por uma mudança drástica nos rumos da crise que tem afetado o setor nos últimos anos, mas sim por um artifício na divulgação dos dados oficiais da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

A manipulação não chega a ser ilegal, mas não é adequado pela falta de transparência. A transformação aconteceu por um novo entendimento do Conselho Diretor da Anatel sobre o que se enquadra como TV por assinatura no Brasil. Em janeiro de 2019, a pedido da Sky, a agência reconheceu que usuários de serviços que não pagam mensalidade também são clientes das operadoras de televisão.

Ou seja, pessoas que arcam com a instalação de um kit com antena e do decodificador, mas que usam apenas os canais básicos e não são cobradas todo mês, passaram a ser consideradas consumidoras da TV por assinatura.

O novo entendimento passou a valer em 2019, mas a integração com a base de assinantes disponibilizada no Painel de Dados da Anatel só aconteceu em julho. Desde então, a transparência do setor ficou comprometida, pois não é possível ter a dimensão total de quantas pessoas têm cancelado pacotes de TV paga para investir mais em serviços de streaming, por exemplo.

Número de clientes em queda

Pela metodologia anterior, era possível saber que, entre maio de 2020 e maio de 2021, a TV paga no Brasil tinha perdido 1,2 milhão assinantes. Foi a primeira vez desde abril de 2012 que o setor registrou uma base com menos de 14 milhões de clientes --na época, o mercado ainda estava em movimento de franca ascensão.

O auge da TV paga no Brasil foi em novembro de 2014, quando as empresas do setor contavam com 19.842.737 clientes --em menos de sete anos, praticamente um terço dos assinantes rompeu seus contratos.

Crescimento artificial

Os dados mais recentes, divulgados pela Anatel na última semana, são de setembro. Por conta da inclusão dos serviços que não exigem mensalidade, o setor da TV por assinatura registrou 16.839.034 clientes. Ao considerar o que é apenas TV a cabo, é possível identificar uma queda: de 5,7 milhões em agosto para 5,63 milhões em setembro.

Já os receptores com sinal via satélite foram os principais responsáveis pelo aumento após a mudança na divulgação dos dados --em junho, eram "apenas" 6,78 milhões de contratos, contra 9,86 milhões em setembro.

Nos últimos meses, o Notícias da TV cobrou explicações da Agência Nacional de Telecomunicações diversas vezes sobre essa inflação dos números, mas não obteve resposta.

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