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ENTREVISTA AO FANTÁSTICO

Gabigol nega que tenha se escondido em cassino clandestino: 'Saí de cabeça erguida'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Eric Faria e Gabigol em chamada de vídeo no Fantástico deste domingo (14)

Eric Faria conversou com Gabigol por chamada de vídeo no Fantástico deste domingo (14)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 14/3/2021 - 22h09

Gabriel Barbosa, o Gabigol, negou que tenha se escondido embaixo de uma mesa ao ser flagrado pela polícia em um cassino clandestino neste domingo (14). "Se eu tivesse escondido, eu não sairia como eu saí. Eu saí de cabeça erguida", afirmou o jogador. Em entrevista ao repórter Eric Faria no Fantástico, o atacante do Flamengo se desculpou e assumiu o erro.

O atleta foi encontrado pela Polícia Civil em evento com aglomeração em um cassino na Vila Olímpia, bairro nobre da zona sul de São Paulo durante a madrugada. Gabigol alegou que não sabia o que funcionava no local e disse que o objetivo era apenas jantar com os amigos.

"Fui convidado por amigos, realmente não sabia pra onde estava indo. Quando cheguei no local, a gente queria jantar. Como sabe, né, eu moro em Santos [litoral de São Paulo] e moro no Rio [de Janeiro]. Então, quando cheguei lá eu comi com meus amigos. E quando eu tava indo embora, [a polícia] acabou chegando", contou ele.

Questionado sobre a aglomeração que estava no estabelecimento, ele disse que "faltou sensibilidade". "Até por ser meu último dia de férias e estava feliz de estar com meus amigos, um momento que a gente quase não tem", justificou o atacante.

O jogador desrespeitou o decreto estadual que proíbe festas e aglomerações durante a pandemia da Covid-19. O Estado de São Paulo regrediu à fase vermelha da quarentena, a mais restritiva, desde o último dia 6 de março para tentar frear o avanço da doença. A região enfrenta a pior fase da pandemia, com superlotação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

"Não tenho costume de jogar [em cassino], a única coisa que eu jogo é videogame. Estava com meus amigos, fomos comer. Quando a gente estava indo embora, a polícia chegou mandando todo mundo ir para o chão", relatou Gabigol.

O jornalista comentou sobre a informação de que o atleta teria se escondido ao perceber a presença da polícia. "Se eu tivesse escondido, eu não sairia como eu saí. Eu saí de cabeça erguida como eles pediram, fui até a delegacia fazer o B.O. Quando eles pediram para ir ao chão, como sou qualquer pessoa, eu fui para o chão e fiz o que eles mandaram. Eles me encaminharam para uma sala e lá eles falaram comigo e como eu falei, eu peguei e ajudei no que foi preciso", disse o rapaz.

O atacante ainda pediu para os agentes da lei deixarem ele ir até a delegacia no próprio veículo. "Foi um pouco complicado, eu falei com eles que eu estava de carro no local e poderia ir até lá com o meu carro. Porque em todo momento eu cooperei, não quis criar briga ou fazer algo assim. Perguntei pra eles, eles disseram que não. Entrei no carro, fui até lá, fiz o B.O., depois meus amigos foram me buscar", contou.

Gabigol volta aos treinos no Flamengo na segunda (15), às 9h. O clube só vai se manifestar depois de tratar do caso internamente. No entanto, o vice-presidente jurídico do time Rodrigo Dunshee disse, em entrevista ao UOL, que o caso é um assunto pessoal do jogador e que ele não deverá ser punido.

"Eu fiz exame [da Covid-19] esses dias, tô fazendo quase todo dia, então com certeza eu não tô [com coronavírus]", alegou o jogador.

"Eu errei como várias pessoas erram. Faltou sensibilidade da minha parte. Peço desculpas porque eu errei, sim eu errei, à torcida do Flamengo, às crianças que gostam de mim, à população de São Paulo. Fica o aprendizado. Na pandemia não quebrei nenhuma regra, sempre respeitei, não tem porque fazer diferente isso aí", encerrou o atleta.

Caso de polícia

Gabigol teria maltratado os policiais que o conduziram à Delegacia de Crime Contra a Saúde Pública, em São Paulo. "Ele foi arrogante com os policiais. Ele pode ser o Gabigol ou quem for", declarou o delegado Osvaldo Nico Gonçalves em entrevista à rádio Bandeirantes nesta manhã.

O cassino de luxo funcionava em um local fechado, no quarto andar de um prédio na capital paulista. Muitos não usavam máscaras no meio da aglomeração. Essa não é a primeira vez que Gabigol participa de festas em plena crise sanitária. O funkeiro MC Gui também participou do evento.

Todas as 150 pessoas que estavam no estabelecimento foram encaminhadas para a Delegacia de Crime Contra a Saúde Pública, assinaram um termo circunstanciado, com o compromisso de prestar esclarecimentos depois, e foram liberadas em seguida.

De acordo com a Polícia Civil, o local ilegal foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), lacrado e interditado pela Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo. A operação foi feita por uma força-tarefa que contou com agentes da Vigilância Sanitária, Procon-SP, Corpo de Bombeiros e apoio das Polícias Militar, Civil e da Guarda Civil Metropolitana. O deputado federal Alexandre Frota, do PSDB, também participou da operação e registrou o momento em suas redes sociais.

A ocorrência foi registrada como infração de medida sanitária preventiva, e o caso será investigado na 1ª Divisão de Investigações sobre Infrações Contra a Saúde Pública (DIISP), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).


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