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GUIA PRÁTICO

Entenda as referências de A Babá: Rainha da Morte e fuja também de um culto satânico

FOTOS: REPRODUÇÃO/NETFLIX

O ator Judah Lewis com o rosto ensanguentado caracterizado como Cole em cena de A Babá: Rainha da Morte

Cole (Judah Lewis) usa seus conhecimentos em cinema para fugir dos vilões de A Babá: Rainha da Morte

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 17/9/2020 - 6h50

A Babá: Rainha da Morte (2020) não deixou o ranking dos dez filmes mais assistidos da Netflix desde que chegou ao serviço de streaming na última quinta (10). O filme não repete nem de longe o charme do primeiro longa-metragem da franquia, mas diverte os telespectadores com uma caça desenfreada às inúmeras referências a cultura pop --o protagonista Cole (Judah Lewis) usa várias delas com um guia escapar do culto satânico.

O sucessor de A Babá (2017) é mais uma releitura cinematográfica do poema Fausto: Uma Tragédia, publicado em dois volumes em 1808 e 1832 pelo escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). O estudante mais uma vez se vê cercado por seguidores do diabo, mas será salvo por um "grande amor".

Em linhas gerais, o clássico conta a história do sábio Fausto, que é objeto de uma aposta entre Deus e o demônio Mefistófelis. Durante a história, o coisa-ruim até consegue arrastar o papel-título para as trevas, mas ele alcança a sua salvação graças ao amor pela empregada Margarida.

O livro é citado no filme logo no início durante uma aula de Literatura, e suas figuras são aludidas a todo momento pelos personagens. Os mais atentos percebem que o protagonista, para escapar do sete-peles dessa vez, precisará de um grande amor, cujas principais apostas são Melanie (Emily Alyn Lind) e Phoebe (Jenna Ortega) --com direito a diversas reviravoltas.

Cole, no entanto, não é levado a sério em sua escola, muito menos por seus pais, que pretendem interná-lo em uma clínica psiquiátrica. Ninguém acredita que ele realmente enfrentou adoradores do capeta na produção de 2017 e, para escapar de hospício igual ao de Um Estranho no Ninho (1976), ele aceita participar de um festival estudantil à beira de uma lagoa.

Os primeiros 20 minutos do filme já deixam Quentin Tarantino com inveja pela quantidade de menções à cultura pop, a começar por uma jovem com o visual parecido com o de Mia Farrow em O bebê de Rosemary (1968). A hora seguinte ainda reserva citações a 127 Horas (2010), Donnie Darko (2001), O Silêncio dos Inocentes (1991) e até mesmo Bambi (1942). 

Judah Lewis, Bella Thorne e Jenna Ortega tiram sarro de 127 Horas (2010) no filme da Netflix 


Metalinguagem

Durante a festa, Cole volta a ser atormentado pelos seguidores de Satã. Um deles, inclusive, é um sósia de Gaten Matarazzo que, assim como o Dustin de Stranger Things, sofre de uma doença que faz com que ele não tenha uma parte do específica do corpo --em vez de dentes, o cabelo.

Nesse meio tempo, a obra apresenta uma salada de citações. Melanie dá as mãos a Cole em alusão à fuga destrambelhada das protagonistas de Thelma e Louise (1991), enquanto as formações rochosas em torno do lago remetem ao cultuado Paris, Texas (1984). O espelho d'água, inclusive, se chama Crystal Lake em referência ao clássico Sexta-Feira 13 (1980).

Na proa de um navio, o vilão Jimmy (Maximilian Acevedo) grita "eu sou o rei do mundo", assim como Leonardo DiCaprio em Titanic (1999). O primeiro assassinato é cometido com um gancho, o mesmo instrumento usado pelo assassino de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997).

O antagonista John (Andrew Bachelor) é uma metralhadora de pastiche. Ele dança U Can't Touch This (1990), de MC Hammer, e zoa os próprios filmes de terror ao dizer que Jordan Peele, o diretor de Corra! (2017), mudou a ordem das coisas, e agora negros não podem mais morrer primeiro --ele, de fato, dura mais que isso. 

Juan (Chris Wylde) é uma mistura de O Grande Lebowski (1999) com Máfia dos Tigres (2020)

Oscilando entre o papel de mocinha e vilã, Phoebe cita o metal mimético dos androides assassinos de Exterminador do Futuro (1984) e o herói Picard (Patrick Stewart) de Star Trek: A Nova Geração (1984-1994). Além disso, ela é dona de uma cabine sinistra que alude aos cenários de Evil Dead: A Morte do Demônio (1981) e A Casa na Colina (1999).

Phoebe também derrota um dos ocultistas com o salto de um sapato, assim como a bruxa de Elvira: A Rainha das Trevas (1988), e se engalfinha com Melanie em uma luta ao estilo dos jogos de Mortal Kombat. Sobra até para Joe Exotic, de Máfia dos Tigres (2020), que é zoado pela produção antes do final feliz. Ou quase isso.


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