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RAFAEL COLOMBO

'Precisava de uma chacoalhada', diz jornalista que trocou Band por CNN após 21 anos

REPRODUÇÃO/CNN BRASIL

Rafael Colombo com a boca semiaberta, gesticulando com a mão, na CNN Brasil

Rafael Colombo na bancada do CNN Novo Dia; apresentador mudou de programa após 15 dias de sua estreia

GABRIEL PERLINE

Publicado em 23/6/2020 - 5h30

Trocar uma das principais emissoras abertas por um canal segmentado da TV a cabo pode soar como um passo ousado, mas Rafael Colombo viu a oportunidade de ir para a CNN Brasil como a realização de um sonho. Substituto de Reinaldo Gottino, ele estava há 21 anos na Band, onde conquistou os principais postos dentro do Jornalismo. "Precisava dar uma chacoalhada na minha vida", disse ao Notícias da TV.

"Vou completar 42 anos, e trabalhei por 21 anos na Band. É mais que 50% da minha vida. Não tenho um 'a' pra falar da Band. Recebi todas as oportunidades que uma empresa pode oferecer a um funcionário. Entrei como estagiário e me tornei apresentador. Não houve uma questão, um problema. Saí pela vontade de encarar uma nova Redação. Tinha o desejo pessoal de encarar um desafio profissional maior", comentou.

E a tal da chacoalhada não para. Em 15 dias de casa nova, Colombo teve que atender a um pedido da chefia e interrompeu o bom entrosamento que vinha construindo com Daniela Lima no vespertino CNN 360º --noticiário de maior audiência do canal-- para abrir a programação no CNN Novo Dia.

"Fiquei sabendo na sexta-feira (19). Essa possibilidade [de mudança de telejornal] já tinha surgido antes da minha estreia. Antes, eu chegava na CNN ao meio-dia. Agora, entre 4h30 e 4h45. A dificuldade é tentar dormir mais cedo e não poder assistir aos jogos do Corinthians durante a semana. Em compensação, fico mais tempo com minha filha durante a tarde", explicou.

Sua chegada evidenciou um erro estratégico da CNN Brasil. Por exigir que seus apresentadores vão além da leitura do teleprompter, e intermedeiem debates, façam entrevistas ao vivo, comentem os fatos e ainda tragam furos de reportagem, a faixa matinal estava desprovida de profissionais com este perfil.

Bastante familiarizado com o cenário político e econômico, Rafael Colombo não se intimidou com o ritmo frenético de um telejornal de três horas de duração --que raramente cumpre seu roteiro inicial por conta do volume de informações que se apresentam em tempo real--, e foi deslocado para formar dupla com Elisa Veeck, ocupando a cadeira que pertencia a Carol Nogueira. Assim, a CNN corrige o erro evidenciado em sua primeira semana de atividade.

"Isso para mim não é algo estranho. Cada profissional tem a sua historia, e a minha começou no rádio. Estou habituado a lidar com mudança de rumo e de foco. Na TV, o jornal costuma ser mais paginado, a mudança de rumo costuma ser mais lenta. Na CNN, você tem que chegar muito bem informado. Porque quando você chega ali na bancada, absolutamente tudo pode acontecer", disse.

"A gente abriu com a prisão do Fabrício Queiroz e, de repente, cai o Abraham Weintraub. E tem que continuar noticiando, sustentando a fala com bom conteúdo, contextualizando as coisas com profundidade. É um jogo muito gostoso de ser jogado. A gente tem um plano de voo, e ele pode mudar em questão de segundos."

Dos ares para o ar

Antes de ser jornalista, Rafael Colombo trabalhou na Varig, companhia aérea brasileira extinta em 2006. Quando mudou de profissão, seu objetivo era ser repórter esportivo. "Como 95% dos homens que estudam Jornalismo. Mas eu sou corintiano, e só via graça quando podia cobrir os jogos do Corinthians", comentou, aos risos.

Na Band, ele teve a oportunidade de construir seu nome. Ingressou como estagiário e foi promovido por diversas vezes. Foi repórter, chefe de reportagem, apresentador da BandNews, da rádio Bandeirantes e de programas de entrevistas da emissora. "Estava muito feliz lá, mas não pude recusar o convite da CNN. O canal já se consolidou e tem promovido mudanças óbvias e significativas no mercado", finalizou.

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