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EX-BBB DENUNCIADO

Acusado de estupro, Felipe Prior comemora conclusão de inquérito sem indiciamento

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Felipe Prior em campanha publicitária para seu Instagram em 9 de julho de 2020

Felipe Prior em campanha publicitária no seu Instagram; ex-BBB denunciado por abuso por três mulheres

ERICK MATHEUS NERY e ELBA KRISS

Publicado em 5/8/2020 - 19h11

Felipe Prior, 28 anos, recebeu nesta quarta-feira (5) uma notícia positiva após o escândalo em que se via envolvido desde abril, quando três mulheres o denunciaram de estupro e tentativa de estupro. A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, de São Paulo, apurou o caso e concluiu o inquérito sem o indiciamento do arquiteto. Ao Notícias da TV, a Secretaria de Segurança Pública confirmou a conclusão.

"O referido inquérito foi concluído pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Capital e relatado, sem indiciamento, à Justiça na última terça-feira (4)", comunicou.

Em 3 de abril, em uma reportagem exclusiva da revista Marie Claire, três mulheres acusaram o ex-BBB de estupro e tentativa de estupro durante a realização do Interfau, jogos universitários do curso de Arquitetura e Urbanismo. Os casos teriam ocorrido em 2014, 2016 e 2018, respectivamente.

Agora, com esse primeiro desfecho, Prior e sua família têm um momento de alívio. "Sempre acreditamos na inocência dele. É uma boa notícia", aponta Carolina Pugliese, advogada do ex-brother, à reportagem.

Em comunicado oficial enviado por sua assessoria de imprensa, a defesa do agora influenciador digital diz acreditar na Justiça. Leia a íntegra:

"A advogada de Felipe Prior, Carolina Pugliese, destaca que a defesa sempre acreditou que a inocência de Felipe Prior iria se sobrepor a qualquer outra circunstância no curso das investigações:

'O trabalho criterioso e responsável da delegada, Dra. Maria Valéria Pereira Novaes, e sua equipe, permitiu que o acusado apresentasse as provas necessárias e imprescindíveis durante o inquérito policial. O que nós esperamos agora é que o caso seja encerrado para que a justiça se restabeleça e o Felipe Prior retome o curso normal de sua vida'. "

A reportagem teve acesso ao relatório final assinado pela delegada Maria Valéria, que depois de ouvir vítimas, testemunhas e o próprio acusado, chegou à conclusão celebrada pelo empresário.

"Esta autoridade policial signatária, deixa de indiciar Felipe Antoniazzi Prior nos crimes de estupro consumado ou estupro tentado, razão pela qual encaminho o presente relatório ao Judiciário para as providências relacionadas à prestação jurisdicional", afirmou ela.

"Diante de todo o conjunto fático-probatório, tomadas as medidas cabíveis ao feito e não se verificando, salvo melhor juízo, necessidade de outras diligências relevantes a comprovação do fato delituoso e de suas circunstâncias, dou por encerrado o persecutório penal", descreve no documento.

O jornalista Erlan Bastos, do Balanço Geral local do Ceará, deu mais detalhes das investigações da polícia em seu quadro A hora do Venenoso desta quarta-feira. "O caso agora segue para o Ministério Público e, logo em seguida, para o juiz para dar o desfecho", comunicou.

"A polícia havia pedido um prontuário para tentar atestar que o que a vítima [de estupro] havia relatado era fato. A vítima havia sido violentada por ele [Prior] e ficou sete dias com a fralda geriátrica. A perícia inicial desse prontuário indicou que não há como comprovar se houve de fato estupro, já que o corte que ela sofreu não perdura por sete dias, tampouco o sangramento ativo por sete dias", informou.

Veja vídeo do Balanço Geral CE sobre o caso de Felipe Prior:

O Notícias da TV entrou em contato com Maiara Machado e Juliana de Almeida, advogadas das supostas vítimas, que repudiaram a decisão, a classificaram como "crença em teorias da conspiração" e afirmaram que a opinião da delegacia não é determinante para dar continuidade ao processo.

"Nenhuma mulher se beneficia de denunciar um estupro. Esperamos que a injustiça deste relatório seja revertida nas próximas etapas", disseram as defensoras.

Leia abaixo a nota completa:

"A defesa das vítimas repudia as conclusões da polícia formuladas no relatório final, por entendermos que elas não refletem o conjunto de provas que confirma os relatos das mulheres. Nenhuma das testemunhas de defesa foi capaz de refutar diretamente esses relatos.

Somente uma crença infundada em teorias da conspiração explica o relato de quatro mulheres, confirmado por testemunhas, documentos e laudo pericial, ser desconsiderado apenas porque o agressor negou a prática dos crimes. Nenhuma mulher se beneficia de denunciar um estupro.

Como cabe ao Ministério Público decidir sobre a continuidade da apuração dos fatos, a opinião da delegacia não é determinante para a continuidade do processo. Esperamos que a injustiça deste relatório seja invertida nas próximas etapas.

Esperamos ainda que essa posição lamentável da polícia não leve as milhares de mulheres que sofrem violência todos os dias a ter medo de denunciar o que sofreram."

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