A NOVA GERAÇÃO, 30 ANOS

Conheça a Star Trek que até a premiada Whoopi Goldberg implorou para fazer

Fotos: Divulgação/Paramount

Fã confessa de Star Trek, Whoopi Goldberg disse que topava até varrer chão para fazer série - Fotos: Divulgação/Paramount

Fã confessa de Star Trek, Whoopi Goldberg disse que topava até varrer chão para fazer série

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 28/09/2017, às 06h04

Há exatos 30 anos, em 28 de setembro de 1987, estreava Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (1987-1994). Quase duas décadas depois do fim da Star Trek original (1966-1969), a produção mostrava uma nova tripulação da nave Enterprise em aventuras inéditas. O sucesso foi tão grande que até a premiada Whoopi Goldberg implorou para ter um papel.

Fã declarada da versão original de Jornada nas Estrelas, Whoopi contou que sua adolescência ficou marcada depois que ela viu na televisão uma mulher negra como uma personagem de destaque. Era a tenente Uhura (Nichelle Nichols), que ocupava uma posição rara para a programação norte-americana da década de 1960.

Quando soube que A Nova Geração seria produzida, Whoopi pediu aos produtores para interpretar a médica da Enterprise, mas os chefões acharam que ela não seria apropriada para o papel. Fanática, a atriz disse que toparia qualquer personagem, mesmo que fosse para varrer o chão da nave. Ganhou a barwoman Guinan, uma alienígena que servia drinques e dava conselhos para a tripulação.

Whoopi apareceu em 29 episódios, entre a segunda e a sexta temporada. Nem mesmo o Oscar de melhor atriz coadjuvante que levou por Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990) a fez desistir de realizar seu sonho e "viajar" com a Enterprise.

Confira outras cinco curiosidades de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração:

Patrick Stewart (à esq.) e Jonathan Frakes em cena de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração

Quebrou barreiras com indicação ao Emmy
A Nova Geração fez história ao se tornar a única série sem emissora a ser indicada ao Emmy de melhor drama. Nos Estados Unidos, ela era exibida em syndication, esquema no qual canais locais e afiliadas das grandes emissoras compram programas para exibir em horários próprios, sem relação com a grade da rede.

Era o mesmo modelo de transmissão usado por Baywatch (1989-2001), Xena: A Princesa Guerreira (1995-2001) e O Mundo Perdido (1999-2002). Apesar do sucesso de todas, nenhuma delas conseguiu repetir o feito de Star Trek de obter uma indicação à categoria mais importante do Oscar da TV.

Tanta repercussão com público e crítica fez A Nova Geração ser a mais duradoura da franquia: foram 178 episódios em sete temporadas, que renderam 19 estatuetas em categorias técnicas do Emmy. O último episódio foi visto por 31 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e a produção só foi cancelada porque a Paramount, dona dos direitos da franquia, pretendia usar o elenco em filmes da Enterprise.

Wil Wheaton tinha apenas 17 anos quando estreou na série, mas foi rejeitado pelos fãs

Odiado por Sheldon (e pelos fãs)
Os fãs de The Big Bang Theory conhecem Wil Wheaton como o inimigo número um de Sheldon Cooper (Jim Parsons). O cientista odeia o ator porque, anos atrás, ele viajou dez horas de ônibus até uma convenção para conhecer o ídolo e Wheaton simplesmente não deu as caras.

Ser alvo do ódio dos fãs não é novidade para o ator: durante A Nova Geração, seu personagem não foi aceito. O jovem prodígio Wesley Crusher tinha sido criado para atrair o público infantojuvenil à franquia, mas foi rejeitado e teve sua participação reduzida ao longo dos episódios, até sair do elenco fixo após a quarta temporada.

Wheaton, porém, nunca se intimidou com as críticas e até batalhou para receber um aumento no salário por causa do sucesso da série. Os produtores disseram que, ao invés de pagar mais para o ator, poderiam promover seu personagem a tenente. "E eu digo o que para o proprietário do meu apartamento? Não posso pagar o aluguel, mas virei tenente?", reclamou ele.

Falta de cabelos de Patrick Stewart virou motivo de briga na escalação do elenco da série

Careca da discórdia
Quando o elenco da série foi oficialmente anunciado, alguns jornais da época se referiram ao protagonista Patrick Stewart como "um desconhecido ator shakespeariano da Inglaterra". A frase virou piada entre os atores. Brent Spiner, intérprete do androide Data, até fez um pôster para a porta do camarim de Stewart com a mensagem "Cuidado: desconhecido ator shakespeariano da Inglaterra!".

A escalação também precisou superar a desconfiança do criador, Gene Roddenberry, que imaginava um intérprete com muito cabelo para viver o capitão Jean-Luc Picard. Stewart chegou a usar uma peruca para o primeiro encontro com executivos da Paramount. Os poderosos aprovaram o ator, mas fizeram uma ressalva: que ele nunca mais colocasse "aquela peruca ridícula".

Depois de Star Trek, Patrick Stewart virou um nome mundialmente conhecido. Foi indicado a quatro prêmios Emmy, três Globos de Ouro e atuou como o professor Xavier nos filmes de X-Men e na minissérie Moby Dick (1998), além de dublar personagens nos desenhos American Dad, Os Simpsons e Uma Família da Pesada.

Michael Dorn passava duas horas por dia na maquiagem para se transformar no klingon Worf

Maquiagem demorada
O ator Michael Dorn, que interpretava o klingon Worf, passava cerca de duas horas todos os dias na cadeira de maquiagem para se transformar no alienígena. O aplique prostético que usava na testa, inclusive, foi roubado ao fim da primeira temporada e precisou ser reconstruído do zero para o segundo ano da produção.

O processo demorado não o incomodava: acostumado a interpretar personagens bonzinhos e bobos antes de Jornada nas Estrelas, Dorn valorizou a chance que ganhou de viver Worf, o esquentadinho chefe de segurança da Enterprise, que não levava desaforo para o alojamento.

Worf foi tão bem aceito pelos fãs que, com o fim de A Nova Geração, o klingon foi "transferido" para a série Deep Space Nine (1993-1999), atuando nas quatro temporadas finais da produção.

Os terroristas separatistas do episódio The High Ground: tema espinhoso para os britânicos

Sem conflito com irlandeses
Na terceira temporada, A Nova Geração exibiu um de seus episódios mais controversos: The High Ground (chamado no Brasil de Tudo Pela Causa) mostrava a tripulação da Enterprise lidando com terroristas separatistas de um planeta.

Além de criticado por sua abordagem nada sutil do tema, o capítulo foi censurado na Irlanda e a BBC britânica só o exibiu uma vez, quinze anos após sua transmissão. Tudo devido a um momento em que a tripulação comenta que a Irlanda e a Irlanda do Norte se unificaram em 2024 por causa de atos terroristas.

Na época da exibição, o grupo IRA (Exército Republicano Irlandês) realizava ataques com bombas e emboscadas frequentes no intuito de separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e anexá-la à vizinha Irlanda. Para evitar colocar lenha na fogueira, a RTÉ irlandesa e a BBC preferiram não exibir o capítulo.

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