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NO JORNAL HOJE

Maju Coutinho defende lockdown e é atacada por apoiadores de Bolsonaro

REPRODUÇÃO/GLOBO

Maju Coutinho no Jornal Hoje, de vestido roxo

Maju Coutinho no Jornal Hoje; apresentadora foi atacada por apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 17/3/2021 - 17h17

Maria Júlia Coutinho foi atacada nas redes sociais por apoiadores de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (17), por defender medidas restritivas para conter o avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil. Ela deu apoio à implementação do lockdown na edição de terça-feira (16) do Jornal Hoje e  desde então se tornou alvo dos simpatizantes do presidente.

Após conversar com a repórter Andreia Sadi, a jornalista lembrou no telejornal da Globo que o Brasil tem registrado recordes diários no número de casos de Covid-19 e de mortes em decorrência da doença, e avaliou que, em sua opinião, não se pode reclamar das medidas mais rigorosas tomadas por Estados e municípios com o objetivo de frear a pandemia.

"As medidas restritivas de circulação estão se espalhando, e os especialistas são unânimes em dizer que essas são medidas indispensáveis agora para conter a disseminação do vírus. O choro é livre. Não dá para a gente reclamar. É isso que tem", opinou ela.

Hoje, Maju se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter, depois que usuários conservadores da rede social passaram a atacá-la. Na lógica destes seguidores, em sua grande maioria apoiadores de Jair Bolsonaro, ao dizer que o "choro é livre", a apresentadora foi desumana e não demonstrou empatia para com os trabalhadores que perderam empregos e passam por dificuldades financeiras diante da crise econômica no país, agravada pelas medidas de distanciamento social.

"Na guerra política, de narrativas, aqueles que tanto falam em nome da empatia parecem ter perdido os resquícios de empatia. É triste", afirmou o conservador Rodrigo Constatino, comentarista político da Jovem Pan e defensor ferrenho do presidente.

Nos últimos dias, cidades do interior de São Paulo como Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, e o Estado de Minas Gerais, além de Belém, capital do Pará, aderiram ao lockdown, liberando apenas setores essenciais, como alimentação e saúde. Até os mercados foram fechados e passaram a funcionar apenas por delivery.

As medidas extremas podem ser impopulares, mas, segundo os cientistas, elas são, junto com a vacinação em massa, essenciais para impedir uma tragédia ainda maior no país. De acordo com a Fiocruz, o Brasil vive o maior colapso hospitalar e sanitário já registrado na história.

Veja a fala de Maju Coutinho e as reações dos apoiadores de Bolsonaro:


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