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LÍDER QUILOMBOLA

Dia da Consciência Negra: Zumbi dos Palmares é homenageado em só um filme

REPRODUÇÃO/WIKIMEDIA COMMONS e EMBRAFILME

Montagem de fotos com o Zumbi dos Palmares, em retrato desenhado (à esquerda) e o ator Antônio Pompêo caracterizado como Zumbi dos Palmares no filme Quilombo

Zumbi dos Palmares em retrato desenhado (à esq.) e Antônio Pompêo como Zumbi no filme Quilombo

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 20/11/2020 - 6h59

O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20), serve como uma homenagem a Zumbi dos Palmares (1655-1695), que morreu lutando contra o colonialismo em 20 de novembro de 1965. Apesar do feriado ter como objetivo preservar a memória do líder quilombola, na dramaturgia somente um filme conta a história dele até hoje.

Zumbi dos Palmares foi o último líder do Quilombo dos Palmares e um dos mais relevantes historicamente. Ele ganhou respeito e admiração de seus compatriotas quilombolas devido às suas habilidades como guerreiro, como coragem, liderança e conhecimentos de estratégia militar. Boa parte de sua trajetória é contada no filme Quilombo (1984), de Cacá Diegues.

No longa, Zumbi é representado por Antônio Pompêo (1953-2016). Zezé Motta também está no elenco como a escrava Dandara, mulher e parceira do líder no combate ao regime escravocrata. Até hoje, a atriz disponibiliza a produção na íntegra em seu canal no YouTube.

Assim como na vida real, Zumbi guerreou pelo fim da escravidão no Brasil e ficou conhecido como um líder severo, que não admitia a dominação dos brancos sobre os negros e, portanto, acabou se tornando o maior símbolo pela liberdade do povo afrodescendente da história brasileira.

A coprodução entre Brasil e França dirigida por Cacá Diegues chegou a concorrer à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1984, mas não venceu. Entretanto, o filme conquistou prêmios nos festivais de cinema de Miami (Estados Unidos) e de Cartagena (Colômbia) no mesmo ano. 

Quase 40 anos após o lançamento de Quilombo, uma nova produção pretende contar mais um pouco da história do último líder dos Quilombos. O projeto é encabeçado por Lula de Oliveira, mas ainda não tem previsão de estreia. 

Mistura de documentário com ficção, o filme é narrado por personagens que surgem em suas respectivas histórias. O longa pretende abordar temas de discussão sobre o preconceito racial no Brasil e no mundo, relembrando a escravidão, falando do presente e debatendo o futuro.

Assista ao filme Quilombo: 

Quem foi Zumbi dos Palmares 

Zumbi era sobrinho do líder Ganga Zumba (1630-1678), o filho da princesa Aqualtune dos Jagas (ou imbangalas), um povo de tradições militares com ótimos guerreiros no Congo, na África. O líder nasceu no Quilombo dos Palmares, na Capitania de Pernambuco, região da Serra da Barriga. 

Zumbi foi aprisionado pela expedição de um colonizador e entregue aos cuidados de um padre em Porto Calvo quando ainda tinha cerca de seis anos de idade. Foi batizado com o nome Francisco e recebeu uma educação esmerada. Aprendeu português e latim, além do catecismo para ser batizado na fé católica.

Aos 10 anos, já era fluente em português e latim. Aos 15, fugiu e voltou para o Quilombo de Palmares. Alguns anos depois, em 1675, Zumbi ganhou notoriedade ao defender o quilombo do ataque das tropas portuguesas. Nesta batalha sangrenta, demonstrou suas habilidades de guerreiro.

Com 25 anos, Zumbi desafiou seu tio, e em 1680 assumiu o lugar de Ganga Zumba como líder de Palmares. Sua postura diante do governo colonial seguiu uma política de enfrentamento. 

Em 1695, no dia 20 de novembro, Zumbi foi traído por um de seus capitães, Antônio Soares, e morto aos 40 anos de idade pelo capitão Furtado de Mendonça. Após derrotar e matar Zumbi, o capitão foi premiado com cinquenta mil réis pelo monarca dom Pedro 2º de Portugal (1648-1706).

A cabeça do líder quilombola foi cortada, salgada e exposta em praça pública de modo a acabar com o mito da imortalidade de Zumbi dos Palmares. O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de Novembro, foi instituído oficialmente pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data é considerada um feriado em determinadas cidades do Brasil.


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