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MAYRA DIAS GOMES

Nos Estados Unidos, filha de Dias Gomes supera depressão no ringue de luta livre

Reprodução/Instagram

Com moletom da NWA e cabeço com mechas rosas, Mayra Dias Gomes segura a corda de um ringue de luta livre

Mayra Dias Gomes em ringue da National Wrestling Alliance, maior liga independente de luta livre do mundo

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 2/10/2021 - 6h35

Filha de Dias Gomes (1922-1999), um dos maiores autores de novela do Brasil, e da atriz Bernadeth Lyzio, Mayra Dias Gomes poderia facilmente ter seguido os passos dos pais. Mas a carioca de 33 anos se encontrou mesmo no universo da luta livre. Foi no ringue, inclusive, que ela encarou um de seus maiores adversários: a depressão.

Apesar de bem-sucedida como jornalista e escritora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos --ela mora em Hollywood desde os 21 anos--, Mayra não estava feliz. "Há três anos, eu estava passando por um momento pessoal bastante difícil, superdeprimida, e senti a vontade de transformar minha vida e me reinventar", conta ela ao Notícias da TV.

Antes disso, ela já havia feito um teste para um novo reality show da WWE, maior companhia de luta livre do mundo, que procurava garotas atléticas, mas sem experiência com wrestling --como o telecatch é chamado por lá. "Eu sempre tive grande interesse em artes marciais e fazia treinos de MMA e boxe, então resolvi tentar. Um mês depois, uma lista de finalistas vazou na imprensa, e meu nome estava nessa lista."

Eu não tinha experiência alguma e não cresci assistindo a wrestling, por não ser popular no Brasil, mas a notícia me fez pensar seriamente em me tornar lutadora. O programa acabou não acontecendo, mas algo acendeu dentro de mim.

No momento de depressão, Mayra ligou a televisão e acabou se deparando com um embate entre Charlotte Flair e Becky Lynch, duas das principais lutadoras da WWE. "Aí senti vontade de entrar em uma escola de wrestling. Foi como se eu tivesse sentido um chamado. De repente me convenci de que eu seria a pessoa mais feliz do mundo se eu lutasse profissionalmente", ressalta.

Decidida a recomeçar sua vida, ela se mudou para Las Vegas e se matriculou na Future Stars of Wrestling. Mayra passou seis meses na Cidade do Pecado, morando nos hotéis e cassinos que atraem centenas de milhares de turistas todos os anos, enquanto treinava golpes e movimentos no ringue. "Foi uma das coisas mais fisicamente difíceis que eu já fiz na vida."

Depois, ela foi chamada para fazer parte do elenco da NWA (National Wrestling Alliance), a maior liga independente de luta livre do mundo. O convite partiu de Billy Corgan, vocalista da banda Smashing Pumpkins e dono da companhia.

"Nós já nos conhecíamos do mundo da música, e eu já havia participado de um clipe do Smashing Pumpkins como atriz. O Billy viu que eu estava na escola de wrestling e perguntou se eu queria trabalhar com ele no NWA. Eu aceitei, e foi como tudo começou", lembra.

Na companhia, Mayra já foi acompanhante de um lutador, repórter de bastidores e comentarista das lutas. Atualmente é apresentadora do NWA Powerrr. "Eu estou feliz e confortável neste papel, apesar de ser um grande desafio, especialmente por ter um passado no jornalismo, mas entrar nos ringues ainda é uma possibilidade e um sonho do qual não desisti", adianta.

Cada vez mais mergulhada nesse universo, a brasileira vê com bons olhos a ascensão das mulheres no gênero --poucos anos atrás, as lutadoras entravam em ação com uma pegada mais sensual, com lutas de travesseiro e em piscinas de gel ou lama. O cenário mudou: em agosto, por exemplo, a NWA realizou um pay-per-view apenas com mulheres, o Empowerrr. 

"É maravilhoso e, em muitos momentos, emocionante. Eu entrei no wrestling porque estava assistindo a mulheres lutando na TV, e isso não só me tocou, mas me inspirou e mudou toda a minha vida. Fazer parte do NWA Empowerrr foi surreal e inesquecível. Foi o primeiro pay-per-view só de mulheres em 73 anos da companhia, e isso é gigante. Mulheres eram duvidadas e às vezes ridicularizadas no wrestling, e tiveram que lutar muito para conquistar espaço e respeito como atletas capazes", valoriza.

No ringue, mas sem abandonar a escrita

Apesar da dedicação à nova vida, Mayra Dias Gomes não deixou a escrita no passado. Ela só busca uma maneira de conciliar suas duas facetas. "Eu dediquei grande parte da minha vida ao jornalismo e à literatura, e isso sempre fará parte de mim. Eu sou escritora. Estou trabalhando em um novo livro e tenho alguns projetos no forno, mas não estou com pressa."

Inclusive, ela não descarta a possibilidade de aliar sua nova profissão à antiga e escrever algo sobre os bastidores de sua jornada na luta livre. "Com certeza tenho muitas histórias para contar depois de 12 anos em Hollywood, e agora trabalhando no wrestling profissional. Ideias surgem sempre, o que falta é tempo. Mas chegarei lá", resume.

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