DANÇA DA XUXA

Finalista no Dancing, Amaral sofre para aprender passos: 'Não decoro nem tabuada'

Blad Meneghel/Record

Amaral e a parceira Bruna Bays dançaram foxtrote na quarta passada (28): coreografia difícil - Blad Meneghel/Record

Amaral e a parceira Bruna Bays dançaram foxtrote na quarta passada (28): coreografia difícil

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 04/12/2018, às 05h22

O ex-jogador de futebol Amaral superou outros dez competidores para chegar à final do Dancing Brasil, que a Record exibe nesta quarta (5). O bom desempenho no reality surpreende até a ele mesmo, já que o eterno volante tem dificuldades para memorizar os passos. "Decorar a coreografia é muito complicado, eu não decoro nem tabuada", admite.

Nascido Alexandre da Silva Mariano, o atleta brinca que sua memória, de fato, não é das melhores. "Até a senha do meu celular eu esqueço às vezes, então preciso ficar repetindo os passos. Outro dia, fui com minha namorada no restaurante e comecei a dançar lá. Se os passos saírem do meu cérebro, eu tô morto", diverte-se.

Bem-humorado, o atleta de 45 anos reconhece que não é o melhor dançarino da competição. "Sei que tem muita gente ali, até que já foi eliminada, que dança melhor do que eu, que tem técnica melhor. Porque técnica não era meu forte nem no futebol (risos). Mas no gramado, como na dança, acho que minha garra, minha disciplina e minha humildade estão fazendo a diferença", filosofa.

Chegar à final já é uma vitória para o ex-craque, um resultado bem diferente do que conseguiu em 2015, quando foi o primeiro eliminado da oitava temporada de A Fazenda. "Eu sou um cara muito guiado por Deus, e as portas que Ele abre para mim são ótimas. Estar aqui é um reconhecimento de tudo o que eu fiz na carreira", diz.

Além de Deus, o jogador credita seu bom desempenho à professora no Dancing, a dançarina Bruna Bays. "Ela tem um cuidado especial comigo. Se ela fazia uma coreografia que não encaixava, ela sugeria outro caminho. A Bruna tem muita paciência comigo, está sempre me tranquilizando. Porque eu já tive até apagão no ensaio, de esquecer tudo, de pensar em desistir. Não é fácil", confessa.

No programa de Xuxa, Amaral vai disputar o troféu com a cantora Lu Andrade e com os atores Pérola Faria e Allan Souza Lima. Como os colegas, ele colocou a saúde em risco para fazer bonito na competição. "Eu já tinha um problema no joelho, dois ligamentos cruzados, desgaste na cartilagem. Tive até que tomar uma injeção no joelho para dar uma lubrificada. É um gel que ajudou bastante", conta.

Mas Amaral também é um aluno dedicado. Ao longo da temporada do Dancing Brasil, evoluiu bastante. Na estreia, tirou nota 17 (de um total de 30) com o pasodoble. Sete semanas depois, conseguiu um 27 dançando jazz.

"Eu sou um cara muito aplicado. Teve uma semana que fui para a Alemanha na sexta, no domingo já estava de volta a São Paulo. E não tinha avião para me levar para o Rio de Janeiro, então fui de carro mesmo, para não atrasar o ensaio", lembra. "É um respeito ao trabalho da Bruna, né? Ela é como se fosse meu treinador."

Boleiros no ritmo
Amaral é o terceiro jogador de futebol a tentar a sorte no Dancing, e já pode se gabar de ter chegado mais longe que os outros: na primeira temporada, Richarlyson foi o quarto eliminado e, no ano seguinte, Milene Domingues foi até a semifinal.

Mais do que se dar bem na pista, o ex-craque tem se alegrado com o carinho de outros jogadores que acompanham seus passos. "Meus amigos da bola ficam mandando vídeos para mim, elogiando, desejando sorte. Eles não entendem nada de dança, mas comemoram comigo. Até o [zagueiro italiano Fabio] Cannavaro, que já foi o melhor jogador do mundo, ficou impressionado (risos)", conta.

A participação no reality também apresentou o craque a um novo público. "Acho que quem vê o Dancing Brasil é bem diferente de quem acompanha futebol. Porque o Dancing vai ao ar na hora do jogo. Então, quando eu saio na rua, as pessoas elogiam, veem que sou esforçado. Não tem gratidão maior do que receber o carinho do povo."

Independentemente do resultado de amanhã, ele já se considera um campeão. "Fiz coisas ali que nem eu acredito. Eu acertava no ensaio e ficava até com medo. É a mesma coisa que pegar a bola fora da área e acertar no ângulo do gol", compara. "Só que no Dancing você não pode acertar só uma vez, tem que acertar sempre, os passos, a postura... E não pode tropeçar e cair (risos)!"

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