Dia da Criança

De terror no palco a vovó que era homem: Sete bizarrices dos programas infantis

Reprodução/SBT

Vovó Mafalda, estrela do programa Sessão Desenho no Sítio da Vovó, era interpretada por um homem - Reprodução/SBT

Vovó Mafalda, estrela do programa Sessão Desenho no Sítio da Vovó, era interpretada por um homem

REDAÇÃO - Publicado em 12/10/2018, às 06h12

As crianças dos dias de hoje certamente terão de lidar com menos traumas e curiosidades absurdas derivados de conteúdos que veem nos programas infantis. Nos anos 1980 e 1990, várias atrações inovaram ou inventaram elementos que faziam pouco (ou nenhum) sentido, foram contra o politicamente correto e deixaram dúvidas na cabeça dos pequenos telespectadores. Eram tempos mais simples. Mais bizarros também.

Muitas crianças ficaram chocadas, por exemplo, ao descobrirem que a querida Vovó Mafalda era, na verdade, um homem assustadoramente travestido de senhora idosa. A personagem era interpretada pelo produtor Valentino Guzzo, no SBT.

Na mesma emissora, Sérgio Mallandro tocou o terror. Ele comandou o Oradukapeta, programa em que as crianças tinham a chance de abrir a Porta dos Desesperados. De lá, poderiam sair prêmios incríveis ou coisas horríveis, como monstros e um gorila que perseguia os participantes, aos prantos, pelo palco.

Relembre essas e outras bizarrices dos programas infantis:

reprodução/SBT

Mistura de palhaço com senhora idosa, a Vovó Mafalda não tinha uma imagem agradável

Quem era a Vovó Mafalda?
Muitas crianças dos anos 1980 e 1990 ficaram chocadas ao descobrirem que quem fazia a personagem Vovó Mafalda era um homem. Ela foi criada pelo SBT para atuar no programa do palhaço Bozo e era interpretada pelo produtor Valentino Guzzo, que mais tarde trabalhou com Ratinho.

Vovó Mafalda foi presença frequente no SBT nos anos 1980 e 1990. Além do Bozo, apareceu em atrações próprias, como Sessão Desenho, Sessão Desenho no Sítio da Vovó e Do Ré Mi com Vovó Mafalda.

reprodução/SBT

Sérgio Mallandro com participante do programa infantil do Oradukapeta, exibido pelo SBT

As piores surpresas
O quadro Porta dos Desesperados, inspirado na Porta da Esperança de Silvio Santos, foi um clássico do Oradukapeta. Sem se importar com os traumas que poderia gerar, Sérgio Mallandro propunha que as crianças escolhessem uma porta no programa.

Ao abrirem, poderiam encontrar prêmios em brinquedos ou as mais terríveis criaturas, que saíam correndo atrás dos pequenos participantes no palco. Crianças foram perseguidas por múmias, gorilas e monstros. Mallandro dava ordens como "Grita!" e "Mergulha". Não era raro crianças se jogarem no chão e chorarem.

reprodução/tv Globo

No começo do Balão Mágico, Simony era a única que entendia o alienígena Fofão

O que era o Fofão?
Querido (ou assustador) para muitas crianças dos anos 1980, Fofão não era um bicho deste mundo. Criado por Orival Pessini, ele era um alienígena do planeta Fofolândia que caiu no universo do Balão Mágico.

No início, ele não falava português, só emitia sons que eram traduzidos por Simony. Mas o personagem fez tanto sucesso que ganhou mais espaço e teve até seu próprio programa, o TV Fofão, além de brinquedos licenciados.

reprodução/Manchete

Lucinha Lins e Cláudio Tovar, os apresentadores do Lupu Limpin Clapá Topô, da Manchete

O que significava Lupu Limpim Clapá Topô?
Em 1987, estreou um programa que tanto crianças quanto adultos tinham dificuldades para pronunciar: Lupu Limpim Clapá Topô, que seriam variações exóticas dos nomes dos apresentadores Lucinha Lins e Cláudio Tovar.

A atração não tinha plateia no início; era um teleteatro com exibições de desenhos animados nos intervalos das encenações. O destaque do Lupu Limpim Clapá Topô foi Lucinha Lins ensinando a língua do P, uma brincadeira que fez sucesso entre as crianças.

reprodução/tv Globo

Dengue (Roberto Berttin) e Praga (Armando Moraes) foram assistentes de palco de Xuxa

Os animadores de palco mais sem noção
Além de paquitas, marotos e clubetes, dois animadores de palco dos anos 1980 chamavam a atenção: Dengue (Roberto Berttin) e Praga (Armando Moraes). Os dois não faziam o menor sentido e não tinham nada a ver com o resto do cenário, mas estavam lá para empolgar a plateia e organizar as crianças no palco quando preciso.

Dengue usava a fantasia de um mosquito amarelo e vermelho, enquanto Praga era uma versão anã, verde e amarela de uma tartaruga. Armando Moraes morreu aos 38 anos, em 2003. Já Roberto Berttin hoje é empresário em Rondônia.

reprodução/SBT

A apresentadora Eliana fez muito sucesso em seus diálogos com Melocoton no Bom Dia & Cia

O que era o Melocoton?
Em espanhol, melocotón significa pêssego, mas a versão brasileira não tem nada a ver com isso. Sem um formato bem definido, ele era um fantoche com jeito de monstro que contracenava com Eliana no Bom Dia & Cia. Era interpretado por Edílson Oliveira, que também deu vida aos personagens Chiquinho e Ed Banana, e por Hélio Afonso, que morreu em 2009.

O monstrinho tinha fama de ser comilão, atrapalhado, morava em um porão e contava piadas à apresentadora. Melocoton fez tanto sucesso que o boneco dele teve mais de 250 mil cópias vendidas nos anos 1990.

reprodução/SBT

O desenho animado Caverna do Dragão nunca chegou ao fim e deixou fãs frustrados

Por que o final de Caverna do Dragão nunca foi exibido?
Um dos grandes mistérios dos desenhos animados é o fim de Caverna do Dragão. O desenho sombrio foi ao ar no Xou da Xuxa, na TV Colosso, na TV Globinho, na Fox Kids e no Gloob entre 1987 e 2014, mas nunca teve o último episódio exibido. Isso porque, segundo o roteirista Michael Reaves, a série foi cancelada na terceira temporada e os produtores não tiveram chance de escrever um final. 

Mas a história deixa muitos fãs intrigados até hoje. Várias teorias e finais foram inventados por quem não se aguentou de curiosidade. A mais popular sugere que as crianças morreram em um acidente de montanha-russa e que o mundo mágico para o qual foram transportados era o purgatório (ou mesmo o inferno).

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