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Acusada de racismo, WarnerMedia lança programa de diversidade

Divulgação/Warner Bros.

Ray Fisher em cena de Liga da Justiça de Zack Snyder

Astro de Liga da Justiça, Ray Fisher apontou atitudes racistas de executivos da WarnerMedia

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 6/7/2021 - 15h59

Depois de ser acusada por Ray Fisher, intérprete do herói Ciborgue, de acobertar racismo no set de Liga da Justiça (2017), a WarnerMedia anunciou nesta terça-feira (6) a criação de um programa de diversidade que busca desenvolver a carreira de executivos que se identificam como negros, latinos, asiáticos ou multirraciais.

Intitulado WarnerMedia Fellows, o programa terá duração de seis meses e permitirá a participação de executivos de vários níveis da companhia, de vice-presidentes a cargos menores. A primeira turma será formada por 95 inscritos, todos residentes nos Estados Unidos. Há a ideia de expandir para outros países no futuro.

Dentro do programa, os inscritos acompanharão aulas e palestras de diversos nomes importantes da indústria, como Jason Kiler, CEO da WarnerMedia; Pascal Desroches, CFO da AT&T; e Pam Lifford, presidente de marcas globais e franquias da Warner Bros.

Para auxiliar na criação do programa, a WarnerMedia terá a parceria da Management Leadership for Tomorrow, consultoria sem fins lucrativos que ajuda a desenvolver carreiras de executivos com cargos entre gerência e diretoria, e que fazem parte de minorias sociais.

Todos os 29 funcionários da WarnerMedia que vão participar da primeira turma do programa de diversidade foram selecionados pelos líderes de recursos humanos da companhia. Não foi divulgada a forma de seleção realizada internamente.

"Pesquisas mostram que as empresas precisam levar seu patrimônio [ou funcionários] em consideração, em vez de focar na igualdade de oportunidades, cotas e ajustes de curto prazo", disse MyKhanh Shelton, vice-presidente sênior de patrimônio e inclusão da WarnerMedia, em comunicado.

"A mudança duradoura que queremos impulsionar requer uma abordagem baseada em sistemas e coragem real de nossa liderança para ser assertiva no apoio a executivos negros em sua trajetória de carreira", completou Shelton.

Em 2020, a Warner fez uma investigação interna para apurar casos de racismo na empresa depois das denúncias feitas por Fisher. Ele chegou a dizer que executivos do estúdio "não servem para liderar" e os acusou de promover ambiente tóxico no trabalho.

Apesar da investigação e do anúncio do programa de diversidade, a WarnerMedia manteve Walter Hamada, um dos acusados de racismo por Fisher, no cargo máximo da divisão de filmes da DC da Warner Bros. Joss Whedon, diretor de Liga da Justiça e principal alvo das reclamações do ator, foi afastado do desenvolvimento de The Nevers, série da HBO, e da direção do vindouro filme da Batgirl.


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