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EL CHAPO

Quando o crime compensa: Roteirista peruana lucra com série de traficante na TV

Divulgação/A&E

Marco De La O em cena como o traficante Joaquín Guzmán (de camisa cinza) na série El Chapo, do A&E

Marco De La O em cena como o traficante Joaquín Guzmán (de camisa cinza) na série El Chapo, do A&E

ELBA KRISS

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 22/8/2020 - 7h05

Contar a história de um dos maiores traficantes de drogas do mundo, o mexicano Joaquín Guzmán, na série El Chapo (2017-2018), transformou a vida da peruana Silvana Aguirre. A roteirista foi showrunner da produção, cuja segunda temporada é exibida pelo canal A&E, e saiu recompensada por trabalhar com o crime --claro, por outro viés.

El Chapo consagrou Silvana no mercado como showrunner, cargo mais importante de uma série, e a transformou na primeira mulher latinoamericana nessa posição. Quando a produção foi lançada, em 2017, era dela a palavra para explicar e divulgar o enredo, juntamente com o elenco estrelado.

Afinal, foram anos de pesquisa em investigações sobre o narcotraficante, que atualmente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos. O curioso é que quando ela foi convidada e aceitou o posto de showrunner, Silvana mal sabia a importância dessa função. Disse "sim" e tratou logo de pesquisar a palavra na internet.

"É verdade (risos). O cargo de showrunner nos Estados Unidos é muito conhecido. Agora, na América Latina começa a ser também. Isso já faz alguns anos e, quando me falaram, eu pelo menos, não tinha ideia do que fazia um showrunner (risos). Eu disse 'ok', fui pesquisar e: 'Uau'. Fiquei fascinada com a experiência", diverte-se.

Silvana foi seduzida pela história do bandido fujão --ele já escapou de uma penitenciária em um cesto de roupas sujas. Técnica, ela trabalhou com um time de jornalistas que a ajudaram a criar o enredo da produção e levantar fatos curiosos sobre Guzmán, que promoveu derramamento de sangue quando esteve no poder.

Silvana Aguirre: showrunner da série El Chapo, no A&E

Ela frisa que o criminoso é real, mas sua narrativa na TV é ficção. "Nós nos baseamos nas investigações dos jornalistas, que levaram muitos anos atrás dessa história. Estou falando de investigações de 15 a 20 anos. Isso foi a nossa base."

"Eles, por sua vez, nos deram acesso a outros jornalistas ou, às vezes, a vítimas e pessoas que viveram experiências desse mundo", detalha a executiva ao Notícias da TV.

"Era importante escutar pontos de vista de pessoas que tiveram contato com essa vida [a do crime]. Mas insisto muito que não é um documentário, é a ficção sobre essas experiências", aponta. 

O criminoso deles

O ator Marco de la O, que interpreta Guzmán na série, declarou que encontrou pouco material para compor o criminoso. Só há gravações de suas capturas. Portanto, não se sabia como falava, gesticulava ou características mais específicas para poder ser retratado. O perfil do bandido, então, é uma obra do artista, o que o deixa orgulhoso.

Silvana tem o mesmo brio ao falar de sua criação. No entanto, após anos debruçada na história de El Chapo, ela diz que não tem vontade de conhecer cara a cara o homem que expôs mundialmente na televisão.

"Eu não sou jornalista, meu âmbito de movimento não é a realidade. Eu trabalho com ficção. Então, prefiro me manter na ficção (risos), onde reinterpreto a realidade e não tenho contato direto com essa realidade", pondera.

Silvana é formada em Audiovisual pela Universidade de Lima, no Peru, e estudou na National Film and Television School, em Londres, universidade britânica de cinema e televisão. Também é uma das fundadoras da produtora The Immigrant, com base em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ser uma mulher em um cargo de poder, mandar e desmandar na produção e na direção, além de ter a autonomia para interferir nas decisões que conduzem uma série foram coisas que a showrunner tirou de letra.

"Creio que devo agradecer a minha mãe (risos), que me ensinou desde muito pequena que não tinha por que tolerar coisas que não me faziam sentir bem. Para mim, sempre foi muito natural falar quando algo não me agradava. Agora, quanto mais mulheres possam desenvolver e expandir seus talentos, melhor", considera.

Ser uma latina de destaque no mundo do entretenimento é outro ponto a ser valorizado. "Seria inocente e talvez um pouco ingênuo dizer que não é uma conquista. Claro que é! Sempre que você é minoria, é uma conquista", finaliza. A segunda temporada de El Chapo é exibida às terças-feiras, às 22h, no canal A&E.

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