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LANÇAMENTO DA NETFLIX

Mistura de Pânico com Stranger Things, Rua do Medo é terror para fazer rir

Divulgação/Netflix

Julia Rehwald, Fred Henchinger e Kiana Madeira cavam buraco em cena de Rua do Medo: 1994 - Parte 1

Julia Rehwald, Fred Henchinger e Kiana Madeira em cena de Rua do Medo: 1994 - Parte 1

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 3/7/2021 - 6h25

Principal estreia da semana na Netflix, Rua do Medo: 1994 - Parte 1 dá o pontapé na trilogia inspirada nos livros do mestre do horror na literatura R.L. Stine --mesmo autor das histórias de Goosebumps (1995-1998). Com uma trama que mistura elementos da franquia Pânico e Stranger Things, o longa decepciona com um terror para fazer rir.

Uma das obras de horror mais aclamadas nas últimas décadas, a franquia Pânico já serviu de inspiração para muitas outras. Filmes com serial killers caçando jovens por cidades pequenas dos Estados Unidos não são novidade, e o artifício que Rua do Medo usa para se distanciar dos outros é o toque sobrenatural, vistos em séries como Stranger Things e Supernatural (2005-2020).

O longa não é uma adaptação de nenhum romance específico escrito por Stine. A diretora Leigh Janiak criou uma história inédita inspirada em alguns contos do autor. Em matéria de sustos, o filme fracassa, mas se o enfoque for mortes divertidas e decisões questionáveis, é possível agradar.

Em Rua do Medo, existe o tipo de construção de um mundo compartilhado e que vemos em filmes como os da Marvel: histórias que existem em um mesmo lugar, mas em momentos diferentes, e interligadas por um inimigo em comum e a maldição que ele traz.

Na trama da parte 1, um pequeno grupo de amigos investigam os segredos por trás de uma série de assassinatos sangrentos em sua cidade natal, Shadyside, no interior dos Estados Unidos. Desde 1666, inúmeras chacinas no local deixaram a cidade marcada como a Capital da Morte.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

O macabro assassino de Rua do Medo

Situado em 1994, o longa começa com uma nova chacina. Um jovem atendente de loja, aparentemente são, persegue e mata diversos colegas dentro de um shopping. Pouco tempo depois, o quarteto de amigos formado pelos adolescentes Deena (Kiana Madeira), seu irmão mais novo, Josh (Benjamin Flores Jr.) e os amigos traficantes de drogas Simon (Fred Hechinger) e Kate (Julia Rehwald) descobrem uma maldição do século 17 que pode ser a causa da história horrível da cidade.

De olho no rastro de sangue deixado pelo assassino, o quarteto acaba envolvido diretamente com a maldição quando Sam (Olivia Scott Welch), ex-namorada de Deena, começa a ser perseguida por entidades que a querem morta.

Para quem gosta de sangue, Rua do Medo é aposta certa. O filme exibe mortes e massacres que não passam despercebidos. No entanto, tudo que envolve os conflitos dos personagens torna a produção sem graça e pouco interessante.

Se o núcleo principal não funciona, a culpa é do exagero nos absurdos. Mesmo para um filme de Hollywood, as facilidades que o roteiro encontra para explicar a sobrevivência de seus protagonistas e o pouco interesse de outros ao verem adolescentes roubando ambulâncias e armas de policiais tornam a obra risível.

Rua do Medo: 1994 se parece muito com inúmeras franquias do estilo de Pânico, mas tenta (sem muito sucesso) ser original. O fato de ser uma trilogia anunciada desde o início ajuda a criar um interesse pelo continuidade --mesmo que seja apenas pelo prazer de acompanhar o que pode ficar pior. Se dependesse do primeiro filme para ter futuro, a resolução da maldição dificilmente seria vista.

Assista ao trailer de Rua do Medo: 1994 - Parte 1:


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