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Números do Ibope revelam que fim do Vídeo Show foi erro estratégico da Globo

Reprodução/TV Globo

Joaquim Lopes consola Sophia Abrahão na última edição do Vídeo Show, em 11 de janeiro - Reprodução/TV Globo

Joaquim Lopes consola Sophia Abrahão na última edição do Vídeo Show, em 11 de janeiro

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 03/05/2019, às 05h35

Quase quatro meses depois de a Globo acabar com o Vídeo Show, os números do Ibope mostram que a decisão foi um erro estratégico. O quadro A Hora da Venenosa, pedra no sapato do vespertino, continua levando a melhor sobre a Sessão da Tarde, deslocada para bater de frente com as fofocas de Fabíola Reipert na Record. Sem um novo produto para exibir, a Globo matou um programa de 35 anos a troco de quase nada.

Dados obtidos pelo Notícias da TV apontam que, nas médias mensais da Grande São Paulo, a Globo está na vice-liderança na faixa da Venenosa desde agosto do ano passado --são nove meses sem vencer. É a maior sequência de vitórias da Record na história, pois o recorde anterior era de seis meses em primeiro lugar.

Em comparação com o ano anterior, o quadro de fofocas tem crescido na audiência desde que parou de concorrer com o Vídeo Show: em janeiro, teve média de 9,9 pontos (contra 8,7 em 2018); em fevereiro, marcou 11,3 (ante 9,9); em março, 11,4 (9,7); e fechou abril com 10,2 (média igual a que atingiu no mesmo mês de 2018).

A Globo, por sua vez, tem ido na direção contrária: em abril de 2018, com o Vídeo Show, tinha registrado média de 10,4; neste ano, com os filmes da Sessão da Tarde, o índice no mesmo horário caiu para 9,5 pontos. Está ficando mais próxima do SBT, que marcou 7,5 na faixa durante o último mês.

Acabar com um Vídeo Show foi um erro ainda maior se considerada a época em que a decisão foi tomada --o programa chegou ao fim em 11 de janeiro, quatro dias antes do início do Big Brother Brasil 19.

Em suas edições anteriores, o reality show de confinamento mais visto do país rendeu combustível de sobra para o vespertino da Globo --que exibia flashes ao vivo da casa, fazia reportagens com os participantes eliminados e repercutia os acontecimentos que envolviam os confinados.

Sem o palco garantido do Vídeo Show, sobrou para Ana Maria Braga a missão de receber os eliminados para um café da manhã --e apenas para ela. Muito pouco para um programa que, mesmo em sua pior edição, ainda movimentou o público brasileiro e quebrou recordes mundiais de votação, com 202 milhões de votos no paredão que eliminou Elana Vanelária.

Se uma pequena parcela desse público respingasse na audiência do Vídeo Show no dia seguinte, já seria o suficiente para superar as fofocas da Venenosa e diminuir o vexame. Mas a Globo não quis esperar, e cortou o vespertino para mudar sua grade da tarde. Os resultados provam que o problema não era a atração de Joaquim Lopes e Sophia Abrahão --e sim a força da Record.

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