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UM LUGAR AO SOL

Lara descobre que Christian está vivo: Como será o segundo luto da mocinha?

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Lara (Andréia Horta) chora em cena de Um Lugar ao Sol

Lara (Andréia Horta) chora em cena de Um Lugar ao Sol; mocinha viverá mais um baque com farsa

ODARA GALLO

odara@noticiasdatv.com

Publicado em 31/1/2022 - 6h40

Um dos momentos mais esperados da novela Um Lugar ao Sol será um segundo luto para a mocinha. Quando Lara (Andréia Horta) descobrir que Christian (Cauã Reymond) está vivo, ela precisará engolir que foi traída e enganada durante anos pelo seu grande amor. Se fosse na vida real, a cozinheira teria que buscar apoio psicológico para carregar toda essa bagagem de dor e decepção.

"Ela pode vivenciar novamente esse luto por causa de toda essa circunstância. Vai se questionar por que ele não compartilhou, [tem ainda] a questão da confiança, do que não foi vivido, esse luto pelo o que não foi vivido. Então ela pode sim viver tudo novamente", analisa Cristiane Assumpção, psicóloga especialista em luto.

De acordo com a especialista procurada pelo Notícias da TV para entender o drama da personagem, Lara ficar feliz em reencontrar Christian vivo é uma reação possível apenas na ficção.

O sofrimento da mocinha, afinal, acaba com o fim da farsa? "Acredito que, para dar audiência, sim! Tudo depende do que ele vai explicar, o que ele vai contar, quais foram as razões dele e eu acredito que explica, mas não justifica", opina a psicóloga.

Se fosse na vida real, Lara teria que aprender a lidar com um segundo luto para seguir adiante, e o romance precisaria de muito esforço do casal --e até ajuda profissional-- para dar certo.

"Com relação aos traumas, acredito que sempre é possível [lidar com isso], desde que a pessoa também queira e busque ajuda. Sozinho, muitas vezes, é difícil as pessoas conseguirem lidar com tantos desafios. Então não pode ter vergonha de buscar ajuda. E numa situação de mentiras, às vezes a realidade é difícil porque a pessoa se mantém, mas aí não confia no outro e permanece junto", explica Cristiane.

"Isso não é saudável para a pessoa, não é saudável para o outro. Eu acredito que ambos podem encontrar novas alegrias na vida. Agora, na novela sempre existem finais felizes ali, mas a realidade é bem distante da TV", alerta.

Processo de luto

De acordo com a especialista, existem muitos mitos em torno do luto. O primeiro dele é sobre as chamadas "fases" que a pessoa enlutada passaria antes de se recuperar da perda.

"Quando a gente fala em luto, normalmente a pessoa vai pensar em uma morte, mas tem outras perdas que fazem com que a pessoa possa vivenciar um luto. E a explicação que as pessoas colocam são os 'estágios', as 'fases'. Tem que deletar isso", relata.

Em abordagens mais atualizadas, existe o entendimento de que o processo vivido pela perda de alguém --ou mesmo pelo rompimento e outros traumas-- não tem períodos definidos. É mais sobre lidar com os sentimentos que surgem a cada gatilho do que sobre "superar" propriamente.

"O luto é um processo que oscila e tem seus altos e baixos. Não é linear, algo que vai acontecer na sequência. Às vezes a pessoa olha um porta-retrato e fica triste, ou em datas comemorativas em que costumava se reunir com alguém que já morreu, e a pessoa mergulha naquele fundo do poço de novo", complementa.

O trabalho psicológico, então, está baseado em preparar a pessoa para lidar com esses momentos que inevitavelmente vão surgir. É por isso que a profissional não acha adequado, no caso do luto, o verbo "superar".

"Não há como superar, acredito que só dá pra seguir. E seguir no sentido de que a pessoa vai integrar tudo o que tinha antes --a história, a experiência-- com o que ela tem agora. [A questão é:] O que a pessoa vai fazer a partir de agora? Como que ela vai reconstruir a sua vida?", analisa Cristiane Assumpção.


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