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ESTREIA DA NETFLIX

Astro de Stranger Things doma cavalos e fuma maconha em Alma de Cowboy

Divulgação/Netflix

Idris Elba e Caleb McLaughlin em cena de Alma de Cowboy

Idris Elba e Caleb McLaughlin em Alma de Cowboy, filme que estreou no catálogo da Netflix nesta sexta (2)

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 3/4/2021 - 6h45

Caleb McLaughlin, o Lucas de Stranger Things, fez a sua transição da adolescência para a vida adulta praticamente sob os olhos do público desde a estreia da série, em 2016, quando tinha 14 anos. Agora com 19, o astro teen prova que cresceu ao domar cavalos e fumar maconha em Alma de Cowboy (2021), filme que estreou nesta sexta (2) no serviço de streaming.

Diferentemente dos primeiras temporadas do fenômeno da Netflix, quando ainda tinha voz e expressões infantis de um jovem de sua idade, McLaughlin estrela o novo drama da plataforma já com barba e feições do homem que está se tornando. Para o fãs assíduos de Stranger Things, leva alguns minutos para se acostumar com a face atual do ator.

Em Alma de Cowboy, McLaughlin interpreta Cole, um garoto problema de Detroit que não consegue parar em nenhuma escola por conta de seu comportamento. Depois que ele é expulso mais uma vez após uma briga, sua mãe, Amahle (Liz Priestley), decide levá-lo à Filadélfia para passar o verão sob os cuidados de seu afastado pai, Harp (Idris Elba).

Na trama, o diretor Ricky Staub leva para as telas a história real dos domadores de cavalos negros do norte da Filadélfia, que há gerações cuidavam de estábulos na rua Fletcher, em um retrato pouco visto da sociedade norte-americana. Com personagens da vida real em papéis coadjuvantes no longa, a trama apresenta os caubóis do século 21 --ou como diz nome original do filme: caubóis de concreto.

A estrutura narrativa de Alma de Cowboy é familiar, apesar do cenário diferente. A história de Cole é uma clássica jornada de crescimento e aprendizado de um jovem que muda de um local no qual não se encaixa para outro onde aprende novos valores.

No caso de Cole, ele carrega o trauma da ausência do pai e age como se fosse o homem que pensa ser. Ele leva em seus ombros todo o peso do mundo, mas esquece que ainda é um garoto que tem muito a aprender. Por conta disso, acaba se envolvendo com influências pouco apreciadas por seus pais.

Na Filadélfia, Cole se surpreende com o estilo de vida do pai. Pouco adepto do estilo "paizão", Harp tem mais tato com os seus cavalos (ele mora com um dentro de casa) do que com o próprio filho. Firme e imponente, ele rejeita a amizade do jovem com Smush (Jharrel Jerome, de Olhos que Condenam), um tipo malandro que mora no bairro e tenta ganhar a vida tomando pontos de drogas do principal traficante da região.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Cole e Smush criam um forte laço

Um detalhe interessante de Alma de Cowboy é a correção histórica proposta por Staub, em sua primeira aventura na direção. Os populares filmes de faroeste dos Estados Unidos criaram a errônea imagem de que os antigos caubóis eram, em sua maioria, brancos.

Em um trecho do filme, os personagens, todos negros, reclamam que tiveram suas origens roubadas por Hollywood. Na verdade, os vaqueiros, como eram chamados no Brasil, eram majoritariamente latinos e afro-americanos livres da escravidão. Historiadores relatam que eles migraram para o oeste da América do Norte para reiniciarem suas vidas em ranchos e fazendas.

Conforme a trama avança, o roteiro coescrito por Staub vai se tornando cada vez mais previsível. A introdução de Cole no mundo do pai cria novos conflitos entre os dois, mas logo são resolvidos. O personagem de McLaughlin amadurece aos poucos e começa a enxergar com mais nitidez o que é certo e errado.

Apesar da presença de Idris Elba, é na evolução de Cole que Alma de Cowboy esconde a sua força. O astro de Stranger Things esbanja talento e evoca sensações como raiva, dor e vulnerabilidade, até chegar em seu clímax. Não há duvida de que o jovem pode ter futuro após o fim da série da Netflix.

Assista ao trailer legendado de Alma de Cowboy:


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